Ibovespa na semana cai 1,74% e fecha aos 205 mil pontos; veja a agenda da bolsa
Petrobras e petroleiras sobem com o barril; dólar acumula alta de 1,75% na semana. Agenda tem IPCA-15, balanços de WEG e Bradesco e a reta final do segundo turno

O Ibovespa na semana encerrada na sexta-feira (16) recuou 1,74%, aos 205.430,33 pontos, após três quedas seguidas e uma recuperação de 0,54% no último pregão. O dólar comercial fechou a R$ 5,07, com queda de 0,28% na sexta, mas acumulou alta de 1,75% no período, que teve só quatro sessões por causa do feriado de 12 de outubro. Para esta semana, o mercado acompanha a prévia da inflação de outubro (IPCA-15), o início da temporada de balanços do terceiro trimestre e as últimas pesquisas antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Os índices na semana
Indicador | Fechamento (16/10) | No dia | Na semana |
Ibovespa | 205.430,33 pontos | +0,54% | -1,74% |
Dólar comercial | R$ 5,07 | -0,28% | +1,75% |
Período: de 13 a 16 de outubro de 2026 (quatro pregões). Fechamento de sexta-feira (16). Fontes: B3 (Bora Investir) e InfoMoney.
Como foi a semana na bolsa
O principal índice da B3 caiu 1,04% na terça-feira (13), 0,19% na quarta (14) e 1,06% na quinta (15), antes de subir 0,54% na sexta. Mesmo com a perda semanal, o Ibovespa acumula alta de 10,24% em outubro e de 27,50% em 2026, segundo dados compilados pelo InfoMoney.
Na sexta, o índice foi sustentado por Petrobras e outras empresas ligadas ao petróleo. O Brent para dezembro fechou em alta de 3,72%, a US$ 109,86 o barril, e subiu 4,9% na semana, segundo o Money Times, em meio a ataques à infraestrutura de energia da Rússia e a tensões no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.
No front doméstico, o IBC-Br, indicador do Banco Central considerado prévia do PIB, subiu 0,3% em agosto na comparação com julho. A leitura foi descrita como positiva pela B3, mas, segundo o InfoMoney, não afasta a possibilidade de retração do PIB no terceiro trimestre. O noticiário eleitoral também pesou nos preços: pesquisas divulgadas na semana, como a do Datafolha (Flávio Bolsonaro com 47% e Lula com 45%), apontam empate técnico no segundo turno.
Em Nova York, a sexta foi de queda generalizada e a semana terminou mista. O Dow Jones recuou 0,34% no dia e subiu 0,67% na semana; o S&P 500 caiu 1,09% no dia e 1,95% na semana; e o Nasdaq perdeu 2,15% na sexta e 4,48% no acumulado, pressionado pela venda de ações de tecnologia e inteligência artificial.
Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana
Na semana, as maiores altas do índice foram de PRIO3 (+9,64%), PETR4 (+5,75%), PETR3 (+4,82%), VIVT3 (+4,74%) e ABEV3 (+4,57%), de acordo com o InfoMoney. As maiores quedas ficaram com VAMO3 (-17,49%), DIRR3 (-14,39%), TEND3 (-12,39%), CSNA3 (-11,95%) e AZZA3 (-10,34%).
Só na sexta-feira, Magazine Luiza (MGLU3) liderou com alta de 6,93%, seguida por ASAI3 (+4,22%), PETR4 (+4,04%), PETR3 (+3,53%) e CEAB3 (+3,46%). Na ponta negativa ficaram CSNA3 (-3,51%), VIVA3 (-3,09%), HAPV3 (-2,70%), TEND3 (-2,49%) e WEGE3 (-2,24%).
Dólar e juros
O dólar comercial terminou a sexta-feira cotado a R$ 5,073 na venda, com queda de 0,28%, mas subiu 1,75% na semana, segundo o InfoMoney. Para analistas citados pela B3, o movimento das curvas de câmbio e juros está mais relacionado à proximidade da definição eleitoral.
Nos juros futuros, as taxas recuaram na sexta. O DI para janeiro de 2027 fechou em 13,485%, e o contrato para janeiro de 2029, em 12,685%. No Boletim Focus divulgado nesta segunda (19), o mercado manteve a projeção de Selic em 13,25% ao fim de 2026 e de IPCA em 5,22% para o ano; a estimativa para o PIB de 2026 recuou de 1,85% para 1,83%, e a do dólar no fim do ano, de R$ 5,15 para R$ 5,13.
Agenda da semana: o que acompanhar
Segunda (19): Boletim Focus do Banco Central, IGP-10 de outubro (FGV), IPC-Fipe e balança comercial semanal. Novas pesquisas eleitorais (AtlasIntel, Nexus e PoderData).
Terça (20): sem indicadores relevantes. Balanços de Romi e Neoenergia.
Quarta (21): segunda prévia do IGP-M de outubro e fluxo cambial semanal. Balanço da Bradsaúde (após o fechamento) e da WEG (antes da abertura). Últimas pesquisas eleitorais, com a Quaest.
Quinta (22): pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e confiança do consumidor na zona do euro. Balanço do Bradesco antes da abertura.
Sexta (23): IPCA-15 de outubro (IBGE), às 9h; PMIs da Alemanha, da zona do euro e dos EUA; e confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
Para o IPCA-15, o Bradesco projeta alta de 0,45% no mês, e o Itaú, de 0,51%, o que levaria a taxa em 12 meses a 4,8%, segundo o InfoMoney. No exterior, a semana também tem balanços de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos. Não há feriado na B3 nesta semana.
Entre as empresas paranaenses listadas, a Klabin (KLBN11) divulga o resultado do terceiro trimestre em 28 de outubro, antes da abertura, e Copel (CPLE6) e Sanepar (SAPR11) apresentam os números em 12 de novembro, após o fechamento, segundo calendário do Seu Dinheiro.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.


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