Queijos do Paraná somam 667 medalhas e ganham reconhecimento internacional
Produções artesanais apoiadas por assistência técnica avançam em premiações nacionais e mundiais, agregam valor ao leite e fortalecem negócios familiares
Os queijos produzidos no Paraná conquistaram 667 medalhas em premiações nacionais e internacionais nos últimos seis anos. O desempenho projeta o Estado no mercado de alimentos artesanais e mostra como assistência técnica, regularização sanitária e pesquisa podem transformar a produção de leite em negócios de maior valor agregado.
Os resultados envolvem queijarias de diferentes regiões paranaenses. Em 2026, produtores de Curitiba, Toledo, Apucarana, Ponta Grossa, Paranavaí, Francisco Beltrão, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Santo Antônio da Platina e Dois Vizinhos estiveram entre os premiados no Prêmio Queijos do Brasil.

Toledo coloca queijos paranaenses entre os melhores do mundo
A trajetória de maior projeção internacional vem de Toledo. O queijo Passionata, desenvolvido em parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná e o Biopark, chegou ao grupo dos dez melhores do mundo no World Cheese Awards de 2024, em Portugal. O produto leva infusão de maracujá e tem a casca decorada com flores comestíveis e sementes da fruta.
Na edição de 2025 do World Cheese Awards, realizada em Berna, na Suíça, outros três produtos de Toledo foram reconhecidos: Abaporu, Saint Marcellin e Garoa Tropical. A competição reuniu mais de 5 mil queijos avaliados por especialistas de mais de 50 países.
No Mundial do Queijo do Brasil, realizado em abril de 2026, o Paraná teve 43 produtos lácteos medalhistas entre 198 inscritos. Doze queijarias acompanhadas pelo IDR-Paraná somaram 26 premiações, entre elas dois Super Ouro, dez Ouros, cinco Pratas e oito Bronzes, segundo o levantamento estadual.
Assistência técnica transforma pequenas agroindústrias
A assistência técnica acompanha etapas que começam no manejo do rebanho e na qualidade do leite e chegam à estruturação das agroindústrias, à regularização documental, à conservação e à comercialização. O trabalho é realizado pelo IDR-Paraná e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná.
Em Tomazina, no Norte Pioneiro, a Queijaria Vovó Zaine recebeu apoio desde o planejamento da estrutura até a regularização sanitária. O avanço rendeu medalhas de prata e bronze em duas edições do Prêmio Queijos do Paraná e permitiu que a família passasse a viver da comercialização dos produtos.
Regularização amplia renda e acesso ao mercado
Em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a produtora Janete do Rocio Fila também regularizou a queijaria com apoio técnico. O valor do quilo do queijo, anteriormente vendido por aproximadamente R$ 40, subiu para cerca de R$ 55. A produção acumula oito medalhas e tem cadastro no Susaf-PR.
O número de agroindústrias habilitadas pelo Susaf-PR a comercializar produtos de origem animal passou de 55, em dezembro de 2023, para 173 em maio de 2026. Os municípios integrados ao sistema subiram de 95 para 207 no mesmo período.
No segmento de derivados do leite, cerca de 85 famílias paranaenses vivem da atividade e 30 novas queijarias foram implantadas nos últimos três anos. Entre 49% e 59% das agroindústrias passaram a faturar mais de R$ 10 mil mensais, conforme dados apresentados pelo Governo do Paraná.
Paraná prepara nova edição do prêmio estadual
A terceira edição do Prêmio Queijos do Paraná está prevista para junho de 2027. A iniciativa valoriza a pecuária leiteira, incentiva a profissionalização e amplia a visibilidade dos produtos artesanais do Estado.
Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná, com dados do IDR-Paraná, Adapar e Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Publicação original de 14 de outubro de 2026.




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