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Ir embora do Brasil ou ficar? A vida real de quem busca um país melhor

24 de ago.
11 min de leitura

Brasileiros que deixam o país em busca de segurança, renda e oportunidades repetem, de certa forma, a história dos imigrantes que chegaram ao Brasil. Mas a vida nos Estados Unidos está longe de ser apenas o sonho vendido nas redes sociais


Brasileiro atravessa aeroporto com malas em busca de uma nova vida nos Estados Unidos
Ilustração editorial criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI), produção exclusiva para o Paranashop.

Pesquisa e apuração: 15 de agosto de 2026

Há uma pergunta que aparece com frequência nas conversas entre brasileiros: vale a pena continuar no Brasil e lutar por um país melhor ou seria mais racional procurar outro lugar para viver? A resposta está longe de ser simples. Para algumas pessoas, emigrar representa uma oportunidade concreta de aumentar a renda, oferecer novas possibilidades aos filhos e viver em um ambiente considerado mais previsível. Para outras, deixar o país significa afastar-se da família, dos amigos, da cultura e de uma rede social construída ao longo de toda a vida.


A questão ganha uma dimensão histórica quando lembramos que uma parcela expressiva dos brasileiros descende de pessoas que fizeram exatamente essa escolha. Italianos, portugueses, alemães, espanhóis, poloneses, ucranianos e integrantes de outras comunidades atravessaram o oceano porque acreditavam que o Brasil poderia oferecer aquilo que não encontravam em seus países de origem. Eles também enfrentaram dificuldades, trabalhos pesados, adaptação cultural, saudade e incerteza sobre o futuro.


A história da imigração mostra, portanto, que procurar uma nova terra não é necessariamente uma rejeição ao país de origem. Muitas vezes é uma tentativa de construir uma vida diferente. A pergunta que permanece, mais de um século depois, é até onde vale a pena ir para encontrar melhores condições de vida.


Quando o Brasil era o destino


Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o Brasil recebeu milhões de imigrantes. O período ficou conhecido como Grande Imigração e transformou profundamente a composição social, econômica e cultural do país. Italianos, alemães, portugueses, espanhóis, japoneses e outros grupos ajudaram a ocupar novas regiões, trabalhar na agricultura, desenvolver atividades comerciais e participar da formação de cidades que hoje fazem parte da identidade brasileira.


Os italianos formaram um dos maiores contingentes. Segundo o IBGE, entre 1870 e 1920 eles representaram aproximadamente 42% dos imigrantes que entraram no Brasil, cerca de 1,4 milhão de pessoas. Muitos deixaram uma Itália marcada por pobreza, desemprego e dificuldades econômicas, acreditando que do outro lado do Atlântico encontrariam terra, trabalho e uma possibilidade de futuro para os filhos.


A chegada, porém, não significava encontrar uma vida confortável. Parte desses imigrantes foi encaminhada para atividades agrícolas e submetida a contratos de trabalho com obrigações rigorosas. Famílias inteiras participavam do esforço de produção, enquanto muitas enfrentavam dívidas e dificuldades para acumular patrimônio. Em algumas regiões, a experiência foi de prosperidade; em outras, houve abandono de propriedades e retorno ou deslocamento para novos lugares.


Essa diferença é importante porque mostra que imigração nunca foi garantia de sucesso. O imigrante não tinha certeza de que encontraria uma vida melhor. Ele fazia uma aposta baseada nas informações que possuía, na esperança de que o futuro pudesse ser diferente do presente.


A mesma aposta, um século depois


O Brasil mudou, a Europa mudou e o fluxo migratório também mudou de direção. Nas últimas décadas, os Estados Unidos se transformaram em um dos principais destinos dos brasileiros que decidem viver no exterior. Segundo o Migration Policy Institute, aproximadamente 725 mil pessoas nascidas no Brasil viviam nos Estados Unidos em 2024, formando a maior comunidade brasileira fora do país. O número cresceu 114% entre 2010 e 2024, enquanto a população imigrante total americana aumentou 26% no mesmo período.


