Queda de cabelo e algumas condições inflamatórias crônicas, como por exemplo, dermatite atópica, urticária e psoríase, podem ser desencadeadas ou agravadas pelo estresse.
🗣️Fonte: Lauren Morais, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Paraná.
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Coceira persistente, descamação e placas não devem ser ignoradas
Corpo e mente estão conectados, e a pele costuma ser uma das primeiras a mostrar isso. Quadros como queda de cabelo, psoríase, dermatite atópica e urticária frequentemente pioram em períodos de estresse e ansiedade intensos, conforme explica Lauren Morais, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Paraná.
“O estresse crônico eleva os níveis de cortisol no organismo, o que pode desregular a barreira cutânea e intensificar processos inflamatórios. Por isso, momentos de tensão emocional costumam vir acompanhados de crises de acne, coceira, vermelhidão ou ressecamento", explica a médica.
Queda de cabelo pode ter relação com o estresse?
O estresse físico ou emocional é uma das causas mais comuns de queda excessiva de cabelo. O eflúvio telógeno, tipo de queda de cabelo desencadeado por situações de forte estresse físico ou emocional, costuma aparecer de dois a três meses após o episódio que o originou. O quadro costuma ser temporário e o cabelo volta a crescer assim que o fator estressante é controlado.
“Apesar de passageira”, acrescenta Lauren, “é importante passar por avaliação médica com dermatologista para descartar possíveis deficiências vitamínicas ou alterações hormonais”.
Doenças de pele e estresse
Psoríase, dermatite atópica e urticária são condições inflamatórias crônicas cujas crises podem ser desencadeadas ou agravadas pelo estresse.
Vale lembrar que o estresse não é a única causa dessas doenças, já que elas têm múltiplos fatores. No entanto, a tensão emocional pode intensificar a coceira e desencadear ou prolongar fases de piora em alguns pacientes.
O alerta ganha relevância quando o assunto são doenças como dermatite atópica, urticária e psoríase. São doenças diferentes, mas com um ponto em comum: o sistema imunológico e a pele reagem de forma amplificada quando a saúde mental está fragilizada.
“Existe uma carga emocional e um isolamento social vividos por pacientes com essas doenças, e que muitas vezes não são notados. O estresse pode piorar a coceira e o desconforto, que por sua vez impedem o sono restaurador e geram ansiedade no dia seguinte. Por isso, tratar a pele é também um ato de prevenção ao sofrimento emocional", ressalta a especialista.
Sinais que a pele dá e que muita gente ignora
Segundo a médica, é comum negligenciar os cuidados com a pele justamente nos momentos de maior sobrecarga emocional. Alguns sinais merecem atenção redobrada, como coceira persistente ou piora repentina de manchas e vermelhidão; descamação ou ressecamento fora do padrão habitual; aparecimento de placas e bolhas, entre outros.
"A pele muitas vezes fala antes da gente perceber que não está bem emocionalmente. Cuidar dela é também cuidar da mente. Buscar ajuda de um dermatologista, assim como de um profissional de saúde mental, é essencial nesses casos", finaliza a especialista.
Foto: Magnific



