Bolsa de valores na semana: Ibovespa sobe 0,52% até quarta e dólar recua 0,91%
Índice acumula leve alta depois do salto de terça e da queda de quarta, com pesquisas do segundo turno e balanço da WEG no radar; dólar recua 0,91% no período

A bolsa de valores na semana acumula alta de 0,52% de segunda (19) a quarta-feira (21). O Ibovespa fechou a quarta aos 206.495,23 pontos, com queda de 0,86% no dia, depois de subir 1,57% na terça e recuar 0,17% na segunda. O dólar comercial terminou a quarta a R$ 5,027, com alta de 0,17%, mas acumula queda de 0,91% em relação ao fechamento de sexta-feira (16). As pesquisas para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), seguem como principal motor dos preços.
Os índices na semana
Indicador | Fechamento (21/10) | No dia | Na semana (desde 16/10) |
Ibovespa | 206.495,23 pontos | -0,86% | +0,52% |
Dólar comercial | R$ 5,027 | +0,17% | -0,91% |
Fechamento e variação na quarta-feira (21) e no acumulado de segunda (19) a quarta (21), em relação ao fechamento de sexta-feira (16). Fontes: InfoMoney e CNN Brasil.
Como a bolsa de valores andou na semana de segunda a quarta
Na segunda-feira, o Ibovespa teve leve queda de 0,17%. Na terça, o índice subiu 1,57%, aos 208.295,98 pontos, em dia de agenda fraca de indicadores. Segundo o InfoMoney, o movimento foi associado às pesquisas eleitorais e ao calendário do segundo turno. Varejistas lideraram as altas da terça, com Magazine Luiza (MGLU3) em alta de 14,79%, e os grandes bancos também subiram.
Na quarta, o índice devolveu parte dos ganhos e caiu 0,86%. Pesaram a divulgação da pesquisa Quaest, que mostrou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44%, empate técnico dentro da margem de erro, e o balanço da WEG. A ação da fabricante catarinense (WEGE3) caiu 7,34%; segundo o InfoMoney, o resultado do terceiro trimestre decepcionou nas margens e mostrou pressão de custos. Vale (VALE3) recuou 2,15%, e Petrobras (PETR4), 0,79%.
Entre as ações do índice, as maiores altas de quarta foram de TOTVS (TOTS3, +2,78%), TIM (TIMS3, +1,73%), MBRF (MBRF3, +1,46%), Vivo (VIVT3, +1,40%) e Embraer (EMBJ3, +1,11%). As maiores quedas ficaram com Hapvida (HAPV3, -8,48%), WEG (-7,34%), Cogna (COGN3, -7,08%), Marcopolo (POMO4, -5,45%) e Azzas 2154 (AZZA3, -5,04%).
Em Nova York, os principais índices subiram na quarta, impulsionados pela temporada de balanços: o Dow Jones avançou 0,69%, aos 52.857,10 pontos; o S&P 500, 0,59%, aos 7.757,71 pontos; e o Nasdaq, 1,05%, aos 26.702,86 pontos.
Dólar e juros
O dólar comercial caiu 0,58% na terça, a R$ 5,019, e subiu 0,17% na quarta, a R$ 5,027, interrompendo uma sequência de três quedas. Desde a sexta-feira (16), quando fechou a R$ 5,073, a moeda americana acumula baixa de 0,91%. No ano, a queda é de 8,41%, segundo a CNN Brasil.
Os juros futuros recuaram ao longo da curva na quarta. O DI para janeiro de 2027 fechou em 13,473%, ante 13,485% na sexta, e o contrato para janeiro de 2029 passou de 12,685% para 12,560%.
O que já saiu da agenda
Segunda (19): o Boletim Focus do Banco Central manteve a projeção de Selic em 13,25% ao fim de 2026 e de IPCA em 5,22%; a estimativa de PIB recuou para 1,83%.
Terça (20): dia sem indicadores relevantes no Brasil; o petróleo Brent chegou a US$ 111, mas fechou em baixa de 0,69%, a US$ 108,79 o barril.
Quarta (21): balanço da WEG antes da abertura e pesquisa Quaest sobre o segundo turno.
O que falta até sexta
Quinta (22): balanço do Bradesco referente ao terceiro trimestre, nova pesquisa Datafolha e pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.
Sexta (23): IPCA-15 de outubro, divulgado pelo IBGE às 9h; PMIs da zona do euro e dos EUA; confiança do consumidor da Universidade de Michigan; e debate entre os candidatos na TV Globo.
Para o IPCA-15, o Bradesco projetava alta de 0,45% no mês, e o Itaú, de 0,51%. Não há feriado na B3 nesta semana. Entre as empresas paranaenses listadas, a Klabin (KLBN11) divulga o resultado do terceiro trimestre em 28 de outubro, e Copel (CPLE6) e Sanepar (SAPR11), em 12 de novembro.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.


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