Ansiedade: quando a família mais atrapalha que ajuda no tratamento

Conviver com alguém que enfrenta um transtorno de ansiedade nem sempre é simples. Familiares e amigos, muitas vezes, querem ajudar, mas podem acabar dizendo frases ou adotando comportamentos que aumentam o sofrimento do paciente e dificultam a busca
por tratamento especializado.

Segundo o médico psiquiatra Roberto Ratzke, professor e coordenador da Psiquiatria do Hospital Heidelberg, em Curitiba, a família pode exercer um papel decisivo tanto na recuperação quanto no agravamento da ansiedade. O apoio adequado envolve informação, acolhimento e incentivo ao tratamento, sem julgamentos ou minimização dos sintomas.
Frases que podem piorar o quadro
Um dos erros mais comuns é tratar a ansiedade como “frescura”, “falta de força de vontade” ou “coisa da cabeça”. De acordo com o especialista, transtornos de ansiedade são doenças reconhecidas pela Medicina. A pessoa não escolhe sentir medo intenso, preocupação excessiva, crises de pânico ou sintomas físicos associados ao transtorno.
Também pode ser prejudicial dizer que basta “pensar positivo” ou “controlar a mente”. Embora o apoio emocional seja importante, esse tipo de comentário costuma gerar culpa e vergonha, especialmente em pacientes que já estão fazendo grande esforço para lidar com os sintomas no dia a dia.
Esperar demais para buscar ajuda é outro risco
Muitas famílias acreditam que o problema vai desaparecer sozinho com o tempo. Para o psiquiatra, quanto mais cedo ocorre a avaliação especializada, maiores são as possibilidades de controlar os sintomas e evitar complicações. Esperar meses ou anos para procurar ajuda pode favorecer a evolução para quadros mais incapacitantes.
Outro comportamento frequente é a superproteção. Assumir todas as responsabilidades da pessoa adoecida pode parecer cuidado, mas nem sempre ajuda. A orientação é oferecer apoio e, ao mesmo tempo, estimular gradualmente a retomada da autonomia, sempre respeitando as recomendações da equipe de saúde.
Sinais de agravamento merecem atenção
Isolamento social, abandono do trabalho ou dos estudos, alterações importantes do sono, uso abusivo de álcool ou outras drogas, desesperança persistente e falas relacionadas à morte são sinais que exigem atenção. Nesses casos, a família deve buscar orientação profissional e evitar tratar o sofrimento como exagero.
Serviço
Hospital Heidelberg Atendimento de emergência 24 horas, hospital dia, ambulatório e internamento integral Endereço: Rua Padre Agostinho, 687 – Mercês, Curitiba Telefone: (41) 3320-4900 WhatsApp: (41) 98869-0436 Site: https://hospitalheidelberg.com.br/



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