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Tempestade

NeuroDoc, em Curitiba, usa sensor sem radiação para auxiliar diagnóstico de dor de cabeça

Clínica da capital paranaense consta como usuária da tecnologia brain4care, que mede variações da pressão dentro do crânio sem cirurgia, contraste ou exposição à radiação, segundo a empresa.

NeuroDoc, em Curitiba, usa sensor sem radiação para auxiliar diagnóstico de dor de cabeça
Homem com as mãos na cabeça em mesa de trabalho, com notebook, sugerindo estresse ou dor de cabeça. Foto: lukasbieri/Pixabay
Nesta matéria
  1. Como funciona o sensor
  2. Alternativa ao método invasivo
  3. O que dizem os estudos
  4. Outros usuários no Paraná
  5. Serviço

Dispositivo da brain4care é colocado na cabeça do paciente e gera relatório em poucos minutos; método é usado como complemento a exames de imagem, e não os substitui.

A Clínica Neuro e Dor, conhecida como NeuroDoc, em Curitiba, está na lista de usuários da brain4care, tecnologia de monitoramento não invasivo da pressão intracraniana que a empresa apresenta como apoio ao diagnóstico de problemas neurológicos, entre eles a dor de cabeça. O sistema não emite radiação nem exige contraste, de acordo com a fabricante.

A clínica fica na Rua Sete de Abril, 813, no Alto da XV. O endereço consta no site da brain4care, que também lista o telefone (41) 3264-8034.

Como funciona o sensor

A brain4care monitora variações da complacência intracraniana, termo que descreve a relação entre volume e pressão dentro do crânio. Segundo a empresa, a informação dá a neurologistas e neurocirurgiões dados adicionais para qualificar o diagnóstico.

O equipamento é um sensor fixado na cabeça com uma banda. Ele se conecta pela internet a uma plataforma que, em poucos minutos, processa os dados e emite um relatório. A empresa descreve o aparelho como acessível e de baixo custo.

A base científica, conforme a brain4care, é a constatação de que a caixa craniana de adultos é extensível e de que pequenas deformações podem ser captadas por fora. Já a Neurolife, que também trabalha com o sistema, informou que o sensor é mecânico, fica sobre o couro cabeludo na região frontotemporal e registra alterações nanométricas nos pulsos da pressão intracraniana.

A Neurolife inclui a cefaleia, nome técnico da dor de cabeça, entre as indicações de uso. O monitoramento é voltado a pacientes com suspeita, risco ou alteração comprovada de complacência e de pressão intracraniana.

Alternativa ao método invasivo

Hoje, a medição direta da pressão intracraniana é feita por acesso cirúrgico, com a colocação de um cateter no interior do crânio. A proposta da tecnologia é oferecer uma avaliação sem esse procedimento.

Regiane Gonzalez Alves, gerente de acesso da brain4care, afirmou que, além de não invasivo, o método não emite radiação, dispensa contraste e permite monitoramento cerebral indolor e contínuo, inclusive em pacientes críticos.

O uso da tecnologia no Brasil foi liberado pela Anvisa em 2019. Nos Estados Unidos, o FDA aprovou a comercialização da solução completa em 2021, em um processo que marcou o início da internacionalização da empresa, em novembro daquele ano.

O que dizem os estudos

Sérgio Brasil, neurocirurgião e primeiro autor de um estudo publicado no Journal of Clinical Monitoring and Computing, disse ao Medscape que a brain4care teve desempenho equivalente ao do método padrão-ouro para avaliar a complacência cerebral e as variações da pressão intracraniana.

Outro trabalho, feito por USP, Universidade de Cambridge, Universidade Emory e pela própria empresa, foi publicado na revista npj. Segundo o estudo, a tecnologia mediu valores absolutos da pressão com mais precisão do que outros métodos não invasivos existentes. Gustavo Frigieri, diretor científico da brain4care e coautor, afirmou que a pesquisa teve o maior número de pacientes e o menor erro de estimativa entre esses métodos.

Pesquisadores da Unifesp e da USP concluíram que os parâmetros da tecnologia podem ser úteis na triagem do risco de hipertensão intracraniana, informou a brain4care em newsletter de julho de 2024.

Não foi localizado, no material consultado, estudo específico sobre o uso do sistema em dor de cabeça no consultório.

Outros usuários no Paraná

Além da NeuroDoc, o site da brain4care lista no Paraná a Neurobrain, no Batel, em Curitiba; a Neuroclínica Londrina; o Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa; e o Hospital Pequeno Príncipe, na capital. Em todo o país, a empresa informa mais de 100 instituições em uso e mais de 20 em pesquisa.

O neurologista curitibano Marcos Lange foi um dos primeiros a adotar o monitoramento em consultório. Ele conheceu a tecnologia em 2014, em um artigo científico. Segundo Lange, que atende muitos pacientes com dores de cabeça e enxaquecas crônicas, o método combinado a exames de imagem ajuda a chegar a diagnósticos mais assertivos e, em alguns casos, evita punções lombares.

Serviço

Clínica Neuro e Dor (NeuroDoc)

Endereço: Rua Sete de Abril, 813, Alto da XV, Curitiba

Telefone: (41) 3264-8034

Valor do exame e forma de agendamento: não informados nas fontes consultadas

Fontes: brain4care, Neurolife, Medscape e informações publicadas sobre estudos científicos da tecnologia.

Fonte: Endereço antigo do site

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