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Tempestade

Pele sensível: o que fazer e o que evitar, segundo dermatologistas e a SBD

Especialistas explicam que a condição envolve a barreira de proteção da pele e listam hábitos que ajudam ou pioram os sintomas, de banhos quentes a esfoliação excessiva.

Pele sensível: o que fazer e o que evitar, segundo dermatologistas e a SBD
Mulher toca a bochecha avermelhada, sinal de irritação típico da pele sensível. Foto: Divulgação/web.archive.org
Nesta matéria
  1. O que é a pele sensível
  2. O que fazer
  3. O que evitar
  4. Quando procurar um médico

*Médicos afirmam que a pele sensível é um estado de fragilidade da barreira cutânea e recomendam rotina simples, com poucos produtos e atenção aos irritantes.*

A pele sensível exige cuidados específicos no dia a dia, como evitar banhos muito quentes, esfoliação excessiva e produtos com fragrância, apontam dermatologistas e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo os especialistas, o problema é caracterizado por uma falha na função de proteção da pele, que fica mais exposta a agentes irritantes.

O que é a pele sensível

A dermatologista Patrícia Mafra, membro da SBD, explica que a pele sensível tem a função de barreira comprometida. Isso a deixa suscetível a fatores externos, como bactérias, substâncias químicas e alérgenos.

Os sinais incluem vermelhidão ou erupções, descamação, inchaço e aspereza, além de coceira, sensação de estiramento, ardor e formigamento. De acordo com a médica, a sensibilidade pode surgir no rosto, nos lábios, nas mãos, no corpo e no couro cabeludo.

“A pele sensível é um estado. Porém, essa sensibilidade da pele pode ser um sintoma de algumas doenças”, afirmou Mafra, citando como exemplos as dermatites seborreica e atópica. Ela acrescenta que mudanças físicas, temporárias, como a gravidez, ou contínuas, como o envelhecimento, também podem desencadear o quadro.

O geneticista Marcelo Sady, pós-doutor em Genética e diretor geral da Multigene, afirma que a genética influencia o problema. Segundo ele, marcadores como TNF alfa, IL-6 e IL-1 beta estão ligados a maior desconforto e inflamação na pele, enquanto o gene GSTP1 pode indicar maior propensão a alergias. Um exame genético, diz, pode orientar a escolha de cremes.

O que fazer

A médica Roberta Padovan, pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética, orienta a ler os rótulos e evitar ingredientes agressivos, sintéticos ou naturais. Na limpeza, ela recomenda fugir de surfactantes fortes, que retiram a oleosidade natural da pele, e ter o mesmo cuidado com conservantes e óleos essenciais.

Outras orientações aparecem em materiais de especialistas e de empresas do setor, que não substituem avaliação médica:

  • Segundo a SBD, citada pela marca Cetaphil, a rotina ideal busca restaurar a barreira da pele e reduzir irritantes.
  • A dermatologista Fabiana Wanick, membro da SBD, recomenda manter sempre hidratante e protetor solar facial, segundo o site da L'Oréal Paris.
  • Patrícia Mafra indica, em blog do Cuidados pela Vida, borrifar água dermatológica várias vezes ao dia, sobretudo no rosto, para acalmar e hidratar.
  • Em coluna do JCNET, de Bauru, a recomendação é preferir banhos mornos e curtos, produtos hipoalergênicos e sem fragrância, e evitar o sol direto entre 10h e 16h.
  • A médica Roberta Lopes, em blog próprio, aconselha não introduzir vários produtos novos ao mesmo tempo, para identificar qual provocou a reação.
  • Quando a pele fica ainda mais sensível que o normal, a marca Theraskin sugere suspender os dermocosméticos, mantendo apenas a limpeza, e procurar um dermatologista.

O que evitar

A SBD recomenda evitar o uso excessivo de sabonetes e buchas e os banhos muito quentes e prolongados, principalmente no inverno. A entidade também manda evitar esfoliações em excesso.

A dermatologista Lays, citada pelo Boticário, inclui na lista ácidos esfoliativos, esfoliantes físicos, álcool etílico, fragrância e agentes limpantes muito fortes, como o lauril sulfato de sódio. A coluna do JCNET também pede cautela com ácidos fortes, como salicílico, glicólico e retinol.

Roberta Lopes soma à lista produtos com corante ou perfume, sol sem proteção adequada, excesso de álcool e tabaco. Reportagem do Panorama Farmacêutico aponta o níquel como um dos gatilhos mais comuns e diz que, na pele sensível, não é necessário esfoliar para limpar.

Quando procurar um médico

O site Tua Saúde orienta consultar um dermatologista diante dos sintomas, para identificar a causa. A rosácea, de origem desconhecida, pode provocar sensibilidade, com vermelhidão nas bochechas, na testa e no nariz.

Segundo pesquisa SBD/Datafolha, cerca de 90 milhões de brasileiros (54%) nunca consultaram um dermatologista. Não há estatística oficial de prevalência de pele sensível no Paraná nem no país nas fontes consultadas.

Os dados disponíveis para o estado tratam de câncer de pele, outro tema. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026 a 2028 prevê 45.910 casos de câncer por ano no Paraná, dos quais 15.260 de pele não melanoma. Curitiba responde por 16,6% (7.630) do total estadual.

Fontes: Paranashop (matéria de 2021), Sociedade Brasileira de Dermatologia, INCA, site da Dra. Patrícia Mafra, JCNET, Tua Saúde, Panorama Farmacêutico e conteúdos de Cetaphil, L'Oréal Paris, Boticário e Theraskin.

Fonte: Arquivo do Paranashop (Internet Archive)

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