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Pele seca, cansaço e garganta irritada podem ser sinais do corpo no inverno

  • Foto do escritor: Editor Paranashop
    Editor Paranashop
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Farmacêutica lista os principais avisos de que o organismo dá no inverno, e explica como driblar cada um deles com cuidados simples

 


Com a chegada do inverno e a queda expressiva das temperaturas na região, profissionais da saúde reforçam um alerta: sintomas que muitas vezes são tratados como "normais" neste período podem ser, na verdade, sinais de que o corpo está pedindo mais atenção.

 

Segundo a farmacêutica e gestora de serviços clínicos da Rede Vale Verde Jessica Bazana, o organismo passa por uma série de adaptações no período mais seco e frio do ano, e reconhecer esses sinais precocemente é o primeiro passo para evitar desconfortos maiores.

 

"O inverno traz mudanças reais na fisiologia do corpo. A queda da umidade do ar, a exposição ao vento frio e até a redução da luz solar interferem diretamente na pele, no sono e nas vias respiratórias. O problema é que muita gente ignora esses avisos até que o desconforto se torne mais sério", explica.

 

Pele seca é o sintoma mais comum da estação

Entre os sinais mais frequentes está o ressecamento da pele, provocado pela combinação de vento frio e banhos muito quentes, que retiram a barreira natural de proteção cutânea e deixam a pele esbranquiçada, descamando ou com coceira. A recomendação é evitar banhos longos e excessivamente quentes e aplicar o hidratante corporal ainda no banheiro, logo após o banho, quando o vapor favorece a absorção do produto.

 

Não por acaso, esse tem sido o reflexo mais visível no comportamento de consumo. De acordo com Jessica Bazana, num comparativo entre os três meses de calor – janeiro, fevereiro e março – com os meses mais frios – maio, junho e julho – a rede registrou aumento de mais de 25% nas vendas de hidratantes corporais e produtos voltados aos cuidados de inverno, considerando a média de vendas/ dia. "As pessoas estão mais atentas aos cuidados com a pele e buscando orientação sobre qual produto é mais indicado para cada tipo de necessidade", afirma a farmacêutica.

 

Cansaço, lábios rachados e mãos ressecadas também merecem atenção

Outro sintoma recorrente da estação é o cansaço e a indisposição fora do comum. Isso porque a menor exposição à luz solar durante os dias mais curtos altera a produção de melatonina e vitamina D no organismo, favorecendo a sensação de preguiça e fadiga. Manter uma rotina de sono regular e aproveitar os períodos de sol da manhã para caminhadas ao ar livre são medidas simples que ajudam a driblar o desânimo típico da estação.

 

Já os lábios e as mãos, por serem as áreas mais expostas ao vento gelado, costumam apresentar rachaduras e fissuras que causam dor e desconforto. Jessica Bazana orienta abandonar o hábito de umedecer os lábios com saliva — que, por ser ácida, piora o ressecamento — e substituí-lo por protetores à base de manteiga de cacau, karité ou pomadas regeneradoras. Para as mãos, a recomendação é manter um creme específico sempre à mão e aplicá-lo após cada lavagem.

 

Tosse persistente e desidratação

O ar seco típico do inverno, somado à maior concentração de poluentes, também irrita as vias aéreas e facilita a entrada de vírus e bactérias — o que explica a tosse ou garganta irritada que insiste em não passar. Segundo a farmacêutica, a hidratação é a principal aliada nesses casos.

 

"Mesmo sem sentir tanta sede quanto no verão, é fundamental continuar bebendo água. Chás quentes ajudam a acalmar a mucosa da garganta, e umidificadores de ar em ambientes fechados evitam o ressecamento das vias respiratórias", orienta.

 

A especialista chama atenção para o que classifica como "desidratação invisível". Como o corpo transpira menos no frio, o mecanismo de sede é naturalmente reduzido — mas a perda de líquidos pela respiração e pela urina continua acontecendo, o que pode causar dores de cabeça e intestino preso.

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