Radar Político: sucessão ao Palácio Iguaçu entra na fase decisiva
- 4 de jul.
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Pesquisas, alianças e movimentações nos bastidores aceleram disputa entre governo, oposição e partidos de centro no Paraná

As últimas semanas mudaram o ritmo da política paranaense. Se até pouco tempo os principais líderes mantinham um discurso cauteloso sobre as eleições de 2026, agora as articulações passaram a acontecer de forma mais visível. Reuniões reservadas, agendas compartilhadas, visitas ao interior e declarações cuidadosamente calculadas revelam que a sucessão do governador Ratinho Junior já domina praticamente todas as conversas nos bastidores do Centro Cívico.
Embora a campanha ainda não tenha começado oficialmente, dirigentes partidários admitem reservadamente que o momento é de definição das alianças que poderão decidir o futuro político do Estado pelos próximos quatro anos.
Ratinho Junior continua sendo o principal eleitor da disputa
Mesmo sem anunciar oficialmente quem pretende apoiar, o governador Ratinho Junior permanece como a figura mais influente da sucessão estadual.
O grupo governista trabalha para preservar a unidade construída desde 2019, mas internamente convivem diferentes projetos políticos.
Entre os nomes mais lembrados estão o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi; o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; o ex-secretário estadual Guto Silva; o secretário Sandro Alex; além do ex-prefeito Rafael Greca, hoje filiado ao MDB e ainda presente nas conversas sobre a sucessão.
Nos corredores do Palácio Iguaçu, a leitura predominante é que Ratinho Junior evitará precipitações. Quanto mais tempo mantiver a definição em aberto, maior será seu poder de articulação junto aos partidos aliados.
Moro lidera pesquisas e reorganiza a oposição
Na oposição, o senador Sergio Moro continua aparecendo como um dos principais protagonistas do cenário eleitoral.
Levantamentos divulgados nos últimos meses colocam seu nome na liderança em diversos cenários para o governo estadual, consolidando o PL como principal adversário do grupo governista.
Nos bastidores, dirigentes do partido trabalham para ampliar a presença de Moro no interior do Estado. A estratégia inclui aproximação com prefeitos, vereadores e lideranças empresariais, além da montagem de chapas competitivas para deputado estadual e federal.
Ao redor do senador também circulam nomes como o deputado federal Filipe Barros, o ex-procurador Deltan Dallagnol e lideranças regionais ligadas ao campo conservador, que buscam ampliar a capilaridade do partido nos maiores colégios eleitorais do Paraná.
MDB, PT, PDT e Republicanos observam oportunidades
Enquanto PSD e PL concentram os holofotes, outras legendas trabalham silenciosamente para ampliar seu espaço.
No MDB, Rafael Greca percorre o Estado apresentando propostas e reforçando sua experiência administrativa. O partido também acompanha atentamente as negociações envolvendo o senador Alvaro Dias, cujo futuro político continua sendo observado por diferentes grupos partidários.
No campo da esquerda, a ministra e deputada licenciada Gleisi Hoffmann permanece como uma das principais lideranças do PT paranaense, enquanto o deputado estadual Requião Filho segue sendo citado entre os possíveis protagonistas da oposição estadual.
Já o Republicanos acompanha de perto os movimentos do presidente da Assembleia, Alexandre Curi, que consolidou influência entre prefeitos e deputados após assumir o comando do Legislativo estadual.
Assembleia Legislativa ganha protagonismo
A Assembleia Legislativa tornou-se um dos principais centros das negociações políticas.
Sob a presidência de Alexandre Curi, o Parlamento estadual ampliou o diálogo com prefeitos, recebeu novas demandas municipais e passou a ocupar espaço ainda maior nas articulações eleitorais.
Deputados como Ademar Traiano, Luiz Claudio Romanelli, Hussein Bakri e Renato Freitas continuam entre os parlamentares que influenciam diferentes blocos políticos, seja pela experiência legislativa, seja pela capacidade de articulação regional.
Nos bastidores, parlamentares reconhecem que a formação das chapas proporcionais será tão importante quanto a disputa pelo governo, já que ela definirá a futura correlação de forças dentro da Assembleia.
Curitiba pesa cada vez mais
Com quase dois milhões de habitantes e o maior eleitorado do Estado, Curitiba volta ao centro das decisões.
A elevada aprovação do prefeito Eduardo Pimentel fortalece seu papel nas negociações estaduais e amplia sua influência sobre possíveis alianças. Ao mesmo tempo, Rafael Greca continua percorrendo municípios, mantendo forte presença política mesmo após deixar a prefeitura.
Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que vencer Curitiba continuará sendo decisivo para qualquer candidato ao Palácio Iguaçu.
Interior transforma prefeitos em protagonistas
Outra característica desta pré-campanha é a valorização dos prefeitos.
Municípios como Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco passaram a receber visitas frequentes de secretários estaduais, deputados e pré-candidatos.
Mais do que apoio político, os prefeitos oferecem estrutura eleitoral, influência regional e capacidade de mobilização durante a campanha.
É justamente por isso que encontros aparentemente administrativos vêm sendo analisados com atenção pelos observadores da política estadual.
O segundo semestre promete novas definições
Os próximos meses deverão intensificar as conversas entre PSD, PL, MDB, PP, Republicanos, União Brasil, Podemos, PDT, PT e demais partidos que buscam espaço nas eleições.
Ainda existe margem para mudanças importantes nas chapas, formação de federações, definição de candidatos ao Senado e distribuição dos apoios regionais.
Enquanto isso, o eleitor acompanha apenas parte do movimento. Nos bastidores, porém, a engrenagem política trabalha diariamente. Cada encontro reservado, cada almoço político e cada agenda compartilhada pode representar o início de uma nova composição para a eleição mais importante do Paraná desde a redemocratização.
Por enquanto, poucas certezas existem. A principal delas é que a disputa pelo Palácio Iguaçu deixou de ser uma hipótese futura e passou a orientar praticamente todas as decisões dos principais atores da política paranaense.
Os protagonistas nas redes sociais
Os cinco principais personagens da sucessão estadual também utilizam as redes sociais como ferramenta de comunicação direta com o eleitor. Nelas, divulgam agendas, posicionamentos, vídeos, entrevistas e bastidores da atuação política.
• Ratinho Junior (PSD) – Governador do ParanáInstagram: @ratinho_junior
• Sergio Moro (PL) – Senador da RepúblicaInstagram: @sf_moro
• Rafael Greca (MDB) – Ex-prefeito de Curitiba e pré-candidato ao Governo do ParanáInstagram: @rafaelgrecaoficial
• Eduardo Pimentel (PSD) – Prefeito de CuritibaInstagram: @eduardopimentel
• Alexandre Curi (PSD) – Presidente da Assembleia Legislativa do ParanáInstagram: @alexandrecuri



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