A Flórida concentra a maior parcela dessa comunidade, com cerca de 23% dos brasileiros imigrantes, seguida por Massachusetts e Califórnia. Cidades e regiões metropolitanas como Miami, Orlando, Boston e Nova York se transformaram em importantes pontos de concentração brasileira, com restaurantes, mercados, igrejas, empresas, profissionais liberais e redes de apoio que facilitam a adaptação de quem chega.


Essa estrutura torna a experiência atual muito diferente daquela vivida pelos imigrantes europeus que desembarcavam no Brasil no século XIX. Hoje é possível falar diariamente com parentes, acompanhar notícias do país de origem, procurar emprego pela internet e encontrar comunidades de brasileiros praticamente desde os primeiros dias. A tecnologia reduziu a distância, mas não eliminou os desafios econômicos, culturais e emocionais da mudança.


O sonho americano e a realidade do imigrante


Para quem observa os Estados Unidos de fora, uma das maiores atrações é o poder de compra proporcionado pelo dólar. Um salário que parece elevado quando convertido para reais pode dar a impressão de que a vida americana é automaticamente mais confortável. A comparação, entretanto, precisa considerar o custo de viver naquele país.


Aluguel, alimentação, transporte, automóvel, combustível, seguros, impostos e despesas médicas podem consumir uma parcela significativa da renda. Uma pessoa pode ganhar várias vezes mais do que ganharia no Brasil e, mesmo assim, precisar trabalhar muitas horas para manter um padrão de vida razoável. O valor do salário é apenas uma parte da equação; o que realmente importa é quanto sobra depois das despesas.


A realidade profissional também é mais complexa do que a imagem de prosperidade muitas vezes apresentada nas redes sociais. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que trabalhadores nascidos fora dos Estados Unidos estão proporcionalmente mais concentrados em serviços, construção, manutenção, produção, transporte e movimentação de materiais do que trabalhadores nascidos no país. Em 2025, 21,2% dos trabalhadores estrangeiros estavam em ocupações de serviços, contra 15,6% dos nascidos nos Estados Unidos.


Isso ajuda a explicar por que profissionais qualificados podem aceitar, pelo menos inicialmente, atividades abaixo de sua formação. A falta de domínio do inglês, a necessidade de renda imediata, a dificuldade de validar diplomas e a ausência de uma rede profissional fazem com que médicos, engenheiros, administradores, professores e outros profissionais com formação superior comecem em empregos que não correspondem às suas qualificações.


Ao mesmo tempo, seria um erro retratar os brasileiros apenas como trabalhadores braçais. Quase metade dos adultos brasileiros imigrantes nos Estados Unidos possuía diploma de bacharel ou grau superior em 2024, enquanto a participação na força de trabalho chegava a 73%, segundo o Migration Policy Institute. Há brasileiros atuando em áreas altamente qualificadas, além de empresários que construíram negócios e geraram empregos.


O trabalho que muitos americanos não querem fazer


A expressão “o trabalho que o americano não quer fazer” é frequentemente utilizada quando se fala sobre imigração, mas precisa ser tratada com cuidado. O que os dados mostram é uma concentração maior de trabalhadores estrangeiros em determinadas atividades, especialmente aquelas que exigem esforço físico, jornadas extensas ou que possuem menor prestígio social.


Construção, limpeza, restaurantes, manutenção, agricultura, transporte e cuidados pessoais empregam muitos imigrantes. Em 2025, 9,1% dos trabalhadores estrangeiros estavam em ocupações de construção e extração, contra 4,3% dos trabalhadores nascidos nos Estados Unidos. Entre os homens estrangeiros, a proporção chegava a 15,5%.


