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Teoria do Polvo ajuda a explicar dores causadas pela endometriose

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

A endometriose ainda é uma das doenças mais subdiagnosticadas da saúde feminina. Embora atinja mulheres em idade reprodutiva, muitas convivem durante anos com dores incapacitantes até receberem o diagnóstico correto. Para tornar a explicação da doença mais acessível, o cirurgião ginecológico Igor Chiminacio, especialista em endometriose profunda e cirurgia minimamente invasiva, desenvolveu a chamada “Teoria do Polvo”.


Arquivo Pessoal Teoria do Polvo
Arquivo Pessoal Teoria do Polvo

O modelo usa uma imagem anatômica simples para facilitar a compreensão da pelve feminina. Na teoria, o útero representa a cabeça do polvo, enquanto os tecidos que sustentam esse órgão, chamados de paramétrios, funcionam como tentáculos. Segundo o médico, é justamente nesses tecidos de sustentação que a endometriose frequentemente se desenvolve.


Dor pode ir além da cólica menstrual


Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas pacientes é relacionar sintomas aparentemente desconectados à endometriose. Dor nas costas, lombar, virilha, pernas, quadril, dor durante as relações sexuais, dor ao evacuar ou desconforto em atividades físicas podem ser investigados por diferentes especialistas antes que a doença seja considerada como hipótese.

Pela Teoria do Polvo, o útero não está “solto” dentro do corpo. Ele é sustentado por estruturas ricas em colágeno que envolvem vasos sanguíneos e nervos. Quando esses tecidos são acometidos pela endometriose, toda essa rede pode ser afetada, irradiando dor para diferentes regiões.


Impacto no diagnóstico


O objetivo do modelo não é substituir o conhecimento médico existente, mas traduzir conceitos anatômicos complexos para uma linguagem compreensível tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. Para o especialista, quando a mulher entende melhor a origem da dor, também consegue descrever seus sintomas com mais precisão durante a consulta.

A proposta foi apresentada no Congresso Global da AAGL, no Canadá, e publicada no Journal of Minimally Invasive Gynecology. O material aponta para a importância do reconhecimento mais precoce dos sintomas, do tratamento adequado e da preservação da qualidade de vida e da fertilidade.


Arquivo Pessoal Dr. Igor Chiminacio
Arquivo Pessoal Dr. Igor Chiminacio

Sinais de alerta


Cólicas intensas, dores fora do período menstrual, desconforto pélvico persistente, dor durante relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias associadas ao ciclo e dor que irradia para lombar, quadril ou pernas merecem investigação médica. O diagnóstico precoce pode reduzir o impacto da doença na rotina da paciente.

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