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Arquitetura pet friendly une conforto animal, segurança e beleza

  • Foto do escritor: Editor Paranashop
    Editor Paranashop
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Projetos residenciais passam a considerar circulação, higiene, materiais, marcenaria e segurança para conciliar bem-estar animal e identidade visual.


Com o setor pet em alta, especialista da UniCesumar explica como a arquitetura atual adapta projetos residenciais para unir estética, segurança e conforto animal
Com o setor pet em alta, especialista da UniCesumar explica como a arquitetura atual adapta projetos residenciais para unir estética, segurança e conforto animal

A presença cada vez maior de cães e gatos dentro das residências está mudando decisões de arquitetura e design de interiores. Em vez de acrescentar comedouros e caminhas depois que a casa está pronta, projetos contemporâneos começam a considerar as necessidades dos animais ainda na fase de planta.


A transformação acompanha o crescimento do mercado pet e uma mudança na estrutura das famílias. Dados e projeções citados no material da UniCesumar indicam que o segmento pode movimentar mais de R$ 75 bilhões no Brasil entre 2025 e 2026.


Nesse cenário, o conceito de lar pet friendly passa a envolver circulação, descanso, alimentação, higiene, ventilação, segurança e facilidade de manutenção, sem abandonar a funcionalidade e a estética do imóvel.


Necessidades dos animais entram no projeto


A humanização dos animais transformou a forma como os espaços residenciais são projetados. Hoje, as necessidades dos pets são contempladas logo na fase de planta, afirma Bruna Folmer, professora de Arquitetura e Urbanismo da EAD UniCesumar.

Segundo a professora, os clientes procuram ambientes seguros, bem ventilados e com áreas adequadas de circulação. Também cresceu a demanda por espaços específicos para alimentação, descanso e higiene integrados à identidade visual da residência.


Pisos e revestimentos exigem atenção


A escolha dos acabamentos interfere diretamente na durabilidade e na rotina de limpeza, controle de pelos e odores. Bruna recomenda pisos que combinem resistência à umidade, conforto térmico e menor risco de escorregamento.


Entre as alternativas indicadas estão porcelanatos acetinados e pisos vinílicos de alta resistência. Superfícies muito polidas, pedras lisas e materiais porosos exigem cautela, pois podem favorecer acidentes ou reter odores.


Nos rodapés, materiais como PVC, poliestireno e porcelanato aparecem como opções devido à resistência à umidade e a impactos.


Tecidos precisam unir resistência e limpeza


Para estofados, a orientação é buscar durabilidade e baixa absorção. Tecidos com tecnologia de repelência a líquidos, suede e couro natural ou sintético tendem a facilitar a higienização e resistir melhor ao uso.


Materiais como veludo de pelo longo, linho puro, bouclé e seda podem acumular mais sujeira e ficar mais sujeitos a danos provocados por unhas e arranhões, conforme explica a especialista.


Marcenaria pode esconder acessórios


Móveis planejados ajudam a integrar os objetos dos animais de maneira discreta, principalmente em apartamentos compactos. Entre as soluções estão caixas de areia instaladas em armários ventilados, comedouros retráteis e arranhadores incorporados às estantes.


A proposta é evitar a poluição visual e aproveitar melhor o espaço. Prateleiras elevadas para gatos e nichos sob escadas também podem funcionar como enriquecimento ambiental, oferecendo estímulos físicos e mentais dentro de casa.


Segurança deve começar na planta


Em apartamentos e imóveis com áreas elevadas, redes de proteção e guarda-corpos sem vãos amplos são medidas importantes. O planejamento também deve contemplar o isolamento da fiação elétrica, o armazenamento seguro de produtos químicos e a escolha de plantas que não sejam tóxicas aos animais.


Varandas, piscinas, portas e esquadrias precisam ser analisadas para reduzir riscos de quedas, fugas, afogamentos ou aprisionamento.


Cinco cuidados para uma casa pet friendly


  • Revestimentos: priorizar superfícies impermeáveis, resistentes e antiderrapantes.

  • Tapeçaria: escolher tecidos de alta resistência, fácil limpeza e menor acúmulo de pelos.

  • Mobiliário: utilizar marcenaria multifuncional para integrar espaços de alimentação e higiene.

  • Bem-estar: criar percursos verticais para gatos e preservar áreas livres para circulação dos cães.

  • Segurança: instalar barreiras em áreas de risco e eliminar pontos de aprisionamento em portas e esquadrias.


De acordo com Bruna Folmer, decisões técnicas tomadas na etapa de projeto podem facilitar a manutenção do imóvel, preservar a aparência dos ambientes e melhorar a qualidade de vida dos animais e dos demais moradores.


Sobre a UniCesumar


A UniCesumar possui mais de 35 anos de atuação e integra o grupo Vitru Educação desde 2022. A instituição informa reunir aproximadamente 500 mil alunos, mais de 1,3 mil polos de educação a distância e campi presenciais em cidades como Maringá, Curitiba, Londrina e Ponta Grossa.


Fonte: UniCesumar e Weber Shandwick.


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