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Queimaduras por águas-vivas: saiba como realizar os primeiros socorros corretamente

  • Foto do escritor: Editor Paranashop
    Editor Paranashop
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Os principais sintomas após o contato são linhas avermelhadas muito dolorosas na pele, além de irritação e coceira intensa


Queimadura causada por água-viva na pele
Foto: CBMPR

Com o verão e o aumento da frequência nas praias, crescem também os imprevistos e acidentes com animais aquáticos, entre eles as águas-vivas, caravelas, ouriços-do-mar e alguns peixes venenosos, como os bagres.


Esses animais são peçonhentos e produzem um veneno que é introduzido no organismo através dos seus tentáculos, que pode afetar a área de contato e inclusive entrar na corrente sanguínea.Segundo Lauren Morais, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Paraná (SBD-PR), a orientação correta no momento do acidente é essencial para evitar complicações.


“É importante que os banhistas fiquem atentos às sinalizações e às orientações dos salva-vidas. Em dias com maior presença de águas-vivas, o ideal é evitar o mergulho. Assim que houver o contato, o importante é lavar o local com a própria água do mar ou aplicar vinagre. O uso de roupas de proteção, como camisetas de lycra, também ajuda a reduzir o risco de contato com os tentáculos”, ressaltou.


A maior presença de águas-vivas ocorre no verão, pois as temperaturas mais altas do mar favorecem a reprodução e o surgimento desses animais na costa. 

Nas praias do litoral do Paraná, os postos de guarda-vidas funcionam diariamente das 08h às 19h. Em caso de emergência, ligar para o 193.


Principais sintomas

Os principais sintomas após o contato com águas-vivas e caravelas são linhas avermelhadas muito dolorosas na pele, além de irritação e desconforto local, que podem durar de 30 minutos a 24h. A gravidade depende da extensão da área comprometida. 


De acordo com Lauren, apesar de raro, pode acontecer um choque anafilático com o veneno da água-viva, e a pessoa pode ter falta de ar e taquicardia. “Nesses casos, é preciso procurar imediatamente o hospital”, ressaltou.


Outros sintomas são olhos e boca inchados e coceira intensa. “Quando o paciente apresenta esses sintomas fora do local de inoculação da água-viva, é indicado o uso de corticoides e outras medicações para interromper essas reações exageradas”, completou a presidente da SBD-PR.


Para quem vai à praia com as crianças, os cuidados devem ser redobrados. A orientação é que os pais e responsáveis não deixem que os pequenos toquem nem brinquem com animais aquáticos, mesmo que já estejam mortos, pois algumas espécies venenosas mantêm o veneno ativo mesmo depois de mortas.


O que fazer em caso de queimadura

Se houver contato com água-viva, a primeira orientação é manter a calma e sair da água com cuidado. “Não esfregue a pele. O atrito espalha a toxina e piora a dor”, explica.


As recomendações corretas são:

  • Ao sofrer queimadura, a orientação é sair imediatamente da água e procurar um posto de guarda-vidas, onde há vinagre disponível para aplicar no local afetado.

  • Lavar o local com água do mar para retirar restos de tentáculos;

  • Fazer compressa de água fria do mar, que tem um efeito analgésico;

  • Evitar o sol, já que ele pode piorar o ferimento e até mesmo fazer aparecerem bolhas;

  • Procurar atendimento médico se a dor for intensa, se houver reação alérgica ou se a queimadura atingir grande área do corpo.


O que NÃO fazer

Muitas medidas populares são prejudiciais e aumentam o efeito da toxina. A presidente da SBD-PR orienta:

  • Não usar água doce. O pH da água doce potencializa a penetração do veneno e piora a queimadura. A remoção dos tentáculos que ficam na pele deve ser realizada com luva ou pinça, nunca com a mão.

  • Não passar produtos caseiros no ferimento;

  • Não usar álcool nem esfregar a região do ferimento;

  • Não urinar no local da ferida.


Com informações: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Dermatologia


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