Estalar o joelho é normal? Ortopedista explica quando o barulho exige atenção
Barulhos sem dor podem ser benignos, mas estalos acompanhados de inchaço ou trauma devem ser investigados
Quem nunca ouviu ou sentiu o joelho estalar ao subir uma escada ou no momento de agachar para pegar algo no chão? Esses estalos - chamados tecnicamente de crepitações - são comuns e nem sempre indicam uma doença.
Quando aparece isoladamente, sem dor, inchaço ou perda de força, geralmente não é motivo de preocupação.
Segundo Frederico Scherner, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e especialista em cirurgia do joelho, o estalo geralmente é causado pela movimentação de tendões e ligamentos sobre os ossos ou pela liberação de pequenas bolhas de gás presentes no líquido sinovial, que lubrifica a articulação.
"Na grande maioria dos casos, esse barulho é normal e não indica nenhuma lesão. O joelho é uma articulação complexa, com várias estruturas deslizando umas sobre as outras, e é natural que isso gere som em algum momento", explica o médico.
Quando o estalo pode indicar um problema?
Alguns sinais merecem atenção e podem indicar desgaste da cartilagem, lesões em meniscos ou ligamentos, ou instabilidade articular. "O contexto em que o barulho acontece é o que faz a diferença", afirma Scherner.
Algumas situações pedem avaliação médica, tais como:
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Estalo após um trauma, como uma torção ou pancada no joelho;
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Estalo acompanhado de dor, seja na hora do barulho ou depois dele; -
Inchaço na articulação, mesmo que pouco
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Estalo que ocorre apenas de um lado, de forma diferente do outro joelho; -
Sensação de falseio, travamento ou instabilidade ao caminhar ou apoiar o peso.
A importância de avaliar a saúde do joelho
Mesmo quando o estalo parece inofensivo, o Dr. Frederico reforça que o acompanhamento com um ortopedista é fundamental, especialmente para pessoas ativas, atletas ou que já sentiram algum desconforto na articulação.
"O joelho é responsável por boa parte da nossa mobilidade. Cuidar dele preventivamente é cuidar da qualidade de vida e da independência ao longo dos anos, favorecendo a manutenção de atividades como caminhar, trabalhar, praticar exercícios e realizar tarefas cotidianas", destaca.
O especialista alerta que problemas identificados precocemente têm tratamento mais simples e recuperação mais rápida, evitando que pequenas queixas se transformem em limitações maiores no futuro.



