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8 problemas que podem ser causados pela automedicação para emagrecimento

  • Foto do escritor: Editor Paranashop
    Editor Paranashop
  • há 3 minutos
  • 3 min de leitura

Uso indiscriminado de medicamentos pode causar dependência química


Para muitas pessoas, alguns quilos a mais na balança e aquela gordurinha indesejada é sinal de que está na hora de buscar o emagrecimento. Dessa forma, surge a necessidade de avaliar quais métodos podem ser seguidos para alcançar o peso desejado. O risco é fazer o uso de certas medicações indiscriminadamente.

 

Ana Paula Michelin, doutora em Ciências da Saúde e docente do curso de Farmácia da Faculdade Unopar, alerta que é preciso ter cuidado acerca desse contexto, pois não há uma receita milagrosa e o processo de emagrecimento deve ser acompanhado por profissionais de saúde. 


“Medicamentos que auxiliam na perda de peso atuam no organismo como inibidores de apetite e proporcionam sensação de saciedade. Medicações desse grupo só podem ser usados com prescrição médica. Os fármacos podem agir de maneira diferente em cada pessoa. Como resolver os problemas advindos da automedicação? O que fazer se o remédio causar interação medicamentosa? Sem conhecimento necessário sobre reações adversas e os riscos para a saúde a pessoa se coloca em uma situação perigosa”, ressalta. 


A especialista destaca a atenção com medicamentos que contêm anfetamina, pois é uma substância que inibe o apetite, além de ser utilizada para o tratamento de transtorno do déficit de atenção, problemas do sono, hiperatividade e lesões traumáticas na cabeça. 


A anfetamina está entre as drogas mais consumidas no Brasil e no mundo. Ela faz parte de um grupo de substâncias psicoestimulantes, que eleva os níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina no cérebro e tem potencial para causar danos colaterais severos ao organismo. “As anfetaminas são drogas sintéticas e o uso dessas substâncias sem indicação e acompanhamento de um médico pode trazer graves consequências, como causar tolerância, fazendo com que o organismo passe a necessitar de doses cada vez maiores para saciar a dependência e isso pode levar o indivíduo a uma overdose.”, alerta a especialista.


Os remédios para emagrecer são normalmente indicados pelo médico quando a pessoa não consegue perder peso mesmo com a prática regular de exercícios e alimentação saudável, quando existem outros problemas de saúde relacionados com a obesidade. 

“Para chegar ao peso ideal para a sua estatura e idade busque acompanhamento nutricional e mude seu estilo de vida, priorize a alimentação saudável e a realização de atividades físicas”, orienta a docente.

 

Confira 8 perigos do uso indevido dos remédios para emagrecer:

  • Dependência e Abuso: O uso prolongado de certos medicamentos para emagrecer pode levar à dependência física e psicológica, tornando difícil parar de usá-los.

  • Problemas Cardiovasculares: Alguns remédios podem aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca, aumentando o risco de ataques cardíacos e derrames.

  • Distúrbios Psiquiátricos: O uso inadequado pode levar a ansiedade, depressão, insônia e outros problemas de saúde mental.

  • Desequilíbrios Nutricionais: A perda de peso rápida pode resultar em deficiências nutricionais, afetando a saúde geral do corpo.

  • Efeitos Colaterais Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia e constipação são comuns com o uso de certos medicamentos para emagrecer.

  • Danos ao Fígado e Rins: Alguns remédios podem ser tóxicos para o fígado e os rins, causando danos a esses órgãos vitais.

  • Alterações Hormonais: O uso indevido pode interferir no equilíbrio hormonal, afetando o metabolismo e outras funções corporais.

  • Risco de Interações Medicamentosas: Misturar remédios para emagrecer com outros medicamentos pode resultar em interações perigosas, comprometendo a saúde.


“É essencial consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento para emagrecimento”, reforça.


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