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Alimento “fit” é sempre saudável? Grau de processamento importa na escolha

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    Editor Paranashop
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Nutricionista alerta que produtos com apelo “fit”, “zero açúcar” ou alto teor de proteína não são garantia de alimento saudável




A busca por uma alimentação saudável aliada à praticidade tem levado cada vez mais pessoas a substituir refeições por shakes, barras de proteína e iogurtes com alto teor proteico.

Apesar do apelo saudável presente em muitas embalagens, esses produtos podem apresentar elevado grau de processamento e não devem substituir de forma recorrente refeições completas e variadas.

Segundo levantamento da Euromonitor citado no material, o setor brasileiro de produtos naturais, orgânicos e funcionais movimenta mais de R$ 15 bilhões por ano. O segmento de alimentos proteicos representa R$ 2,1 bilhões e pode chegar a R$ 3,1 bilhões até 2028.


Consumo frequente merece atenção


Embora possam fazer parte da rotina alimentar, produtos ultraprocessados devem ser consumidos com moderação.

O release cita o estudo “Alimentos ultraprocessados e saúde humana: a tese principal e as evidências”, publicado na revista The Lancet, que associa o consumo frequente desses alimentos ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Yuri Sato, nutricionista e coordenadora de Nutrição do grupo Care Plus, explica que alegações como “fit”, “zero açúcar” ou “alto teor de proteína” não significam automaticamente que um alimento seja saudável.

Segundo ela, é importante observar o grau de processamento do produto, seguindo referências como a classificação NOVA e o Guia Alimentar para a População Brasileira.

“Uma regra básica é: dê prioridade a alimentos in natura — como frutas, legumes, verduras e grãos — ou alimentos minimamente processados”, afirma.

Ler os rótulos faz diferença


A especialista destaca a importância da leitura dos rótulos para avaliar a composição dos produtos.

Ela evita classificar os alimentos de forma absoluta entre “bons” e “ruins” e afirma que produtos processados não precisam ser completamente excluídos da dieta.

O consumo, porém, deve ser pontual e inserido em um planejamento alimentar individualizado, considerando necessidades nutricionais, rotina e hábitos de cada pessoa.


Planejamento alimentar pode ajudar


Para quem enfrenta uma rotina intensa, o planejamento alimentar pode ajudar a reduzir a dependência de produtos industrializados.

O Guia Alimentar para a População Brasileira aponta fatores como falta de tempo, perda de habilidades culinárias e publicidade entre os obstáculos para a manutenção de uma alimentação equilibrada.

Nesse contexto, o acompanhamento nutricional pode contribuir para mudanças de comportamento e organização das refeições de acordo com a realidade de cada pessoa.


Produtos proteicos não devem substituir refeições completas


Mais do que classificar alimentos entre bons e ruins, o desafio está em construir hábitos sustentáveis.

“Produtos proteicos e outros alimentos industrializados não devem substituir, de forma recorrente, refeições completas e variadas”, afirma Yuri.

A nutricionista reforça que uma alimentação equilibrada depende mais da rotina construída ao longo do tempo do que do consumo isolado de produtos específicos.

“Escolhas saudáveis dependem menos de produtos específicos e mais da construção de uma rotina alimentar equilibrada”, completa.

A recomendação geral é priorizar alimentos in natura e minimamente processados, além de avaliar a composição dos produtos industrializados antes da compra.

Em situações específicas ou diante de necessidades nutricionais individuais, a orientação deve ser feita por profissional habilitado.


Fonte: grupo Care Plus

Crédito de imagem informado no release: Freepik

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