Tecnologia ajuda empresas de reciclagem a profissionalizar a operação em Curitiba

Curitiba recicla 23,8% dos resíduos sólidos que produz, acima da média nacional; empresas do setor trocam o controle no papel por sistemas de gestão

Curitiba recicla 23,8% dos resíduos sólidos que produz, índice bem acima da média nacional, de 4,5%, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2024). Ainda assim, o setor de reciclagem convive historicamente com baixa infraestrutura tecnológica — cenário que empresas locais começam a mudar.
Embora a imagem mais comum associada à reciclagem seja a do catador com a carrocinha, trata-se de uma cadeia econômica ampla, que movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil, segundo o Grupo Sygecom, que desenvolve soluções tecnológicas de gestão para o setor.
Em Curitiba, empresas como a GPS Resíduos passaram dos registros em caderno para sistemas de gestão. Segundo o gerente comercial da GPS Resíduos, Luiz Renato Costa, a ferramenta acompanha toda a operação — da saída do caminhão à emissão de nota fiscal, passando pela conciliação bancária automática — e sinaliza valores discrepantes.
“Quando saímos do caderninho para o Excel, já foi uma mudança grande, começamos a enxergar alguns furos. Depois que migramos para o sistema, foi como sair de um Fusca para uma Ferrari. Agora dou um enter e tenho toda a informação na mão na hora”, relata Luiz Renato Costa.
Para o Grupo Sygecom, a digitalização ajuda a dar transparência e eficiência a um setor que combina impacto ambiental e geração de renda, e que ainda tem espaço para se profissionalizar no Paraná.
Fonte: Grupo Sygecom e GPS Resíduos (assessoria Dozemais). Dados de reciclagem: SNIS (2024).



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