Para muitos brasileiros, aceitar esse tipo de trabalho faz parte de uma estratégia. A pessoa pode trabalhar alguns anos em uma atividade pesada para juntar dinheiro, comprar um imóvel, abrir uma empresa ou financiar a educação dos filhos. O trabalho que inicialmente parece apenas uma forma de sobrevivência pode se transformar em uma etapa para alcançar uma condição melhor.


O problema é que o esforço pode ser maior do que o imaginado. Em 2025, o ganho semanal mediano dos trabalhadores estrangeiros em tempo integral era de US$ 1.059, enquanto o dos trabalhadores nascidos nos Estados Unidos chegava a US$ 1.236. A diferença é influenciada por fatores como escolaridade, ocupação, setor e região, mas mostra que estar nos Estados Unidos não significa automaticamente ganhar mais do que todos os americanos.


Saúde: a conta que pode mudar tudo


Uma das maiores diferenças entre Brasil e Estados Unidos está no acesso à saúde. O Brasil possui o SUS, que oferece atendimento universal apesar de enfrentar filas, diferenças regionais e limitações de recursos. Nos Estados Unidos, o acesso é muito mais dependente de seguros, emprego, renda e regras específicas de elegibilidade.


Para o imigrante, especialmente aquele em situação irregular, essa estrutura pode representar uma vulnerabilidade significativa. Dados da KFF mostram que 46% dos adultos considerados provavelmente indocumentados não tinham seguro de saúde, contra 21% dos imigrantes legalmente presentes e apenas 6% dos cidadãos nascidos nos Estados Unidos.


A consequência pode ser o adiamento de consultas e tratamentos. Uma família que consegue organizar suas despesas para pagar aluguel e alimentação pode não ter condições de enfrentar uma emergência médica de grande porte. Por isso, quem pensa em emigrar precisa colocar o seguro de saúde e os custos médicos no mesmo nível de importância que salário, aluguel e transporte.


Essa é uma das áreas em que a comparação entre os dois países precisa ser feita com cuidado. O Brasil possui problemas conhecidos no sistema público de saúde, mas o acesso universal cria uma rede de proteção que não existe da mesma forma nos Estados Unidos.


O medo do ICE


Para quem está legalmente nos Estados Unidos, a experiência migratória é diferente daquela vivida por pessoas sem status regular. O ICE, sigla para U.S. Immigration and Customs Enforcement, atua na fiscalização das leis de imigração dentro do território americano, incluindo operações de detenção e remoção de pessoas sujeitas à deportação.


Para um brasileiro sem documentação, essa possibilidade pode transformar a rotina. Uma abordagem policial, um problema no trabalho ou uma situação envolvendo documentos pode provocar um nível de preocupação muito maior do que teria para alguém com status migratório regular.


O problema não é apenas a possibilidade de deportação. Existe o temor de perder o emprego, abandonar uma casa construída ao longo de anos, interromper a vida escolar dos filhos ou voltar para um país que já não é mais conhecido da mesma maneira. A situação migratória passa, assim, a interferir também na saúde emocional e nas decisões familiares.


O endurecimento da política migratória americana ampliou essa preocupação nos últimos anos. Para quem está planejando emigrar, a situação documental deixou de ser uma questão burocrática e passou a ser um dos principais elementos da decisão sobre permanecer ou partir.


Ser estrangeiro também significa ser visto como estrangeiro


Existe ainda uma dimensão que nenhuma planilha de salários consegue medir: a sensação de ser estrangeiro. O sotaque, a dificuldade com o idioma, o sobrenome, os costumes e até a maneira de se relacionar podem lembrar diariamente ao imigrante que ele está vivendo em uma sociedade diferente daquela em que cresceu.


Isso não significa que todo brasileiro sofrerá preconceito ou será mal recebido. Milhões de imigrantes vivem nos Estados Unidos, constroem empresas, fazem amizades e se integram completamente à sociedade. Ainda assim, situações de discriminação podem ocorrer, especialmente quando diferenças culturais se misturam a disputas econômicas ou políticas.


