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Ibovespa na semana despenca 18,12% após reeleição de Lula; dólar vai a R$ 5,44

Ibovespa na semana cai 18,12%, aos 167.921 pontos, pior resultado desde março de 2020, e dólar sobe 9,04%. Semana curta tem Copom na quarta e payroll na sexta.

Touro de bronze, símbolo do mercado em alta, diante de painel com gráfico de cotações da bolsa brasileira
Foto: Arte: Paranashop
Nesta matéria
  1. Os índices na semana
  2. Como foi a semana na bolsa
  3. Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana
  4. Dólar e juros
  5. Agenda da semana: o que acompanhar

Índice da B3 encerrou a semana de 26 a 30 de outubro aos 167.921 pontos, no pior desempenho semanal desde março de 2020, após a reeleição de Lula; com o feriado de Finados, a bolsa volta na terça-feira (3), e o Copom decide os juros na quarta (4)

Touro de bronze, símbolo do mercado em alta, diante de painel com gráfico de cotações da bolsa brasileira

O Ibovespa na semana despencou 18,12% e fechou a sexta-feira (30) aos 167.921,80 pontos, no pior desempenho semanal desde março de 2020, início da pandemia, segundo o Money Times e o Times Brasil. Foram cinco pregões seguidos de queda após a reeleição do presidente Lula (PT) no domingo (25). O dólar comercial subiu 9,04% no período e terminou cotado a R$ 5,4443, a maior alta semanal desde outubro de 2008. Com o feriado de Finados nesta segunda-feira (2), a B3 não abre e os negócios voltam na terça (3). A semana mais curta tem como destaques a decisão do Copom sobre a Selic, na quarta-feira (4), e o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), na sexta (6).

Os índices na semana

IndicadorFechamento (30/10)No diaNa semana
Ibovespa167.921,80 pts−0,75%−18,12%
Dólar comercialR$ 5,4443+1,05%+9,04%

Período: 26 a 30 de outubro de 2026. Fechamento de sexta-feira (30/10); variação semanal sobre o fechamento de 23/10. Fontes: Money Times e Times Brasil. Os índices de Nova York ficaram fora da tabela por falta de variação semanal confirmada.

Como foi a semana na bolsa

A semana começou com o maior tombo. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno, o Ibovespa despencou 13,88% e acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações em quedas bruscas, segundo o Times Brasil. O índice seguiu em baixa nas quatro sessões seguintes. Na sexta, recuou 0,75%, oscilou entre 167.007,57 e 169.184,60 pontos e movimentou R$ 31,6 bilhões.

Os analistas ouvidos pelos veículos atribuem a queda à incerteza fiscal e à falta de definição sobre a equipe econômica do quarto mandato de Lula. Segundo o Times Brasil, pesou a declaração do ministro Guilherme Boulos, na quinta-feira (29), de que o ajuste fiscal "não fazia parte do programa vencedor". Entre os nomes em discussão para o Ministério da Fazenda, a reportagem cita Rafael Fonteles, Geraldo Alckmin e Mansueto Almeida. O Money Times também aponta a piora das expectativas para a trajetória dos juros e a alta dos juros futuros.

Com o resultado, o Ibovespa caiu 9,88% em outubro, a maior perda mensal desde junho de 2022, segundo o Money Times e o Times Brasil. No ano, o índice ainda acumula alta de 4,22%, de acordo com o Times Brasil. A perda de valor de mercado das empresas da bolsa na semana se aproximou de R$ 1 trilhão, segundo a Revista Oeste.

Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

No pregão de sexta-feira, Petrobras e Vale ajudaram a limitar as perdas, segundo o Times Brasil. De acordo com o Money Times, as maiores altas do dia foram:

  • Magazine Luiza (MGLU3): +4,29%, a R$ 5,35
  • Vale (VALE3): +3,28%, a R$ 62,02
  • Petrobras (PETR3): +1,61%
  • Petrobras (PETR4): +0,98%, a R$ 52,71

Na ponta negativa, a Usiminas (USIM5) liderou as quedas, com recuo de 8,59%, a R$ 5,00, após divulgar o balanço do terceiro trimestre. O índice de ações financeiras (IFNC), que reúne bancos, caiu 2,75%. A Vale também apresentou resultado trimestral, e o mercado reagiu a comentários sobre possível recompra de ações, segundo o Times Brasil.

Dólar e juros

O dólar à vista subiu 1,05% na sexta-feira e fechou a R$ 5,4443, o maior valor de fechamento desde 30 de dezembro de 2025, segundo o Money Times. Na semana, a moeda americana avançou 9,04% e, em outubro, 5,20%. No ano, ainda acumula queda de 0,81%, de acordo com o Times Brasil. A CNN Brasil, com dados da Reuters, registrou fechamento a R$ 5,446, com alta de 1,09% no dia.

No mercado de juros futuros, as taxas subiram com a percepção de que a Selic deve ficar em nível elevado por mais tempo, segundo as reportagens. Em Nova York, os índices fecharam a sexta em queda, pressionados por ações de tecnologia: segundo o Money Times, o Dow Jones caiu 1,09%, o S&P 500 recuou 1,82% e o Nasdaq perdeu 2,86%, o pior dia desde junho.

Agenda da semana: o que acompanhar

Feriado. Nesta segunda-feira (2), Dia de Finados, não há pregão na B3. As negociações retomam na terça-feira (3).

Boletim Focus. Por causa do feriado, o relatório semanal do Banco Central com as projeções do mercado para inflação, PIB, câmbio e Selic sai na terça-feira (3), pela manhã.

Copom. O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne na terça (3) e na quarta-feira (4) e anuncia a decisão sobre a Selic às 18h30 de quarta. Segundo o site Melhor Investimento, que cita o Termômetro do Copom do Valor Investe, a probabilidade de manutenção da taxa subiu de 17,5% para 72% entre 23 e 30 de outubro, enquanto a de corte de 0,25 ponto percentual caiu de 76% para 25%. O mercado também aguarda anúncios do governo sobre a equipe econômica, segundo o Times Brasil.

Indicadores no Brasil. O Novo Caged, com o emprego formal de setembro, sai na quarta (4). Na quinta (5), o IBGE divulga a produção industrial de setembro e, na sexta (6), o governo publica a balança comercial de outubro.

Exterior. Nos Estados Unidos, saem o relatório Jolts de vagas de emprego na terça (3), o ADP e o ISM de serviços na quarta (4) e o payroll, principal dado do mercado de trabalho americano, na sexta (6), às 10h30. Na quinta (5), o Banco da Inglaterra anuncia a decisão de juros. Dirigentes do Fed falam ao longo da semana, que também tem as eleições legislativas de meio de mandato nos EUA.

Leia também a edição anterior da série: Ibovespa na semana cai 0,17% e dólar fica abaixo de R$ 5, o balanço de meio de semana mais recente: Ibovespa sobe 0,52% até quarta e dólar recua 0,91%, e Ibovespa na semana cai 1,74% e fecha aos 205 mil pontos.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fontes: Money Times (30/10), Times Brasil (30/10), CNN Brasil (30/10), Revista Oeste, Money Times – agenda da semana, Melhor Investimento – agenda da semana, B3, Banco Central – Copom.

Fonte: Money Times, Times Brasil e CNN Brasil

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