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Anúncios Click-to-WhatsApp geram 62% mais leads; empresa paranaense explica a estratégia

  • Foto do escritor: Editor Paranashop
    Editor Paranashop
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Com taxas de abertura e clique superiores às de outros canais, o WhatsApp virou ferramenta de venda; empresa de tecnologia com origem no Paraná analisa o avanço e os desafios



Os anúncios Click-to-WhatsApp — recurso da Meta que leva o usuário diretamente para uma conversa no WhatsApp — já representam cerca de 40% das campanhas em plataformas como Facebook e Instagram, segundo o último Relatório de Publicidade Digital da empresa. Dados da Meta indicam que soluções de business messaging geram, em média, 62% mais leads do que canais tradicionais — o que ajuda a explicar por que as empresas passaram a tratar o WhatsApp como parte do processo comercial, e não apenas como canal de atendimento.


“Ao percorrer a tela do celular, você vê fotografias, notícias e, de repente, um serviço em promoção, perto da sua casa e a um clique de distância. O WhatsApp deixou de ser só um lugar para tirar dúvidas. Passou a ser entrada de venda, qualificação e relacionamento”, destaca Mateus Miranda, CIO da IRRAH Tech, empresa de tecnologia com origem no Paraná e presença internacional, voltada a soluções de relacionamento com clientes.


Com uma base de mais de 70 milhões de empresas no WhatsApp Business, o recurso encontra terreno fértil no comportamento do usuário: são, em média, 19 horas on-line por mês no aplicativo, e 72% dos consumidores preferem se comunicar com empresas por mensagens. Campanhas com Click-to-WhatsApp vêm registrando ROAS (retorno sobre o investimento em publicidade) até 2,8 vezes superior ao de modelos tradicionais.


“A jornada encurtou. O usuário não precisa mais passar por páginas, formulários ou múltiplos cliques. Ele vê, se interessa e já inicia uma conversa. Isso significa menos desperdício de mídia e mais conversão dentro do próprio canal”, afirma.


Onde a operação pode travar


O ganho de proximidade, porém, traz um desafio: conforme o volume de conversas cresce, fica mais difícil manter a capacidade de responder, qualificar e conduzir os atendimentos com eficiência. É aí que surgem leads que esfriam e oportunidades perdidas. “O problema não está mais em atrair, está em processar essa demanda com velocidade e inteligência”, resume Miranda.


Para ele, a saída passa por tecnologias que criam uma camada operacional sobre o WhatsApp — organizando a jornada do cliente dentro do canal e conectando-a a CRMs e outras plataformas, para não apenas responder, mas também registrar informações. É o caso de soluções como a Dispara Aí, da própria IRRAH, que, segundo o executivo, estruturam a qualificação para que o time comercial receba o lead já com contexto e histórico.


“Estamos eliminando fricções antes consideradas normais no processo de venda. Isso reduz o tempo de decisão e aumenta a taxa de fechamento”, diz.



O que vem pela frente


Miranda avalia que o próximo passo do mercado é tratar o WhatsApp como parte da operação comercial. “A disputa não vai estar só em quem gera mais cliques. Vai estar em quem responde melhor, qualifica melhor e transforma conversas em receita de forma mensurável”, projeta.


Estimativas de mercado para o período entre 2025 e 2027 projetam que o WhatsApp Business se consolide como uma das principais fontes de receita da Meta, podendo ultrapassar US$ 15 bilhões em faturamento, com expectativa de 100 milhões de negócios ativos na plataforma até 2027.


Fonte: Assessoria de imprensa — Engenharia de Comunicação / IRRAH Tech. Dados: Meta. Foto: Divulgação/IRRAH Tech.


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