A adaptação também exige mais do que aprender inglês. É preciso entender novas regras sociais, reconstruir amizades, compreender instituições, lidar com costumes diferentes e desenvolver uma nova identidade. Para algumas pessoas, esse processo acontece rapidamente; para outras, a sensação de não pertencer completamente permanece durante muitos anos.


E os filhos?


A experiência migratória muda ainda mais quando envolve crianças. Muitos brasileiros deixam o país justamente para proporcionar aos filhos melhores oportunidades educacionais, segurança ou acesso a um mercado de trabalho mais amplo. Com o passar dos anos, porém, essas crianças podem desenvolver uma ligação muito mais forte com os Estados Unidos do que com o Brasil.


O resultado é uma família dividida entre duas referências culturais. O português pode ser a língua dos pais e dos avós, enquanto o inglês se torna a língua da escola, dos amigos e da vida profissional. O Brasil permanece presente na comida, na música, nas férias e nas lembranças familiares, mas os Estados Unidos passam a representar o cotidiano.


Essa transformação pode ser positiva, mas também produz conflitos de identidade. Os pais podem imaginar um retorno ao Brasil, enquanto os filhos não conseguem visualizar uma vida fora dos Estados Unidos. A decisão de emigrar, portanto, pode produzir consequências que vão muito além da primeira geração.


Ficar também é uma escolha


Se emigrar pode ser uma estratégia individual para melhorar de vida, permanecer também pode ser uma escolha consciente. O Brasil possui problemas graves, mas também oferece vantagens que só ficam mais evidentes quando alguém passa anos vivendo no exterior, como proximidade da família, domínio da língua, familiaridade cultural, rede social e acesso universal ao sistema público de saúde.


Há também quem veja no Brasil oportunidades que não encontraria em outro país. O tamanho do mercado consumidor, a capacidade empreendedora, os recursos naturais e a necessidade de soluções em praticamente todos os setores criam espaço para quem deseja construir negócios e desenvolver projetos.


Por outro lado, não seria justo transformar patriotismo em obrigação. Uma pessoa que decide emigrar em busca de segurança, estabilidade ou melhores oportunidades não está necessariamente abandonando o Brasil. Muitos brasileiros que vivem no exterior continuam ajudando familiares, investindo no país, mantendo negócios e acompanhando de perto a realidade nacional.


A decisão de ficar ou partir pertence, em última instância, a cada indivíduo e a cada família.


Afinal, nossos antepassados fizeram uma boa escolha?


Essa pergunta talvez seja a melhor forma de compreender a imigração. Quando olhamos para uma família de origem italiana, alemã, portuguesa ou polonesa que conseguiu prosperar no Brasil, é fácil concluir que seus antepassados fizeram uma boa escolha. O problema é que essa avaliação é feita com o benefício de conhecer o resultado.


Na hora da partida, ninguém sabia o que aconteceria. O imigrante embarcava com informações limitadas, algum dinheiro, uma mala e a esperança de que o futuro fosse melhor do que o presente. Alguns construíram patrimônio e deram origem a famílias prósperas; outros permaneceram pobres, enfrentaram doenças, morreram longe de casa ou simplesmente nunca conseguiram realizar o sonho que os levou a atravessar o oceano.


O brasileiro que hoje embarca para os Estados Unidos está fazendo uma aposta semelhante. Pode encontrar prosperidade, abrir uma empresa, comprar uma casa e construir uma nova vida. Também pode descobrir que o custo emocional, financeiro ou familiar da mudança é maior do que imaginava.


A diferença é que hoje existe muito mais informação disponível. Antes de partir, é possível conhecer salários, preços de aluguel, condições de saúde, regras migratórias, mercado de trabalho e experiências de outros brasileiros. Isso torna a decisão mais racional, mas não elimina o risco.


