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Para que serve a cúrcuma? Nutricionista explica usos e cuidados

Foto do escritor: Editor Paranashop
Editor Paranashop
há 50 minutos
2 min de leitura

Especiaria conhecida como açafrão-da-terra concentra curcuminoides estudados por ação antioxidante; suplementação exige orientação profissional


Conhecida pela cor amarela vibrante, especiaria concentra compostos bioativos estudados por seu potencial antioxidante e de modulação de processos inflamatórios
Conhecida pela cor amarela vibrante, especiaria concentra compostos bioativos estudados por seu potencial antioxidante e de modulação de processos inflamatórios

Conhecida pelo amarelo intenso que dá ao arroz, ao curry e ao “leite dourado”, a cúrcuma — também chamada de açafrão-da-terra — vem deixando de ser só tempero para ocupar espaço na rotina de autocuidado. O movimento acompanha o avanço do mercado de suplementos: um levantamento divulgado em agosto de 2026 apontou que Millennials e Geração Z já respondem por mais de 65% das compras de suplementos no Brasil, mercado que cresceu 26% desde a pandemia.


A cúrcuma (Curcuma longa) é rica em compostos bioativos chamados curcuminoides, entre eles a curcumina, estudados principalmente por propriedades antioxidantes e pela participação na modulação de processos inflamatórios. “Quando falamos em cúrcuma, estamos falando de um alimento que reúne compostos bioativos interessantes e que pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O benefício está dentro de um contexto de alimentação e estilo de vida saudáveis”, explica Valquíria Soares, nutricionista da Mundo Verde.


Tempero ou suplemento?


Como tempero, a cúrcuma é usada em pequenas quantidades em arroz, legumes, sopas, molhos e carnes. Já os suplementos concentram e padronizam os curcuminoides. “A suplementação pode fazer sentido quando existe um objetivo nutricional específico e quando a alimentação não é suficiente para a estratégia definida. É importante avaliar não apenas a quantidade de curcuminoides, mas também a formulação e a biodisponibilidade do produto”, afirma a nutricionista.


A curcumina pode ter baixa biodisponibilidade quando consumida isolada; associá-la a uma fonte de gordura na refeição ajuda no aproveitamento, e os suplementos podem usar formulações micelares ou lipossomais. Não há uma dose universal: no Brasil, a regulamentação estabelece limite máximo de 130 mg de curcuminoides totais para adultos.


“Antes de iniciar uma suplementação, é importante buscar orientação de um profissional de saúde, principalmente no caso de pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos ou apresentam alguma condição de saúde”, finaliza Valquíria.


Fonte: Mundo Verde (nutricionista Valquíria Soares) / DFREIRE Comunicação.

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