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Hábitos da pandemia, como higiene das mãos e vacinação, seguem recomendados no Paraná

Saúde mental, alimentação, sono, lavagem das mãos e vacinas aparecem entre os cuidados que médicos e a Secretaria de Estado da Saúde pedem que a população mantenha após a pandemia de Covid-19.

Hábitos da pandemia, como higiene das mãos e vacinação, seguem recomendados no Paraná
Profissionais de saúde com roupas de proteção, máscara e face shield, que lembram os cuidados adotados na pandemia. Foto: HelenJank/Pixabay
Nesta matéria
  1. Saúde mental, alimentação e sono
  2. Higiene das mãos perdeu força
  3. Vacinação no Paraná
  4. Gripe e Covid-19

*Lista publicada pelo Paranashop em 2021 reunia oito hábitos ganhos na pandemia; dados da Sesa e de órgãos de saúde mostram quais deles ainda pedem atenção no Estado.*

Cuidar da saúde mental, lavar bem as mãos e manter a vacinação em dia estão entre os hábitos adotados durante a pandemia de Covid-19 que médicos e autoridades de saúde recomendam manter. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu em Curitiba, em 20 de outubro, um encontro para planejar ações de vacinação, e divulgou números sobre a cobertura no Estado.

A lista de oito hábitos foi publicada pelo Paranashop em agosto de 2021, quando as campanhas de vacinação faziam o fim da pandemia parecer mais próximo. O texto lembrava que a crise sanitária deixou perdas, mas também ensinou a valorizar a saúde.

Saúde mental, alimentação e sono

O primeiro hábito da lista é manter a atenção à saúde mental, que ganhou espaço com o aumento da ansiedade e do estresse. Segundo o texto, o cuidado deve se concentrar em medidas que reduzam esses dois problemas.

O médico neurologista e neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA), sugere buscar situações de bom humor. “Isso pode reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e ajudar a manter o cérebro saudável”, afirma.

O médico também recomenda o contato com a natureza. “Quando você passa algum tempo ao ar livre, dá ao seu cérebro um descanso do fluxo constante de dados e estímulos que ele recebe ao longo do dia”, diz ele, para quem isso ajuda a reiniciar a capacidade de foco.

Uma versão semelhante da lista, publicada no site Public Lifestyle, cita ainda dieta balanceada, rica em frutas, verduras e legumes, e consumo mínimo de álcool. Também aparecem a manutenção de uma rotina ativa, a continuidade para quem parou de fumar e o sono de qualidade, que não deve ser prejudicado pela rotina corrida da volta ao normal.

Higiene das mãos perdeu força

A Sesa participou do Dia Mundial de Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio. Segundo a secretaria, a lavagem com água e sabão deve durar de 40 a 60 segundos.

Matéria republicada pelo DCmais/Diário dos Campos afirma que a higienização constante fez diferença na pandemia, mas foi enfraquecendo aos poucos. Em material da Anvisa e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), uma apresentação diz que a pandemia reforçou o hábito, inclusive em casa, mas depois “nos esquecemos”.

A Agência Brasil informou, em setembro de 2025, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), higienizar mais as mãos pode reduzir em até 40% a contaminação por vírus e bactérias que causam gripes, resfriados, conjuntivite e viroses.

O Instituto Butantan, em 2022, listou máscaras, lavagem das mãos, álcool em gel e vacinação completa como aprendizados contra doenças respiratórias. A Anahp, associação de hospitais privados, citou o infectologista Morbi, que recomenda máscara em caso de sintomas respiratórios e em locais pouco ventilados.

Vacinação no Paraná

O Microplanejamento para Atividades de Vacinação de Alta Qualidade (AVAQ), feito pela Sesa com o Ministério da Saúde, ocorreu em Curitiba até quinta-feira (22). A secretaria fala em 87 milhões de doses aplicadas, o melhor cenário dos últimos oito anos.

Segundo a Sesa, a cobertura vacinal começou a cair em 2016, e a queda foi impulsionada por informações falsas e movimentos antivacina, agravando-se na pandemia. Em 2021, o Estado atingia a meta em apenas uma vacina, a do HPV em meninas, com 93%.

A recuperação veio a partir de 2023. Em 2024 e 2026, o Paraná alcançou a meta em dez imunobiológicos. Entre 2021 e 2026, a cobertura da BCG foi de 82% para 100%, a da poliomielite de 80% para 95% e a da pentavalente de 81% para 94%.

No ranking nacional, o Estado lidera na tríplice viral: 100% na primeira dose, contra 94% do país, e 87% na segunda, contra 79%. Na hepatite A infantil, são 89% contra 83%.

Os dados parciais de 2026 para menores de 2 anos, até setembro, mostram tríplice viral em 97,2%, pentavalente em 91,9% e poliomielite em 92,3%. A própria Sesa trabalha com meta de 95%, e só a tríplice viral está acima dela nesse levantamento.

No HPV, o Estado tem 91,06% em meninas e 87,42% em meninos, acima das médias nacionais de 82,27% e 74,20%. A Campanha Nacional de Multivacinação de agosto aplicou cerca de 770 mil doses, e a Sesa diz que o Paraná não tem municípios em alto risco para sarampo nem casos registrados.

Gripe e Covid-19

A 28ª Campanha Nacional contra a Influenza seguiu até 30 de maio nas mais de 1.800 salas de vacinação dos 399 municípios. Em maio, a Sesa ampliou a vacina para toda a comunidade escolar, com ações dentro das escolas.

Desde 29 de junho, segundo a secretaria, a vacina está aberta ao público geral. A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, cerca de 2.960.260 paranaenses, até o fim do ano.

Em 20 de outubro, a cobertura era de 94,5% entre gestantes, 58,7% entre crianças e 54,2% entre idosos. A vacina contra a Covid-19 está disponível para públicos prioritários, como crianças menores de 5 anos, idosos e gestantes.

**Fontes:** Paranashop (matéria de agosto de 2021), Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Agência Estadual de Notícias, Agência Brasil, Anvisa/Opas, Instituto Butantan, Anahp e DCmais/Diário dos Campos.

Fonte: Arquivo do Paranashop (Internet Archive)

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