Regina Volpato relata melhora após cirurgia de catarata; entenda os sinais da doença
- Editor Paranashop

- há 1 dia
- 3 min de leitura
Agosto Cinza reforça importância do diagnóstico e tratamento da principal causa de cegueira reversível; especialista explica sintomas e avanços no procedimento

A campanha do Agosto Cinza, período dedicado à conscientização sobre a catarata, reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento oftalmológico da doença, caracterizada pela perda progressiva da transparência do cristalino.
A condição está relacionada principalmente ao envelhecimento natural dos olhos e pode comprometer gradualmente a nitidez da visão.
Segundo informações citadas no material do H.Olhos, com base na Organização Mundial da Saúde (OMS) e no Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o desenvolvimento de algum grau de catarata tende a ocorrer com o avanço da idade.
Catarata pode aparecer antes dos 55 anos
Embora a idade seja um dos principais fatores relacionados ao surgimento da catarata, o diagnóstico pode ocorrer mais cedo.
Segundo o Dr. Horácio Jodai, médico especialista em catarata do H.Olhos, a condição é mais frequente a partir dos 55 anos, mas também pode ser diagnosticada em pessoas mais jovens.
“A condição é mais frequente a partir dos 55 anos, mas não é raro algumas pessoas serem diagnosticadas aos 40 anos, de forma precoce, sem qualquer motivo aparente. Entre as causas menos comuns estão trauma ocular, inflamação intraocular, uso prolongado de medicamentos com corticoide e cirurgia prévia no fundo do olho”, explica.
Quais são os sinais de catarata?
Nos estágios iniciais, a catarata geralmente não provoca dor ou vermelhidão aparente.
Os sintomas costumam estar relacionados diretamente à qualidade da visão.
“O paciente sente como se olhasse através de um vidro sujo ou nevoeiro, mesmo quando usa óculos com a graduação atualizada. Outros indícios frequentes são a sensibilidade à luz e a percepção de halos ao redor de lâmpadas à noite”, explica o oftalmologista.
Quando a catarata está em estágio avançado, pode surgir uma aparência esbranquiçada na pupila devido à opacificação do cristalino.
Entre os sinais que merecem avaliação oftalmológica estão:
visão embaçada ou com aparência de névoa;
piora da visão mesmo com óculos atualizados;
maior sensibilidade à luz;
halos ao redor das luzes;
dificuldade crescente para realizar atividades cotidianas.
Não é mais necessário esperar a catarata “amadurecer”
No passado, era comum a orientação de esperar a catarata atingir um estágio mais avançado antes da cirurgia.
Segundo o especialista, os avanços nas técnicas e equipamentos mudaram essa conduta.
“Hoje, a cirurgia é recomendada quando a catarata já provoca piora na qualidade visual do paciente, ainda que não esteja tão densa. Diferentemente de anos atrás, o avanço tecnológico e de técnicas cirúrgicas permite um tratamento muito mais precoce e seguro”, afirma Jodai.
A definição do momento da cirurgia deve ser feita individualmente após avaliação oftalmológica.
Como é realizada a cirurgia
O tratamento cirúrgico consiste na remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma lente intraocular artificial.
A técnica atualmente utilizada é conhecida como facoemulsificação.
“Por meio de incisões microscópicas, o cristalino opaco é fragmentado, aspirado e substituído por uma lente intraocular artificial personalizada”, explica o médico.
Segundo o especialista, o procedimento também pode permitir a correção de erros refrativos preexistentes, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, dependendo da indicação e da lente utilizada.
Regina Volpato relata recuperação após procedimento
A jornalista e apresentadora Regina Volpato passou recentemente pela cirurgia realizada pelo Dr. Horácio Jodai no H.Olhos.
Segundo seu relato, a recuperação visual ocorreu rapidamente.
“A cirurgia foi muito tranquila e rápida, sem a necessidade de um preparo complicado. Cheguei muito segura porque o médico sempre transmitiu firmeza e serenidade, sendo que a melhora na visão foi praticamente imediata”, conta.
Regina também relata que não apresentou dor na primeira noite após a cirurgia.
“Na primeira noite, achei que poderia sentir algum desconforto, mas não senti absolutamente nada. Tive apenas um pouco de sensibilidade à luz nos dias seguintes devido ao ressecamento ocular, intensificado também pela menopausa, mas que foi 100% controlado com o uso correto dos colírios indicados.”
A experiência individual de cada paciente pode variar, e a recuperação deve ser acompanhada pelo oftalmologista responsável.
Impacto nas atividades do dia a dia
Para Regina, uma das principais mudanças após o procedimento foi a maior autonomia nas atividades cotidianas.
“O mais impressionante foi perceber a diferença no dia a dia. Não precisar mais usar óculos o tempo todo foi uma libertação. Conseguir entrar no chuveiro e finalmente distinguir o frasco do shampoo do condicionador sem óculos parece um detalhe bobo, mas fazia uma falta imensa.”
Ela completa:
“Foi uma experiência muito mais simples do que eu imaginava e uma das melhores decisões que tomei este ano.”
Consultas regulares ajudam no diagnóstico
O acompanhamento oftalmológico periódico é importante para identificar alterações visuais e diagnosticar a catarata.
A avaliação permite acompanhar a progressão da doença e definir, junto ao paciente, o momento mais adequado para eventual tratamento cirúrgico.
Mudanças persistentes na visão devem ser avaliadas por um oftalmologista, especialmente quando começam a interferir em atividades como leitura, direção, deslocamento ou reconhecimento de pessoas e objetos.
Fonte: H.Olhos



Comentários