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Dia da Amazônia: Espaço Namata promove encontro com gastronomia, palestra e lançamento de livro

Foto do escritor: Editor Paranashop
Editor Paranashop
há 2 horas
7 min de leitura

Atualizado: há 2 horas

Programação em São José dos Pinhais reúne experiências na natureza, almoço amazônico, debate sobre sustentabilidade e lançamento do livro “Ecos do Antropoceno”.


Domo Geodésico do Espaço Namata em meio às árvores, em São José dos Pinhais
Domo Geodésico do Espaço Namata, onde parte da programação será realizada. Foto: divulgação.

Celebrado oficialmente em 5 de setembro, o Dia da Amazônia ganha uma extensão especial no Paraná em 17 de outubro. A data será lembrada no Espaço Namata, em São José dos Pinhais, em um encontro que marca também os dez anos do espaço e propõe aproximar dois territórios separados por milhares de quilômetros, mas conectados pela natureza e pela gastronomia: o Sul do Brasil e a Amazônia.


Realizado em meio à natureza e no Domo Geodésico, o encontro combinará conversas sobre o presente e o futuro da Amazônia, experiências de conexão com o ambiente e um almoço amazônico especialmente desenvolvido para a ocasião.


A gastronomia será uma das principais formas de criar essa aproximação. Mais do que reproduzir pratos típicos, o almoço foi pensado para despertar a curiosidade sobre os sabores, as histórias, os territórios e as pessoas que existem por trás dos alimentos amazônicos. A proposta parte de um princípio que também orienta o encontro: é difícil valorizar aquilo que não se conhece. Experimentar um ingrediente, descobrir sua origem e conhecer quem o produz pode ser o primeiro passo para compreender melhor a Amazônia e as relações entre alimentação, cultura, floresta, clima e economia.


“Queremos aproximar a Amazônia de quem está aqui no Sul a partir do conhecimento e da experiência. Quando você prova um ingrediente e entende de onde ele veio, quem o produziu e o que existe por trás daquele alimento, cria uma relação diferente com aquele território. Acreditamos que conhecer é um primeiro passo para valorizar”, afirma Fernando Allegretti, sócio-fundador do Espaço Namata, consultor em sustentabilidade e profundo conhecedor da região amazônica.


Esta será a primeira edição de uma iniciativa concebida para acontecer anualmente, reunindo empresas, instituições, organizações da sociedade civil e pessoas em torno de uma agenda de conhecimento, diálogo, cooperação e desenvolvimento sustentável. O Dia da Amazônia é uma realização conjunta do Espaço Namata, Instituto de Estudos Amazônicos, Imazon, Fundación Avina, Arte Sã e Hospital Pequeno Príncipe, que também patrocina o evento.


O evento tem como tema “Amazônia Linda e Próspera: como fazer desse futuro uma realidade”. O encontro parte de uma visão positiva sobre o futuro da Amazônia: uma região capaz de conservar sua floresta, gerar prosperidade, valorizar suas populações e construir uma nova economia baseada na sociobiodiversidade.


“Mais do que discutir os desafios da região, a proposta é apresentar e debater soluções, oportunidades e caminhos capazes de transformar esse futuro em realidade. O Dia da Amazônia pretende estabelecer uma agenda permanente de aproximação entre o Sul do Brasil e a Amazônia, conectando pessoas e organizações comprometidas com uma Amazônia sustentável e próspera”, conta Fernando Allegretti.


O idealizador fundou o Espaço Namata com a esposa, Liliane Robacher, arquiteta responsável pelo projeto do Domo Geodésico, construído com madeira de reflorestamento. No encontro, os participantes poderão conhecer a história do casal, que deixou Nova York para viver na Amazônia e ajudar a construir novos caminhos para a sustentabilidade, criando pontes entre comunidades e empresas, entre tecnologia e conhecimento tradicional. Hoje, continuam esse pioneirismo no Sul do Brasil, aproximando pessoas, natureza e novas formas de pensar o desenvolvimento sustentável.


O encontro é aberto a empresários, lideranças, profissionais, organizações e pessoas interessadas em conhecer, dialogar e contribuir para uma Amazônia sustentável e próspera.


