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Serra Catarinense amplia turismo para além da temporada de inverno

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    Editor Paranashop
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Região formada por 18 municípios combina natureza, produção rural, vinhos de altitude, gastronomia e novas oportunidades de desenvolvimento


Paulo Chagas Pousada Estação Corvo Branco - Urubici
Paulo Chagas Pousada Estação Corvo Branco - Urubici

Com aproximadamente 16.085 quilômetros quadrados, a Serra Catarinense reúne 18 municípios integrantes da Associação dos Municípios da Serra Catarinense (Amures). Juntos, eles ocupam cerca de 17% do território de Santa Catarina.


A extensão territorial ajuda a explicar a diversidade de paisagens, atividades econômicas, culturas e oportunidades encontradas na região, que vem ampliando sua presença como destino turístico para além dos meses de inverno.


Além do turismo, a economia serrana é sustentada pela agropecuária, fruticultura, produção de alimentos e bebidas, silvicultura, indústria madeireira, processamento de celulose, comércio, serviços e turismo rural.


O território também possui campos de altitude, rios, cânions, cachoeiras, matas, araucárias, vales e áreas de preservação.


Para compreender as diferentes identidades da Serra Catarinense, o território pode ser observado a partir de três grandes áreas geográficas e turísticas. A divisão não é administrativa, mas ajuda a identificar as características e potencialidades de cada parte da região.


Região dos Lagos


No extremo sul da Serra está a chamada Região dos Lagos, formada especialmente por Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Cerro Negro.


A identidade da área está relacionada aos grandes reservatórios formados pela implantação de empreendimentos hidrelétricos. A transformação da paisagem abriu possibilidades para o aproveitamento turístico e econômico dos lagos.


Nesse contexto, surgiu o planejamento do Parque dos Lagos, projeto que reúne aproximadamente 3.500 quilômetros quadrados e busca transformar os reservatórios em ativos para o desenvolvimento regional.


A área possui vocação para turismo de natureza, pesca, lazer náutico, turismo rural, gastronomia, experiências no campo e contemplação das paisagens.


Ao mesmo tempo, mantém expressiva produção agropecuária e apresenta espaço para investimentos em hospedagem, gastronomia, infraestrutura turística e atividades vinculadas ao meio rural.


Trabalhada pela Agência de Desenvolvimento da Região dos Lagos (Adrel), essa parte da Serra ainda possui potencial turístico pouco explorado. A paisagem oferece uma experiência diferente daquela tradicionalmente associada aos cânions e às montanhas catarinenses.


Região Central


No centro da Serra Catarinense está a área que tem Lages como principal polo urbano e econômico. Ela articula os municípios de Bocaina do Sul, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta e São José do Cerrito.


Lages concentra comércio, serviços, educação, saúde, eventos, logística e atividades empresariais que atendem uma extensa parcela do território serrano.


A região também é marcada pela força do agronegócio, da pecuária, da madeira, da silvicultura, da indústria e do turismo rural. A história de Lages está ligada à atividade tropeira, à criação de gado e à cultura do campo, elementos ainda presentes na identidade regional.


Nesse território, a produção agropecuária convive com empreendimentos industriais, serviços especializados, eventos, gastronomia, turismo de experiência, cicloturismo e propriedades rurais abertas à visitação.


Lages funciona ainda como porta de entrada e centro de distribuição dos visitantes para diferentes destinos serranos.


Rota de cicloturismo terá aproximadamente 600 quilômetros


A criação de novas rotas busca ampliar a integração entre os municípios. Um dos projetos é a Rota do Cicloturismo da Serra Catarinense, ainda em fase inicial.


O percurso previsto terá aproximadamente 600 quilômetros, conectando Lages, Bocaina do Sul, Rio Rufino, Bom Retiro, Urupema, Urubici, Bom Jardim da Serra, São Joaquim e Painel.


A região central desempenha papel estratégico no desenvolvimento da Serra por reunir infraestrutura urbana, serviços e uma base econômica capaz de conectar os diferentes destinos turísticos.


Região de Altitude


Na área de maior altitude estão Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino, São Joaquim, Urubici e Urupema.


Essa é a parte que mais projetou a Serra Catarinense nacionalmente quando o assunto é frio, neve, montanhas e turismo de natureza.


São Joaquim, Urupema, Urubici e Bom Jardim da Serra formam um dos principais corredores turísticos do território. Entre seus atrativos estão a Serra do Rio do Rastro, o Morro da Igreja, a Pedra Furada, cânions, cachoeiras, campos de altitude, trilhas e mirantes.


A altitude também criou condições para uma atividade que ajudou a transformar a economia e a imagem da região: a vitivinicultura.


Vinícolas, experiências enogastronômicas, restaurantes e meios de hospedagem passaram a integrar uma nova cadeia econômica, atraindo visitantes interessados não somente no frio, mas também em vinhos, gastronomia, cultura e experiências rurais.


Municípios e atrações mais visitados


Estudos sobre o turismo regional colocam Urubici, Lages, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra entre os municípios mais visitados.


Entre os atrativos destacados estão o Morro da Igreja, em Urubici; o Morro das Antenas e a Cachoeira que Congela, em Urupema; a Vinícola Villa Francioni, em São Joaquim; e o mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra.


A força do território está na possibilidade de integrar diferentes produtos turísticos: frio, neve, vinho, gastronomia, aventura, ecoturismo, turismo rural, observação da natureza, cicloturismo e hospedagem.


Turismo durante os 12 meses do ano


A diversidade mostra que a Serra Catarinense não deve ser compreendida somente como destino de inverno. Embora o frio seja um de seus principais produtos, a região possui condições para receber visitantes durante todo o ano.


No verão, cânions, trilhas, cachoeiras, rios e propriedades rurais ganham protagonismo. No outono, as paisagens e a gastronomia ampliam as possibilidades de visitação.


Durante o inverno, o frio, a geada e a possibilidade de neve colocam a Serra no centro das atenções. Na primavera, flores, campos e atividades ao ar livre voltam a ganhar espaço.


Essa diversidade está diretamente ligada à economia. Cada visitante movimenta uma cadeia formada por hotéis, pousadas, restaurantes, vinícolas, produtores rurais, transportadores, guias, agências, comércio, artesãos, eventos e prestadores de serviços.


O desafio é fazer com que as regiões dos Lagos, Central e de Altitude sejam percebidas como partes de um mesmo território turístico e econômico.


Juntas, elas formam uma região de produção, empreendedorismo, cultura, inovação, hospitalidade e oportunidades de investimento.


Fonte: Associação dos Municípios da Serra Catarinense e Assimptur.


Imagens: Paulo Chagas


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