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Cinco vacinas que muita gente esquece depois da infância

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Calendário do Ministério da Saúde prevê vacinas e doses de reforço para adultos e idosos, mas muita gente acredita, de forma equivocada, que a imunização termina na infância


Crédito da foto: Henrique Oliveira
Crédito da foto: Henrique Oliveira

Muita gente acredita que a vacinação é assunto de criança e só volta a pensar no tema quando surge uma viagem, uma gravidez ou alguma doença. No entanto, o próprio Ministério da Saúde mantém um Calendário Nacional de Vacinação com imunizantes e doses de reforço recomendados também para adultos e idosos, conforme a idade, o histórico vacinal e as condições de saúde.


Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, é comum encontrar pacientes que passam anos sem revisar a carteira de vacinação. "Grande parte dos adultos acredita que já recebeu todas as vacinas necessárias. Na prática, muitos precisam atualizar reforços ou completar esquemas vacinais para manter a proteção contra doenças que continuam circulando. A vacinação é um cuidado que acompanha toda a vida", afirma.


Entre as vacinas que mais costumam ficar esquecidas estão:


dT (difteria e tétano)

O reforço é recomendado a cada dez anos e protege contra duas doenças potencialmente graves.


Hepatite B

Muitos adultos não completaram o esquema vacinal. A infecção pode permanecer silenciosa durante anos antes de provocar complicações no fígado.


Tríplice viral

Protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Dependendo da idade e do histórico vacinal, pode ser necessário completar ou atualizar a imunização.


Influenza

A vacina deve ser aplicada todos os anos, já que os vírus sofrem alterações frequentes e a proteção precisa ser renovada.


Herpes-zóster

Indicada principalmente para pessoas a partir dos 50 anos, reduz o risco da doença e de complicações, como a neuralgia pós-herpética.


Além do desconhecimento sobre o calendário vacinal, Elisa explica que muitas pessoas deixam de se vacinar por acreditarem em informações incorretas, como a ideia de que apenas crianças precisam de imunização ou de que quem está saudável não necessita de vacinas. "Esses são alguns dos mitos que mais ouvimos na clínica. A vacinação é uma medida preventiva e muitas doenças continuam circulando. Estar saudável hoje não elimina a necessidade de manter a proteção em dia", explica.


A enfermeira também lembra que a revisão da carteira de vacinação deveria fazer parte da rotina de cuidados com a saúde. "Assim como realizamos exames periódicos e consultas preventivas, também devemos conferir se a vacinação está atualizada. Uma simples avaliação da carteira vacinal permite identificar quais imunizantes ou reforços ainda são necessários para cada pessoa", conclui.

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