Do sabor à conexão


A gastronomia será um dos pontos centrais da programação. O almoço amazônico foi pensado como uma forma de percorrer diferentes territórios da região por meio de seus ingredientes, modos de produção e tradições culinárias. Mais do que apresentar pratos típicos, a proposta é fazer com que cada sabor desperte uma pergunta sobre sua origem, as pessoas envolvidas em sua produção e a relação daquele alimento com o lugar de onde vem.


Entre os destaques do cardápio estará o pirarucu selvagem manejado por comunidades ribeirinhas e fornecido pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari, o tambaqui na brasa, o tucupi preto produzido pela comunidade indígena Wapixana, de Roraima, e o tradicional pato no tucupi, um dos pratos mais representativos da culinária paraense. O menu também contempla preparos vegetarianos e ingredientes como castanhas, banana-da-terra, coco, dendê, cacau e cupuaçu.


Pato no tucupi preparado para o almoço do Dia da Amazônia no Espaço Namata
Pato no tucupi integra o cardápio especial do evento. Foto: divulgação.

Ao identificar a procedência desses produtos, o almoço ajuda a mostrar que por trás de um ingrediente existe uma cadeia de pessoas, saberes e territórios. Conhecer de onde vem o pirarucu ou como o tucupi é produzido transforma a experiência à mesa e ajuda a compreender também as relações entre alimentação, cultura, floresta e economia.


A proposta é que essa aproximação possa ir além do encontro. Dar visibilidade aos produtos da sociobiodiversidade e a quem os produz também contribui para ampliar o conhecimento sobre essas cadeias e criar possibilidades de consumo e relações comerciais. No Dia da Amazônia, o caminho começa pelo sabor: despertar a curiosidade, transformar essa curiosidade em conhecimento e, a partir dele, criar novas conexões entre o Sul do Brasil e a Amazônia.


Cardápio do evento


Entradinhas — serviço volante

• Dadinho de tapioca assado com geleia de cupuaçu • Roll de banana-da-terra com pirarucu selvagem defumado • Vol-au-vent com tomate holandês confitado, queijo meia-cura Possamai e tucupi preto Wapixana • Croqueta de cogumelos com aioli de tucupi


Ilha Amazônica — self-service

• Salada de folhas nobres com castanhas-do-brasil, queijo coalho e pesto de jambu • Mandioca cozida na manteiga • Mandioca frita • Farinha de mandioca de Uarini e farinha d’água • Caldeirada amazônica


Prato principal — servido à mesa

O participante poderá escolher entre pato no tucupi com arroz branco; moqueca de banana-da-terra e palmito com arroz de coco, opção vegana; ou banda de tambaqui selvagem assada na parrilla com arroz amazônico ao tucupi.


Moqueca de banana-da-terra e palmito, opção vegana do almoço amazônico
Moqueca de banana-da-terra e palmito é a opção vegana do almoço. Foto: divulgação.

Sobremesa


Torta de cacau e coco com creme de cupuaçu e crumble de castanha.

O menu foi concebido pelos proprietários do Namata e pelo cozinheiro-líder Marco Antonio Barros, que é manauara, com coautoria de Roberto Smeraldi, chef de cozinha, jornalista, escritor e fundador da empresa de alimentos artesanais Arte Sã.


Programação


O dia começa às 10h, com atividades externas e integração com a natureza: pilates, yoga, trilha e visitação ao Espaço Namata. Ao meio-dia, os participantes conhecerão a proposta do espaço, com entradinhas amazônicas e welcome bar. Em seguida, será servido o almoço amazônico.


Às 15h, terá início o Encontro Amazônia Linda e Próspera, reunindo nomes de referência no debate e na atuação socioambiental na Amazônia, com trajetórias reconhecidas em conservação, desenvolvimento sustentável, pesquisa e valorização das comunidades e dos territórios amazônicos.


A programação começa com uma palestra de Beto Veríssimo, com duração de 40 minutos, seguida por uma roda de conversa de 50 minutos. Com mediação de Fernando Allegretti, o encontro terá a participação de Beto Veríssimo, Mary Allegretti, Juliana Strobel, José Álvaro Carneiro, Liliane Robacher e Luiz Villares, reunindo diferentes experiências e perspectivas sobre os caminhos para uma Amazônia que concilie conservação, desenvolvimento e geração de oportunidades.


