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Ibovespa na semana sobe 8,82% e renova recorde aos 209 mil pontos; veja a agenda da bolsa

há 7 horas
6 min de leitura

Principal índice da B3 tem a maior alta semanal desde abril de 2020 e encerra a sexta-feira (9) no recorde de 209.066 pontos; dólar cai 4,44% e fecha abaixo de R$ 5. Bolsa não abre nesta segunda (12), e inflação dos EUA e IBC-Br concentram as atenções


Touro de bronze, símbolo do mercado em alta, diante de painel com gráfico de cotações do Ibovespa na semana

O Ibovespa na semana passada subiu 8,82% e terminou a sexta-feira (9) aos 209.066,90 pontos, o maior nível de fechamento da história em termos nominais. Em cinco pregões, o principal índice da bolsa de valores brasileira ganhou 16.952 pontos, impulsionado pela reação dos investidores ao primeiro turno das eleições e pela queda dos juros futuros.


Foi a maior alta semanal desde abril de 2020. Segundo levantamento da Elos Ayta citado pela Exame, desde janeiro daquele ano só as semanas encerradas em 27 de março e 10 de abril de 2020 tiveram ganho maior. Em outubro, o índice acumula valorização de 12,20% e, em 2026, de 29,75%.


O dólar comercial fechou a sexta-feira cotado a R$ 4,985, em queda de 0,76% no dia e de 4,44% na semana. No ano, a moeda norte-americana recua 9,17% frente ao real.


Nesta segunda-feira (12), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, não há pregão na B3; os negócios são retomados na terça-feira (13). A semana mais curta tem como destaques a inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI), na quarta (14), e o IBC-Br, indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB, na sexta (16).


Os índices na semana


Indicador

Fechamento (9/10)

No dia

Na semana

Ibovespa

209.066,90 pontos

+1,38%

+8,82%

Dólar comercial

R$ 4,985

-0,76%

-4,44%

Dow Jones

51.654,95 pontos

+0,83%

+0,9%

S&P 500

7.811,54 pontos

+0,59%

+1,2%

Nasdaq

27.366,17 pontos

+0,64%

+0,6%


Fechamento e variações na sexta-feira (9) e no acumulado da semana de 5 a 9 de outubro. Dólar: cotação à vista.


Como foi a semana na bolsa


A semana começou com a maior alta diária do Ibovespa em mais de seis anos. Na segunda-feira (5), primeiro pregão depois do primeiro turno, o índice subiu 7,70% e fechou aos 206.911,89 pontos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno, em 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Na terça (6) e na quarta-feira (7), parte do ganho foi devolvida: o Ibovespa caiu 0,52% e 0,74%, respectivamente, e encerrou a quarta aos 204.302,33 pontos. Pesaram a realização de lucros, o recuo de Vale e grandes bancos e o mau humor externo, com a ata do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.


A recuperação veio na quinta-feira (8), quando o índice avançou 0,94%, aos 206.220,24 pontos, com as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) em alta de 3,53%. Na sexta-feira (9), o Ibovespa subiu mais 1,38% e oscilou entre 206.237,55 pontos e 209.713,45 pontos, nova máxima histórica durante o pregão.


O último pregão foi marcado por pesquisas eleitorais do segundo turno. Levantamento do Datafolha mostrou Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto e Lula com 45%, e o da AtlasIntel/Bloomberg, 51,1% a 45,7%. A leitura dos analistas citados por InfoMoney e Money Times foi de que o resultado sustentou o chamado "trade eleitoral" na bolsa, no câmbio e nos juros.


O movimento ocorreu mesmo com a inflação acima do esperado. O IBGE informou que o IPCA de setembro subiu 0,82%, acima da projeção de 0,73% citada pela Reuters. Em 12 meses, a inflação chegou a 4,58%, acima do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central. A maior pressão veio da energia elétrica, que subiu 7,98% com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu às contas de luz.


Em Nova York, as bolsas também fecharam a semana em alta. Na sexta-feira, o Dow Jones subiu 0,83%, aos 51.654,95 pontos; o S&P 500 ganhou 0,59%, aos 7.811,54 pontos; e o Nasdaq avançou 0,64%, aos 27.366,17 pontos. Na semana, os três índices acumularam altas de 0,9%, 1,2% e 0,6%, respectivamente. O barril de petróleo do tipo Brent terminou a sexta-feira a US$ 104,72, em alta de 0,42%.


Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana


A queda dos juros futuros favoreceu empresas de consumo, varejo e construção, mais sensíveis ao custo do crédito. Segundo o InfoMoney, o índice de small caps (SMLL) subiu 20,14% na semana, o imobiliário (IMOB), 20,77%, e o de consumo (ICON), 17,70%. As maiores altas do Ibovespa no período, de acordo com dados da B3 divulgados por Money Times e TradeMap, foram:


  • Magazine Luiza (MGLU3): +60,58%

  • Vamos (VAMO3): +44,73%

  • Smart Fit (SMFT3): +43,96%

  • MRV (MRVE3): +38,90%

  • Azzas 2154 (AZZA3): +34,08%


Na sexta-feira, a MRV liderou os ganhos do dia, com alta de 21,62%, depois de divulgar a prévia operacional do terceiro trimestre. Do lado negativo, as maiores baixas da semana ficaram com exportadoras e empresas ligadas a commodities:


  • Embraer (EMBJ3): -9,20%

  • Vale (VALE3): -5,83%

  • Suzano (SUZB3): -3,79%

  • Vibra Energia (VBBR3): -3,33%

  • Klabin (KLBN11): -2,63%


A Klabin, fabricante de papel e celulose que tem suas maiores fábricas no Paraná, foi uma das poucas ações do índice a terminar a semana no vermelho. Na sexta-feira, as operadoras de telefonia Telefônica Brasil (VIVT3) e TIM (TIMS3) caíram 5,25% e 4,18%, pressionadas pela notícia de um acordo da SpaceX para adquirir frequências nos Estados Unidos.


Dólar e juros


O câmbio teve o movimento mais forte logo na segunda-feira (5), quando o dólar caiu 4,12%. A moeda chegou a fechar a terça-feira (6) abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio, voltou a subir na quarta e na quinta-feira, quando encerrou a R$ 5,0241, e recuou de novo na sexta, quando oscilou entre R$ 4,976 e R$ 5,009 antes de fechar a R$ 4,985.


No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de DI caíram, sobretudo nos vencimentos mais longos. Na sexta-feira, o contrato para janeiro de 2027 fechou a 13,44% ao ano, o de janeiro de 2029, a 12,22%, e o de janeiro de 2035, a 12,37%, de acordo com o InfoMoney.


Nos Estados Unidos, o Fed elevou os juros em setembro para a faixa de 3,75% a 4% ao ano e sinalizou a possibilidade de nova alta ainda em 2026, o que mantém a inflação norte-americana no centro das atenções.


Agenda da semana: o que acompanhar na bolsa


Segunda-feira (12): feriado de Nossa Senhora Aparecida, sem pregão na B3. As bolsas de Nova York funcionam normalmente; no Japão, os mercados ficam fechados pelo Dia do Esporte.


Terça-feira (13): por causa do feriado, o Banco Central divulga o Boletim Focus às 8h25, com as projeções do mercado para inflação, juros, PIB e câmbio. Nos Estados Unidos, começa a temporada de balanços do terceiro trimestre, com JPMorgan, Goldman Sachs, Wells Fargo e Citigroup, além de UnitedHealth e Johnson & Johnson, antes da abertura. À noite, a China divulga a inflação ao consumidor e ao produtor.


Quarta-feira (14): o IBGE publica às 9h a Pesquisa Mensal de Serviços de agosto, com projeção de alta de 0,5% no mês, segundo o InfoMoney. Às 9h30 sai o CPI de setembro dos Estados Unidos; a expectativa citada pelo InfoMoney é de que a inflação anual suba para 3,6% a 3,7%, ante 3,4% em agosto, por causa da gasolina. Às 15h, o Fed publica o Livro Bege. Bank of America, Morgan Stanley e BlackRock divulgam resultados.


Quinta-feira (15): o IBGE divulga às 9h a Pesquisa Mensal de Comércio de agosto, com projeção de alta de 0,9% nas vendas do varejo, segundo o InfoMoney. Nos Estados Unidos, saem às 9h30 as vendas no varejo de setembro, o índice de preços ao produtor (PPI) e os pedidos semanais de seguro-desemprego. Na Europa, o Banco Central Europeu publica a ata de sua última reunião.


Sexta-feira (16): o Banco Central divulga às 9h o IBC-Br de agosto, com projeção de alta de 0,3% no mês, também segundo o InfoMoney. Saem também o IPC-S, da FGV, a inflação final de setembro da zona do euro e, às 10h15, a produção industrial dos Estados Unidos.


O calendário eleitoral segue no radar dos investidores até o segundo turno, em 25 de outubro.


As projeções semanais do mercado ficam na página do Relatório Focus, do Banco Central, e os indicadores de inflação, serviços e comércio, no portal do IBGE.




Fontes: B3, Banco Central, IBGE, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), InfoMoney, CNN Brasil, Exame, Money Times, TradeMap, Canal Rural e 24/7 Wall St. Índices de Nova York: Associated Press (via Yahoo Finance) e InfoMoney.


Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

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