Trabalho híbrido muda a hotelaria e redefine o hóspede; veja o exemplo de Curitiba
- Editor Paranashop

- há 4 horas
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Com a consolidação do trabalho híbrido, viagens de negócios e lazer se misturam e os hotéis repensam quartos, áreas comuns e serviços — como mostra o bleev Curitiba, no Batel

O escritório pode estar no quarto do hotel às 9h, no lobby depois do café da manhã ou acompanhar alguns dias de férias. A consolidação do trabalho híbrido está mudando não só a rotina profissional, mas também a maneira como as pessoas viajam — e faz a hotelaria rever o que considera essencial em uma hospedagem.
Dados da Gallup mostram que, entre profissionais americanos cujas funções permitem trabalho remoto, 52% atuam de forma híbrida e 26% exclusivamente à distância; apenas 22% estão totalmente presenciais — uma distribuição estável desde 2022. Já um levantamento da Global Business Travel Association (GBTA) apontou que 46% dos gestores de viagens corporativas perceberam aumento nas viagens que combinam trabalho e lazer, contra apenas 9% que registraram redução.
O hóspede já não cabe em uma única categoria
A mudança enfraquece uma divisão que por décadas orientou a hotelaria: de um lado, o viajante corporativo; de outro, o turista de lazer. Hoje, a mesma pessoa pode ocupar os dois papéis em uma única estadia — prolongar uma viagem de negócios para conhecer a cidade ou, no fim de semana, participar de uma reunião na sexta e responder mensagens no café da manhã.
“Hoje é difícil separar completamente o hóspede de lazer do hóspede corporativo. A mesma pessoa pode estar viajando para passar alguns dias na cidade e precisar participar de uma reunião durante a manhã ou trabalhar algumas horas antes de sair. Isso faz com que internet, silêncio, iluminação e espaços confortáveis ganhem importância para praticamente todos os perfis”, afirma Carolina Sniecikoski, gerente do bleev Curitiba, hotel vitrine do modelo econômico da HCC Hospitality.
Quando qualquer lugar vira escritório
A transformação não significa converter hotéis em grandes escritórios compartilhados. Na prática, valoriza aspectos simples da hospedagem: internet rápida e estável, conforto acústico, iluminação adequada, tomadas acessíveis e áreas comuns onde dá para abrir o notebook por algumas horas. Ao mesmo tempo, localização, alimentação e espaços para atividade física ajudam o viajante a aproveitar melhor o tempo livre.
É uma lógica diferente da dos antigos hotéis executivos: o novo desafio é criar ambientes flexíveis o bastante para que o próprio hóspede decida como usá-los. Essa é uma das premissas do bleev Curitiba, inaugurado em janeiro no Batel. Com 215 quartos, o empreendimento foi desenvolvido como hotel vitrine do conceito de “hotelaria essencial com propósito” da HCC Hospitality, concentrando a experiência em atributos como internet de alta velocidade, conforto acústico, café da manhã incluso, academia e localização próxima a restaurantes, farmácias, supermercados e centros empresariais.
“A flexibilidade mudou a expectativa sobre o hotel. O hóspede quer conseguir trabalhar quando precisar, mas não quer sentir que continua dentro de um escritório quando fecha o computador. O desafio passa a ser oferecer uma estrutura que acompanhe esses diferentes momentos da viagem”, explica Carolina.
Trabalho e viagem cada vez mais misturados
O avanço das viagens combinadas mostra que a transformação vai além de um nicho: em levantamento da Hilton, quase 30% dos viajantes globais disseram já viajar a lazer com amigos que também são colegas de trabalho. Para os hotéis, isso significa atender a uma rotina menos previsível — o café da manhã pode anteceder uma videoconferência, o lobby vira espaço para responder e-mails e o quarto precisa funcionar tanto para horas de trabalho quanto para o descanso.
Mais do que criar estruturas específicas para nômades digitais, a adaptação da hotelaria passa por entender que trabalhar de qualquer lugar deixou de ser exceção e passou a fazer parte de como boa parte dos hóspedes organiza a própria viagem.
Fonte: Assessoria de imprensa (JN Imprensa) / bleev Curitiba (HCC Hospitality). Dados: Gallup, GBTA e Hilton. Foto: Divulgação.



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