Beto Veríssimo é cofundador do Imazon, diretor do Centro de Empreendedorismo da Amazônia e pesquisador visitante da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Sua trajetória é marcada pela atuação em pesquisa, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável na Amazônia.


Encerrando o dia, às 16h30, será realizado o lançamento do livro “Ecos do Antropoceno”, de Luiz Villares.


Literatura


“Ecos do Antropoceno” é resultado de quase três décadas de trabalhos, aprendizados, estudos e reflexões do ambientalista Luiz Villares. A trajetória do autor começa com a defesa do Parque Estadual de Ilhabela, passa pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e chega à Fundação Amazônia Sustentável, a maior organização sem fins lucrativos no Brasil pela conservação da Amazônia, da qual foi diretor financeiro por 16 anos.


Além de trazer um panorama atualizado das grandes questões ambientais contemporâneas, incluindo os resultados da COP30, realizada em Belém em novembro de 2025, a obra analisa os fenômenos do aquecimento global, das catástrofes climáticas, do desmatamento e da destruição da natureza pelo eixo da macroeconomia. Segundo a abordagem do livro, sem transformações profundas nos modelos de crescimento econômico e na financeirização dominante na economia global, a transição para um mundo sustentável não se realizará.


Publicado pela Editora Casa Matinas, o livro tem 154 páginas e preço de capa de R$ 64,90 na versão brochura e R$ 84,90 na versão de capa dura.


O encontro pretende estabelecer as bases para uma iniciativa de longo prazo, fortalecendo a conexão entre o Sul do Brasil e a Amazônia e estimulando novas relações e parcerias entre empresas, instituições e organizações; a valorização e a difusão da gastronomia e dos ingredientes amazônicos; a valorização da sociobiodiversidade, dos produtos da floresta e das soluções de desenvolvimento sustentável; e a formação de uma comunidade permanente de pessoas e organizações interessadas em contribuir para o futuro da Amazônia.


“Celebrar a Amazônia é fortalecer essa conexão, estimular parcerias e investir no futuro das próximas gerações”, complementa Allegretti.


Espaço Namata: um espaço desenhado entre as árvores


No coração de São José dos Pinhais, o Namata nasceu há mais de dez anos com uma premissa que ajudou a definir sua arquitetura: nenhuma árvore seria derrubada para que o projeto saísse do papel. O compromisso orientou cada escolha feita no terreno.


Em vez de adaptar a natureza à construção, foi a arquitetura que precisou encontrar seu lugar entre as árvores. Um dos resultados mais marcantes dessa decisão é o Domo Geodésico, projetado especialmente para o ponto onde está instalado e formado por uma estrutura de triângulos interligados. Acima dele, quase como uma continuação do desenho arquitetônico, três araucárias centenárias formam outro triângulo.


A geometria ganhou um significado particular por conta da construção do Domo. Presente em diferentes culturas e tradições como representação de equilíbrio, estabilidade e conexão, o triângulo se repete na construção sem que tenha sido necessário interferir no que já estava ali.


Mais de uma década depois, a preservação continua fazendo parte da experiência do espaço. Entre araucárias e outras espécies nativas, gralhas, jacus, pica-paus e tucanos dividem o cenário com saguis, esquilos e outros animais. Criado para receber eventos sociais e corporativos, o Namata combina arquitetura, gastronomia e contato com o ambiente natural. Seu principal diferencial está naquilo que decidiu preservar desde o início: o espaço foi construído para caber na natureza, e não o contrário.


Serviço


Dia da Amazônia no Espaço Namata Data: 17 de outubro de 2026 Início: 10h Local: Rua Marcos Foggiatto, 121 — Aristocrata, São José dos Pinhais Valor antecipado: R$ 125 por pessoa, incluindo as atividades externas e o almoço; bebidas são cobradas à parte Reservas: WhatsApp (41) 99236-9257 Instagram: @espaconamata

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