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Bolsa de valores na semana: Ibovespa cai 1,22% até quarta e dólar volta a R$ 5,02

há 3 horas
3 min de leitura

Ibovespa devolve parte do recorde da semana anterior e fecha a quarta-feira (14) aos 206,5 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,028. Vendas no varejo, inflação ao produtor nos EUA e IBC-Br completam a agenda até sexta


Touro de bronze, símbolo do mercado financeiro, diante de painel com gráfico de cotações da bolsa de valores na semana

A bolsa de valores na semana encurtada pelo feriado de Nossa Senhora Aparecida acumula queda. Depois de subir 8,82% na semana anterior e renovar o recorde, o Ibovespa recuou 1,22% nos dois pregões até quarta-feira (14) e fechou aos 206.505,98 pontos. Na segunda-feira (12), feriado nacional, não houve pregão na B3.


O dólar comercial terminou a quarta-feira a R$ 5,028, com alta de 0,86% em relação ao fechamento da sexta-feira (9), de R$ 4,985. Pesquisas eleitorais do segundo turno, a realização de lucros e a inflação acima do esperado nos Estados Unidos ditaram o ritmo dos negócios.


Os índices na semana


Indicador

Fechamento (14/10)

No dia

Na semana (desde 9/10)

Ibovespa

206.505,98 pontos

-0,18%

-1,22%

Dólar comercial

R$ 5,028

+0,17%

+0,86%

Dow Jones

51.621,48 pontos

-0,09%

-0,06%

S&P 500

7.718,94 pontos

-1,11%

-1,19%

Nasdaq

26.692,87 pontos

-1,88%

-2,46%


Fechamento e variação na quarta-feira (14) e no acumulado de segunda (12) a quarta (14), em relação ao fechamento da sexta-feira (9). Sem pregão na B3 na segunda (12), feriado nacional. Dólar: cotação à vista.


Como a bolsa de valores andou de segunda a quarta


Com a B3 fechada na segunda-feira, a semana começou na terça (13), quando o Ibovespa caiu 1,04% e fechou aos 206.887,52 pontos, segundo o InfoMoney. Investidores realizaram lucros após a forte alta provocada pelo resultado do primeiro turno e acompanharam pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O índice de small caps (SMLL) recuou 3,28% no dia.


Na quarta-feira (14), o índice oscilou entre 203.463,77 e 207.220,81 pontos e terminou com queda de 0,18%. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI) de setembro veio levemente acima do esperado e elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. A alta do petróleo ajudou as ações da Petrobras (PETR4), que subiram 2,22%, e da PRIO (PRIO3), com ganho de 2,29%. Do lado negativo, bancos como BTG Pactual (BPAC11), com queda de 2,81%, e Itaú Unibanco (ITUB4), com recuo de 1,41%, pesaram sobre o índice.


Em Nova York, a quarta-feira foi o pior dia para as ações desde julho, segundo a Associated Press. O S&P 500 caiu 1,11%, aos 7.718,94 pontos, e o Nasdaq recuou 1,88%, aos 26.692,87 pontos, pressionados pela leitura de que a inflação pode levar o Federal Reserve (Fed) a subir os juros e pela queda de empresas de inteligência artificial. O Dow Jones teve baixa de 0,09%, aos 51.621,48 pontos.


Dólar e juros


O dólar subiu 0,71% na terça-feira, a R$ 5,020, e avançou mais 0,17% na quarta, a R$ 5,028, de acordo com o InfoMoney. A moeda voltou a ficar acima de R$ 5 depois de fechar a semana anterior a R$ 4,985.


No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de DI subiram ao longo de toda a curva na terça-feira e fecharam de forma mista na quarta. O contrato para janeiro de 2029 terminou a quarta a 12,48% ao ano, ante 12,22% na sexta-feira (9), e o de janeiro de 2035, a 12,655%, segundo o InfoMoney.


O que já saiu da agenda


  • Boletim Focus: divulgado na terça (13), por causa do feriado, com as projeções do mercado para inflação, juros, PIB e câmbio.

  • Balanços nos EUA: grandes bancos norte-americanos abriram a temporada de resultados do terceiro trimestre na terça e na quarta.

  • Serviços: a Pesquisa Mensal de Serviços de agosto, do IBGE, mostrou recuo de 0,1%, segundo o InfoMoney, abaixo da projeção de alta de 0,5%.

  • CPI dos EUA: a inflação ao consumidor de setembro, divulgada na quarta (14), veio levemente acima do esperado.


O que falta até sexta


Quinta-feira (15): o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Comércio de agosto. Nos Estados Unidos, saem as vendas no varejo de setembro, o índice de preços ao produtor (PPI) e os pedidos semanais de seguro-desemprego. O Banco Central Europeu publica a ata da última reunião.


Sexta-feira (16): o Banco Central divulga o IBC-Br de agosto, indicador considerado uma prévia do PIB. Saem também o IPC-S, da FGV, a inflação final de setembro da zona do euro e a produção industrial dos Estados Unidos.


As pesquisas eleitorais seguem no radar dos investidores até o segundo turno, em 25 de outubro.


As projeções semanais do mercado ficam na página do Relatório Focus, do Banco Central, e os indicadores de serviços e comércio, no portal do IBGE.



Fontes: B3, Banco Central, IBGE, InfoMoney e Poder360. Índices de Nova York: Associated Press (via ABC News) e InfoMoney.


Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

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