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Neurobrain, de Curitiba, incorpora monitor não invasivo de pressão intracraniana

Clínica de neurologia no Batel inclui nos exames a tecnologia brain4care, que usa um sensor preso à cabeça por faixa, sem cirurgia, e é aprovada pela Anvisa e pela FDA, segundo a instituição.

Neurobrain, de Curitiba, incorpora monitor não invasivo de pressão intracraniana
Aparelho de medição de pressão arterial, com manguito, manômetro, pera de insuflação e estetoscópio sobre fundo branco. Foto: frolicsomepl/Pixabay
Nesta matéria
  1. Como fica o atendimento
  2. Caso relatado pelo neurologista
  3. Como funciona o sensor
  4. Validação e limites
  5. Sobre a Neurobrain
  6. Serviço

Equipamento capta pequenas deformações do crânio, não emite radiação e dispensa contraste, de acordo com o comunicado da clínica e com informações sobre a tecnologia.

A Neurobrain International Instituto, centro de neurologia avançada e tratamento de dores crônicas em Curitiba, passou a incluir na rotina de exames a tecnologia brain4care. O sistema monitora, sem procedimentos invasivos, as variações de pressão e de complacência intracraniana. Segundo a clínica, o equipamento é aprovado pela Anvisa, no Brasil, e pela FDA, nos Estados Unidos.

De acordo com o comunicado, a novidade amplia o portfólio tecnológico da instituição, com o objetivo de oferecer diagnósticos e tratamentos mais assertivos.

Como fica o atendimento

Antes de passar pela consulta com o neurologista, o paciente faz uma pré-consulta e os exames do chamado Day Clinic. A lista inclui bioeletrografia, termografia, bioimpedância, escaneamento epigenético capilar e a monitorização com a brain4care.

Segundo a clínica, em geral os pacientes apresentam quadros de autismo, doenças crônico-degenerativas e dor.

Os protocolos de atendimento incluem o Day Clinic e o Neurointense, para quem quer otimizar o tempo e o programa de tratamento. Há ainda o Neurocare, voltado a pacientes com doenças crônicas que precisam de cuidados por mais tempo.

O centro adota práticas de neurologia integrativa e regenerativa. A proposta, conforme a instituição, é reunir equipe interdisciplinar e tecnologia para investigar as causas do adoecimento, e não apenas aliviar sintomas.

Caso relatado pelo neurologista

O comunicado traz o relato do neurologista Rauph Guimarães, fundador da Neurobrain, sobre um paciente de 25 anos. Havia 13 anos ele tratava uma enxaqueca com diferentes profissionais, sem sucesso.

A dor, muitas vezes incapacitante, começou depois de uma pancada na cabeça, em uma queda sofrida aos 12 anos. A monitorização apontou o contrário do que se esperava: o paciente tinha hipotensão liquórica, ou seja, pressão intracraniana baixa. O resultado levou o médico a considerar outras possibilidades além da enxaqueca.

O material consultado não informa qual foi o desfecho do tratamento desse paciente.

Como funciona o sensor

O dispositivo é portátil, sem fio, e fica preso à cabeça por uma faixa. Ele capta pequenas deformações do crânio e as envia para a nuvem da brain4care, onde um algoritmo transforma os pulsos da pressão intracraniana em números. Não há radiação, contraste, preparação prévia nem uso de medicamentos.

O método apresenta a complacência cerebral em dois gráficos. Um mostra a morfologia da curva minuto a minuto e a correlação entre os pulsos. O outro exibe a tendência da pressão ao longo do período monitorado.

Segundo o laboratório Neurolife, do Rio de Janeiro, que também adotou o sistema, a monitorização pode durar minutos, no mínimo cinco, e ser repetida várias vezes ao dia. Em casos mais graves, pode ser contínua.

Validação e limites

O padrão para medir a pressão intracraniana é invasivo: um cateter inserido por cirurgia no crânio ou no tecido cerebral. Há alternativas menos invasivas, como a punção lombar para medir a pressão do liquor e o ultrassom da bainha do nervo óptico.

Segundo o Medscape, o estudo de validação concluiu que a brain4care foi equivalente à técnica considerada padrão-ouro para avaliar a complacência cerebral e as variações da pressão intracraniana. A declaração é do neurocirurgião Sérgio Brasil. A Startupi informa que a tecnologia está em uso comercial em mais de 60 hospitais e clínicas do país e que há mais de 60 publicações científicas sobre ela, de centros como USP, Unifesp, Universidade do Porto e Cleveland Clinic.

Há, porém, ressalvas. De acordo com a Revista Pesquisa FAPESP, como o aparelho não coleta dados numéricos da pressão em milímetros de mercúrio, ele não substitui os sensores invasivos. Já o Projeto Draft informa que a brain4care não emite laudos porque não faz diagnóstico por si só.

Sobre a Neurobrain

Segundo o comunicado, a Neurobrain foi fundada em 2015, em Curitiba, por Rauph Guimarães. O texto afirma que mais de 7 mil clientes foram atendidos em oito anos e define a clínica como referência no diagnóstico e no tratamento de casos complexos. Os números são da própria instituição.

O médico responsável é Rauph Batista Guimarães, CRM 21350, especialista em Neurologia (RQE 24204). Valores de consulta ou do exame com a brain4care não foram informados.

Serviço

Neurobrain International Instituto

Endereço: Rua Gonçalves Dias, 101, Batel, Curitiba (PR), CEP 80240-340

Telefone: (41) 3019-2203

Preço: não informado

Fontes: comunicado da Neurobrain, reproduzido pela JBA Notícias; brain4care; Neurolife; Medscape; Startupi; Revista Pesquisa FAPESP; Projeto Draft.

Fonte: Endereço antigo do site

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