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Tempestade

Paraná registra 2,55 milhões de atendimentos em saúde mental; veja dicas contra estresse

Dados da Sesa mostram alta de 19% em 2025. A data de combate ao estresse é lembrada em 23 de setembro no Brasil e em novembro no calendário internacional.

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Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Foto: Imagem gerada por IA/Paranashop
Nesta matéria
  1. Data internacional e campanha
  2. O que é o estresse
  3. Dicas de profissionais e da prefeitura
  4. Números do Brasil e do Paraná
  5. Rede e investimento

Número de atendimentos cresceu em relação a 2024; especialistas e a Prefeitura de Curitiba indicam hábitos que ajudam a reduzir o estresse no dia a dia.

O Paraná registrou 2.551.463 atendimentos em saúde mental em 2025, alta de 19% sobre os 2.144.086 de 2024, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os dados foram divulgados pela Agência Estadual de Notícias em 21 de abril de 2026 e ganham destaque na semana em que o calendário internacional lembra o Dia de Conscientização sobre o Estresse.

No Brasil, várias fontes oficiais, como as prefeituras e secretarias de saúde, citam o Dia Mundial de Combate ao Estresse em 23 de setembro. A data internacional, o Stress Awareness Day, é diferente: cai na primeira quarta-feira de novembro e, em 2026, foi nesta quarta-feira (4).

Data internacional e campanha

A campanha é liderada pela ISMA UK, organização britânica dedicada ao tema. Segundo a entidade, o Stress Awareness Day foi criado em 1998 por Carole Spiers. A semana internacional de conscientização em 2026 vai de segunda-feira (2) a sexta-feira (6).

O tema deste ano é “Shaping the Future of Stress and Wellbeing: Rehumanising the Workplace”, algo como “moldar o futuro do estresse e do bem-estar: re-humanizar o ambiente de trabalho”, em tradução livre. A ISMA UK promoveu na quarta (4) um encontro on-line com palestrantes internacionais. Não foram encontrados eventos no Paraná ligados à data.

O que é o estresse

A AMRIGS (Associação Médica do Rio Grande do Sul) define o estresse como uma reação natural do organismo diante de perigo ou ameaça, que provoca alterações físicas e emocionais. Segundo a Unimed Ribeirão Preto, o quadro evolui em três fases: alerta, resistência e exaustão.

De acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, não é possível eliminar o estresse. Quando exacerbado, porém, ele pode levar a doenças cardiovasculares, fadiga, depressão, síndrome do pânico e burnout.

Dicas de profissionais e da prefeitura

Em matéria publicada pelo Paranashop em 2021, durante a pandemia, especialistas listaram formas de lidar com o problema. O cirurgião plástico Mário Farinazzo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, recomendou primeiro identificar o estresse, observando sinais como comer demais, alteração de humor e dificuldade para dormir. “Hoje você pode estar ansioso, mas amanhã não”, afirmou, sugerindo adaptar a rotina e evitar situações estressantes.

O neurologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella sugeriu quebrar a rotina de vez em quando. “Mesmo que essa mudança ocorra apenas uma vez por semana já é de grande ajuda para desestressar”, disse.

A Prefeitura de Curitiba, em orientações do Setembro Amarelo de 2023, citou cuidar de alimentação, sono, mente e corpo, identificar pensamentos negativos e o que traz alívio, praticar exercícios e cultivar laços com família e amigos. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) também aponta como prevenção o tempo para cuidar de si e a psicoterapia. Segundo a AMRIGS, a atividade física melhora funções cardiovasculares e respiratórias e estimula substâncias relaxantes, como a endorfina.

Números do Brasil e do Paraná

Pesquisa da Ipsos feita entre 26 de julho e 9 de agosto de 2024, com 23.667 adultos em 31 países, colocou o Brasil em 4º lugar no ranking de estresse. Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros se sentem frequentemente estressados, acima da média global. A saúde mental foi apontada por 54% como principal problema de saúde do país, ante 18% em 2018.

A ISMA-BR, em dados de 2023, informou que 72% dos brasileiros estão estressados no trabalho e 32% sofrem de burnout. A presidente da entidade, Ana Maria Rossi, afirma que o estresse é uma resposta natural do organismo, com versão positiva e negativa, e que há formas conscientes de gerenciá-lo.

No Paraná, a Sesa contabiliza 1.046 notificações de transtornos mentais relacionados ao trabalho no Sinan entre 2022 e os primeiros meses de 2026. Em 235 casos, cerca de 22%, houve afastamento. Pânico ou ansiedade paroxística lidera, com 217 registros, seguida de outros transtornos ansiosos (147) e ansiedade generalizada (118).

Rede e investimento

Segundo a Sesa, a rede estadual conta com 160 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), 45 ambulatórios, 73 leitos de saúde mental em hospitais gerais e 1.651 leitos em hospitais psiquiátricos. Há ainda 7 unidades do Serviço Integrado de Saúde Mental (SIMPR) e 41 equipes eMAESM.

Em 2025, o Estado investiu mais de R$ 23 milhões diretamente na Linha de Cuidado em Saúde Mental. Em 2 de julho de 2026, o governo anunciou mais R$ 26 milhões ao ano, o que eleva o investimento anual no setor para R$ 70,5 milhões.

Fontes: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Agência Estadual de Notícias, ISMA UK, ISMA-BR, Ipsos, Prefeitura de Curitiba, Prefeitura do Rio de Janeiro, AMRIGS, UFSB, Unimed Ribeirão Preto e matéria do Paranashop de setembro de 2021.

Fonte: Arquivo do Paranashop (Internet Archive)

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