Quem apoia quem na corrida pelo Palácio do Planalto
- Marcos Paulo Assis, editor — com apoio de IA
- há 56 minutos
- 2 min de leitura
Lideranças paranaenses começam a se posicionar para 2026 enquanto Lula, Flávio Bolsonaro e a chamada terceira via disputam espaço nos bastidores nacionais

Embora a campanha presidencial de 2026 ainda esteja distante do calendário oficial, os movimentos políticos já aceleraram em Brasília e também no Paraná. O Estado, tradicionalmente influente nas eleições nacionais, volta a ocupar posição estratégica na construção dos palanques presidenciais.
O cenário ainda está em formação, mas algumas tendências já podem ser observadas.
O campo governista
No Paraná, as principais lideranças ligadas ao Partido dos Trabalhadores permanecem alinhadas ao projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ministra Gleisi Hoffmann continua sendo a principal articuladora do campo lulista no Estado. Nos bastidores, o objetivo é ampliar alianças e fortalecer um palanque competitivo em território historicamente mais favorável ao centro-direita.
O campo bolsonarista
O principal núcleo conservador do Paraná acompanha com atenção a movimentação do senador Flávio Bolsonaro, que recebeu o apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro para liderar o projeto presidencial do PL em 2026.
Entre parlamentares e lideranças da direita paranaense, a tendência observada é de aproximação ao projeto bolsonarista, embora ainda existam disputas internas sobre a melhor estratégia eleitoral para o Estado.
O grupo de Ratinho Junior
O governador Ratinho Junior chegou a ser apontado como um possível nome presidencial do PSD, mas recuou para concentrar esforços na sucessão estadual. A decisão aumentou as especulações sobre qual candidato presidencial receberá seu apoio formal.
Hoje, analistas políticos observam três possibilidades para o grupo governista paranaense:
Apoio ao projeto nacional do PSD;
Composição com setores de centro-direita;
Neutralidade estratégica no primeiro turno para priorizar a eleição estadual.
Até o momento, não há anúncio oficial sobre qual caminho será seguido.
Moro continua como peça importante
O senador Sergio Moro permanece como um dos personagens mais influentes da política paranaense.
A aproximação entre Moro e setores do PL alterou parte do cenário político estadual e nacional. Nos bastidores, seu posicionamento pode influenciar diretamente a configuração dos palanques presidenciais no Paraná.
Eduardo Pimentel observa o cenário
Enquanto os grupos estaduais discutem alianças para 2026, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, mantém foco na gestão municipal.
Nos bastidores, porém, sua influência política cresce dentro da capital e da Região Metropolitana. O desempenho administrativo da Prefeitura poderá transformá-lo em um importante ativo eleitoral para qualquer composição apoiada pelo grupo governista estadual.
O que dizem os bastidores
A leitura predominante entre observadores políticos é que o Paraná poderá ter um dos palanques mais disputados do país em 2026.
De um lado, o grupo ligado ao presidente Lula busca ampliar espaço em um Estado tradicionalmente resistente ao PT.
Do outro, lideranças conservadoras tentam consolidar uma frente competitiva capaz de manter a hegemonia da direita no eleitorado paranaense.
Entre esses polos, permanecem as articulações de centro e centro-direita, que ainda buscam espaço próprio no debate nacional.
O que acompanhar nas próximas semanas
Definição dos palanques presidenciais no Paraná;
Movimentos de Ratinho Junior após a desistência da pré-candidatura presidencial;
Posicionamento de Sergio Moro no cenário nacional;
Estratégia do PT para ampliar presença no Estado;
Consolidação das alianças da direita paranaense;
Participação de prefeitos e lideranças regionais na construção das chapas.