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Praticar corrida prejudica os joelhos? Ortopedista esclarece mitos e orienta iniciantes

  • Foto do escritor: Editor Paranashop
    Editor Paranashop
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Só em 2025, a corrida ganhou mais de 2 milhões de praticantes no país


Pessoa correndo ao ar livre com foco na saúde dos joelhos e prática esportiva segura

A corrida de rua é uma das modalidades esportivas que mais cresce no Brasil. A segunda edição do estudo Por Dentro do Corre: A Cultura da Corrida no Brasil, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025. Com isso, o número total de praticantes chegou a 15 milhões, superando os 13 milhões registrados em 2024.


No entanto, junto com os novos praticantes, surge uma preocupação: correr desgasta as articulações e prejudica os joelhos? A resposta médica é "não", desde que a prática seja feita respeitando os limites do corpo.


De acordo com Frederico Scherner, médico ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o joelho é uma estrutura resiliente, mas que exige ‘manutenção’. 


"O impacto controlado da corrida estimula a nutrição da cartilagem. O problema surge quando o iniciante tenta queimar etapas, ignorando os sinais do corpo em busca de resultados imediatos", explica.


O desgaste não é o fim da linha

Diferente do que muitos pensam, a condromalácia patelar (amolecimento da cartilagem da patela) não contraindica a corrida. Geralmente o problema está ligado a um desequilíbrio no trilho da patela ou fraqueza do quadríceps. 


Segundo Scherner, o foco é o fortalecimento muscular direcionado, trocando atividades de alto impacto por exercícios guiados quando necessário.


“Em muitos casos, o indicado é realizar um procedimento minimamente invasivo chamado  viscossuplementação, que consiste na injeção de ácido hialurônico diretamente na articulação, melhorando a lubrificação interna e permitindo que o atleta realize o fortalecimento com menos dor”, explica.


‘Joelho do Corredor”

Comum em corredores e ciclistas, a síndrome da banda iliotibial (SBIT), ou "joelho de corredor", é uma lesão por esforço repetitivo que causa dor na lateral externa do joelho. 


Diferente do amolecimento da cartilagem, no ‘joelho do corredor’ o foco inicial do tratamento passa pela liberação miofascial, ou seja, técnica terapêutica que aplica pressão sobre pontos de tensão no corpo, visando relaxar e recuperar a viscoelasticidade do tecido conjuntivo e dos músculos. 


“Também é feito o ajuste da biomecânica da pisada e fortalecimento de glúteo médio para estabilizar o quadril”, acrescenta o ortopedista.


3 orientações para uma corrida segura

Um dos maiores desafios nos consultórios de ortopedia é frear a ansiedade do corredor iniciante. É comum ver pessoas sedentárias que decidem correr 5 km logo no primeiro fim de semana, sem dar tempo para que os tendões e músculos se adaptem.


Scherner alerta que o corpo humano possui uma velocidade de adaptação estrutural. “Enquanto o sistema cardiovascular melhora rápido (o fôlego aumenta), os tendões, ligamentos e ossos demoram semanas para se fortalecer”, explica.


Para evitar lesões como tendinites e fraturas por estresse, o especialista dá três recomendações:


- Progressão Cautelosa: nunca aumente o volume total de quilometragem da sua semana em mais de 10%.


- Fortalecimento Específico: exercícios para quadríceps, glúteos e panturrilhas são obrigatórios.


- Tênis adequado: priorize o conforto e o amortecimento, identificando seu tipo de pisada.


Foto: Freepik
Foto: Freepik

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