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Vacina contra sarampo exige atenção no Paraná, alerta especialista

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou ações de prevenção contra o sarampo diante do aumento da circulação do vírus nas Américas e do maior fluxo de viajantes internacionais.


Entre as medidas, mais de 180 profissionais de diversos órgãos de saúde do Estado participaram de capacitação voltada ao fortalecimento da vigilância epidemiológica e da resposta rápida a casos suspeitos.


Segundo o release, em 2026, até o momento, foram notificadas 69 suspeitas no Paraná, sendo 68 casos já descartados e um em investigação. O estado não tem casos confirmados de sarampo desde 2020.


Vacinação segue como principal forma de prevenção


A professora Cristiane Aparecida Costa, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Unopar, alerta para a importância da imunização para conter a circulação do vírus e proteger a população, especialmente crianças e pessoas sem esquema vacinal completo.

“O sarampo é uma doença infecciosa, aguda e altamente contagiosa, transmitida por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Apesar de ser prevenível por vacina, pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até levar à morte, principalmente entre crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade”, explica.

A especialista ressalta que a baixa cobertura vacinal aumenta o risco de reintrodução da doença no Brasil. Segundo ela, uma pessoa infectada pode transmitir o sarampo para 12 a 18 pessoas suscetíveis, o que reforça a necessidade de alta cobertura vacinal para interromper a circulação do vírus.


Quem deve se vacinar


As doses estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O calendário vacinal prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda, com a vacina tetraviral, aos 15 meses.


Pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral. Adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Para profissionais da saúde, a recomendação é de duas doses, independentemente da idade.


Sintomas exigem atenção


Os primeiros sintomas costumam aparecer entre 7 e 14 dias após a infecção e incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas na pele.


Ao apresentar sintomas compatíveis, a orientação é evitar contato com outras pessoas e procurar atendimento médico o quanto antes, informando o histórico vacinal e possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.


Serviço

Vacinação contra sarampo

Onde: Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

Disponibilidade: gratuita

Fonte: Cogna / Faculdade Unopar

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