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Tempestade

Paraná amplia tratamento contra o tabagismo para 336 cidades no Dia Mundial Sem Tabaco

Dados da Sesa mostram alta de 33% desde 2019 na oferta do programa estadual. Data de 31 de maio lembra os danos do cigarro, que a OMS associa a mais de 8 milhões de mortes por ano.

Destruction of cigarettesThis report provides photos to illustrate the World No Tobacco Day marked every year on 31 May. This yearly celebration informs the public on the dangers of using tobacco, the
Destruction of cigarettesThis report provides photos to illustrate the World No Tobacco Day marked every year on 31 May. This yearly celebration informs the public on the dangers of using tobacco, the Foto: Claudio Centonze/European Commission/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
Nesta matéria
  1. Tema de 2026 e origem da data
  2. Sete danos associados ao tabaco
  3. Mortes, custos e cigarros eletrônicos
  4. Benefícios de parar de fumar

Programa estadual chega a 1.184 unidades de saúde; campanha da OMS em 2026 alerta para o apelo de produtos de nicotina entre jovens.

O Paraná tem 336 municípios com ações multidisciplinares de tratamento do tabagismo pelo Programa Estadual de Controle do Tabagismo (PECT), segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgados em 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco. O número é 33% maior que o de 2019, quando 251 cidades ofereciam o serviço.

De acordo com a Sesa, há equipes de tratamento em 1.184 estabelecimentos de saúde do Estado. O órgão informa que o tratamento gratuito pelo SUS aumenta em até cinco vezes as chances de sucesso para quem quer parar de fumar.

A secretaria também informou que, de setembro a dezembro de 2025, 6.511 pessoas foram atendidas pelas equipes de tratamento.

Tema de 2026 e origem da data

O Dia Mundial sem Tabaco foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar atenção para doenças e mortes evitáveis ligadas ao tabagismo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), todos os anos o órgão articula uma ação nacional de conscientização com as secretarias estaduais e municipais de Saúde e de Educação dos 26 estados e do Distrito Federal.

O tema da OMS em 2026 é "Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco". A campanha mostra como a indústria do tabaco e da nicotina reformula seus produtos para atrair uma nova geração, em especial crianças e adolescentes, e driblar regras mais duras de controle.

O INCA destaca ainda os riscos dos aditivos de sabor, que podem estimular o início do consumo, aumentar a dependência e dificultar a interrupção do uso. Em 2026, a data coincidiu com os 30 anos da Lei Federal 9.294/1996, conforme o Sou Brasília. Segundo a ONU News, o Brasil é o único país de língua portuguesa entre os ganhadores do Prêmio do Dia Mundial Sem Tabaco 2026.

Sete danos associados ao tabaco

Segundo o INCA, o tabagismo ativo e a exposição passiva à fumaça estão relacionados a cerca de 50 doenças, entre elas vários tipos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares. Entre os danos mais citados pelas fontes:

1. Câncer de pulmão. O tabagismo, ativo e passivo, é o principal fator de risco. O INCA estimou, para cada ano do período 2020-2022, 17.760 casos novos em homens e 12.440 em mulheres no Brasil.

2. Doenças respiratórias. Entre elas estão DPOC, enfisema, bronquite crônica, asma e infecções. Segundo o IECS, via Metrópoles, das 161,8 mil mortes anuais atribuídas ao tabagismo no país, 37,6 mil correspondem à DPOC.

3. Infarto. O cardiologista Maurício Dallagrana, do Hospital Infantil Waldemar Monastier, afirma que o tabagismo deixa o organismo muito mais propenso ao infarto agudo do miocárdio.

4. AVC. O mesmo especialista cita o acidente vascular cerebral entre as complicações. Um estudo citado pela Fiocruz atribuiu ao tabagismo 229.071 infartos, 59.509 AVCs e 77.500 diagnósticos de câncer no Brasil.

5. Problemas circulatórios. Dallagrana menciona fenômenos oclusivos em diferentes territórios arteriais, que podem levar a amputações ou cirurgias de emergência, além de impotência sexual.

6. Dependência de nicotina. O INCA reconhece o tabagismo como doença crônica causada pela dependência da substância.

7. Danos a quem não fuma. Segundo a OMS, a fumaça de segunda mão causa cerca de 1,6 milhão de mortes prematuras por ano no mundo. No Brasil, o fumo passivo responde sozinho por cerca de 20 mil mortes anuais, e a ciência não aponta nível seguro de exposição.

Mortes, custos e cigarros eletrônicos

A OMS afirma que mais de 8 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do consumo de tabaco. No Brasil, o estudo mais recente do INCA estima 477 mortes por dia, ou 174 mil óbitos evitáveis por ano. O mesmo estudo calcula em R$ 153,5 bilhões o custo anual das doenças causadas pelo tabagismo.

Estimativa anterior do IECS, de 2020, apontava R$ 125,148 bilhões por ano. Segundo estudo do INCA citado pela Medicina S/A, para cada R$ 1 de lucro da indústria do tabaco, o país gasta R$ 5 com doenças provocadas pelo fumo.

Sobre os cigarros eletrônicos, a OMS estima cerca de 15 milhões de adolescentes de 13 a 15 anos usuários no mundo, segundo a Forbes Brasil. Nos países com dados, eles têm, em média, nove vezes mais chance de usar esses dispositivos do que os adultos. Conforme o médico ouvido pela Sesa, os aparelhos entregam altas doses de nicotina e outras substâncias que causam rigidez arterial, elevam a pressão e aumentam o risco de infartos e arritmias.

Benefícios de parar de fumar

De acordo com a OMS, após 20 minutos sem fumar a pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal. Entre 10 e 15 anos de abstinência, o risco de câncer de pulmão e de doenças cardíacas cai de forma significativa.

Fontes: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR), Agência Estadual de Notícias do Paraná, INCA, OMS, ONU News, Fiocruz, Metrópoles, Forbes Brasil, Band, Sou Brasília e Medicina S/A.

Fonte: Endereço antigo do site

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