Vinhos de altitude colocam a Serra Catarinense no mapa do enoturismo; veja 11 vinícolas
- Editor Paranashop

- há 15 horas
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Entre 900 e 1.400 metros de altitude, a Serra Catarinense produz tintos, brancos, rosés e espumantes com Indicação de Procedência; o roteiro reúne 11 vinícolas abertas à visitação em São Joaquim, Urubici e região.

A Serra Catarinense encontrou na altitude a condição para desenvolver uma viticultura diferente de outras regiões produtoras do Brasil. Os vinhedos estão concentrados entre 900 e 1.400 metros, em uma área marcada por temperaturas baixas e maturação mais tardia das uvas. A região conquistou, em 2021, a Indicação de Procedência (IP) Vinhos de Altitude de Santa Catarina, que abrange 29 municípios.
O frio interfere no ciclo da videira e prolonga o período de maturação. A colheita acontece mais tarde e permite que as uvas completem seu desenvolvimento em condições diferentes das encontradas em áreas de menor altitude. A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) pesquisa há anos a adaptação das variedades ao território.
Entre as principais castas estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc, além de Sangiovese, Malbec, Cabernet Franc, Montepulciano, Vermentino, Tannat e Nebbiolo. A produção inclui tintos, brancos e rosados, espumantes, licorosos e moscatéis.

Enoturismo entre vinhedos e serras
A produção de vinho também mudou a forma de conhecer a Serra Catarinense. São Joaquim e Urubici estão entre os principais pontos de concentração das vinícolas abertas à visitação, com degustações, visitas aos vinhedos, experiências gastronômicas e explicações sobre os processos de elaboração. A UFSC mantém um guia específico para o enoturismo de São Joaquim.
A viagem pelas vinícolas permite acompanhar diferentes propostas dentro de uma mesma região: algumas concentram a experiência na degustação; outras combinam vinho com gastronomia, hospedagem ou atividades ao ar livre. Os vinhos da região também passaram a aparecer em concursos nacionais e internacionais.

11 vinícolas para incluir no roteiro
Villa Francioni (São Joaquim) — na SC-114, km 300, é um dos nomes mais conhecidos dos vinhos de altitude. Fundada em 2001, é pioneira do movimento e reúne rótulos das linhas Villa Francioni, Joaquim e Aparados, além de visitas guiadas, degustações e uma galeria de arte. (@vinicolavillafrancioni)
Leone di Venezia (São Joaquim) — no distrito de Morro Agudo, a cerca de 1.300 metros, aposta na identidade italiana dos fundadores. Tem cinco hectares de parreirais e estrutura de enoturismo, com degustações guiadas, piqueniques e harmonizações. (@leone.divenezia)
Vinícola Suzin (São Joaquim) — uma das pioneiras no cultivo local, iniciou em 2001 com produção em pequena escala e colheita manual. Cultiva castas como Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Petit Verdot, a cerca de 1.200 metros. (@vinicolasuzin)
Vinícola Pericó (São Joaquim) — fundada em 2002, ajudou a consolidar a produção na serra. Está no terroir do Vale do Pericó, de elevada altitude e clima frio, e integra o circuito de enoturismo da região. (@vinicolaperico)
Villaggio Bassetti (São Joaquim) — na SC-114, a cerca de 10 km do centro, tem vinhedos entre 1.267 e 1.319 metros, implantados a partir de 2005. Trabalha com Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Sauvignon Blanc e recebe visitas e degustações. (@villaggiobassetti)
Vinhedos do Monte Agudo (São Joaquim) — projeto boutique na região do Morro Agudo, com cerca de 5,5 hectares a 1.280 metros de altitude média. Destaca-se por Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Malbec e Riesling Renano. (@vinhedosdomonteagudo)
Vinícola Quinta da Neve (São Joaquim) — com vinhedos a cerca de 1.210 metros, é considerada pioneira do segmento e integra a Rota dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina. (@quintadaneve)
Vinícola Thera (Bom Retiro) — referência fora do eixo de São Joaquim, com proposta boutique. Seu espumante Anima Brut alcançou 93 pontos na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2025. (@vinicolathera)
Vinícola Serra do Sol (Urubici) — representa Urubici no mapa dos vinhos de altitude. Com plantio iniciado em 2004, está a 1.250 metros e explora vinhos e espumantes. (@vinicolaserradosol)
Abreu Garcia (Campo Belo do Sul) — vinícola boutique a cerca de 900 metros, fundada em 2006. Cultiva oito variedades e produz brancos, tintos, rosés e espumantes, integrando a Vindima de Altitude de Santa Catarina. (@vinicolaabreugarcia)
Vinícola Casa Possamai (Capão Alto) — empresa familiar a 1.050 metros de altitude, com foco em vinhos de alto padrão e uma história que atravessa quatro gerações. (@vinicolacasapossamai)

Fontes e créditos
Informações: Epagri, UFSC e Amures (www.amures.org.br). Assessoria de imprensa: Assimptur (Cláudia Costa). Foto: Divulgação.



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