Ir embora ou ficar?


Talvez o debate esteja mal formulado quando se resume a escolher entre “Brasil ruim” e “Estados Unidos bons”. Os dois países possuem oportunidades e problemas, apenas distribuídos de maneiras diferentes.


Nos Estados Unidos, o trabalhador pode encontrar salários maiores, uma economia de grande escala e oportunidades empresariais, mas também enfrenta custo de vida elevado, um sistema de saúde complexo, barreiras culturais e, dependendo da situação documental, riscos relacionados à imigração. No Brasil, existem problemas de segurança, burocracia, renda e serviços públicos, mas também há uma forte rede familiar, acesso universal à saúde, familiaridade cultural e oportunidades que podem ser percebidas de outra maneira por quem conhece o mercado local.


A escolha depende da idade, profissão, patrimônio, domínio do idioma, situação documental, estrutura familiar e objetivos de cada pessoa. Para um jovem profissional com inglês, formação valorizada e documentação regular, a conta pode ser muito diferente daquela feita por uma família sem reservas financeiras ou por alguém que depende exclusivamente de trabalhos informais.


Não existe um país perfeito. Existe o lugar que, em determinado momento da vida, parece oferecer melhores condições para alcançar aquilo que cada pessoa considera importante.


Talvez a pergunta mais importante seja outra


Nossos antepassados europeus atravessaram o Atlântico porque acreditaram que poderiam construir aqui uma vida melhor. Muitos conseguiram, outros fracassaram e uma grande parte simplesmente passou a vida trabalhando, criando os filhos e tentando garantir à geração seguinte oportunidades que eles próprios não tiveram.


Mais de um século depois, brasileiros fazem o caminho inverso. Também carregam malas, documentos, sonhos, medo e esperança. A experiência pode ser de prosperidade ou de frustração, de integração ou de saudade, de crescimento profissional ou de trabalho pesado.


A história mostra que nenhum país entrega felicidade pronta. Mudar de território pode ampliar oportunidades, mas não elimina a necessidade de trabalhar, adaptar-se, aprender, economizar e enfrentar dificuldades. Da mesma forma, permanecer no Brasil não significa necessariamente resignação; pode representar uma decisão consciente de participar da transformação do próprio país.


Por isso, talvez a pergunta definitiva não seja simplesmente se vale a pena sair do Brasil. A questão mais profunda é saber por que tantas pessoas sentem que precisam sair para conseguir construir a vida que desejam.


Se um brasileiro puder escolher entre ficar e partir, haverá liberdade. Se ele precisar partir porque não enxerga nenhuma possibilidade de futuro, existe um problema que ultrapassa a decisão individual.


Talvez o verdadeiro desafio brasileiro seja construir um país no qual as pessoas tenham liberdade para conhecer o mundo, estudar fora, trabalhar no exterior e voltar quando quiserem, mas também encontrem aqui razões suficientes para permanecer. O sonho de nossos antepassados não deveria ser apenas descobrir uma terra melhor para viver, mas ajudar a construir uma sociedade que faça as próximas gerações quererem ficar.


Fontes
  • IBGE — estudos sobre imigração europeia e formação da população brasileira.

  • Migration Policy Institute — perfil dos imigrantes brasileiros nos Estados Unidos.

  • U.S. Bureau of Labor Statistics — características da força de trabalho estrangeira nos Estados Unidos.

  • KFF — dados sobre cobertura de saúde entre imigrantes.

  • U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) — informações e estatísticas oficiais sobre fiscalização migratória.

  • HealthCare.gov — informações oficiais sobre cobertura de saúde para imigrantes.


Edição: Marcos Paulo Assis📧 marcos@paranashop.com.br

Esta reportagem foi produzida com apoio de ferramentas de inteligência artificial, com apuração complementar, revisão, checagem e edição humana, seguindo os padrões editoriais do Paranashop.

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