Vida cultural ativa está associada a envelhecimento mais lento, aponta estudo

Pesquisa com quase 1.900 adultos na Inglaterra ligou maior frequência a cinemas, museus e teatros a uma idade fisiológica menor; a diferença chegou a 1,2 ano

Frequentar com regularidade cinemas, museus, galerias, teatros e concertos pode estar associado a um organismo fisiologicamente mais jovem. É o que sugere um estudo realizado com 1.899 adultos na Inglaterra, que encontrou relação entre maior participação em atividades culturais e uma idade fisiológica menor. Entre os participantes com menor e maior engajamento cultural, a diferença estimada foi de cerca de 1,2 ano. Os resultados foram publicados no periódico científico Journal of Epidemiology and Community Health.
Os autores descrevem uma associação, e não uma relação de causa e efeito: os dados indicam que pessoas mais engajadas culturalmente tendem a apresentar marcadores de envelhecimento mais favoráveis, mas não provam que a atividade cultural, isoladamente, seja a responsável pela diferença. Fatores como renda, escolaridade e hábitos de saúde costumam caminhar juntos com a participação cultural.
Ainda assim, os achados reforçam uma linha de pesquisa que associa o engajamento social e cultural a um envelhecimento mais saudável, somando-se a evidências sobre a importância de manter a mente ativa e a vida social ao longo dos anos.
Fonte: Agência Einstein, reportagem de Fernanda Bassette. Estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health.



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