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Newton, a gota e a Vida Espiritual

  • Foto do escritor: Da Redação com Assessoria
    Da Redação com Assessoria
  • 15 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Paiva Netto

No

Correio Braziliense,

de 10 de fevereiro de 1987, recordei máxima do grande cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro dr.

Oswaldo Cruz

(1872-1917), que

Alziro Zarur

(1914-1979), saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, muito citava e nos serve de permanente incentivo também na área do ensino:

“Não esmorecer para não desmerecer”.

Eis aí. Simplesmente se trata da educação de superior qualidade, não apenas no campo do intelecto como também naquilo que somos em substância:

Espírito

. Alguém pode redarguir que a Ciência não provou ainda a realidade da Vida após a morte. No entanto, devemos cogitar sobre o fato de que a gloriosa Ciência, sem a qual não mais conseguiríamos subsistir, é, em termos modernos, muito novinha neste orbe para que alguns dos seus esforçados defensores a entronizem como detentora de toda a Verdade. Ora, seria puro dogmatismo! Portanto, tudo, menos Ciência. Muito resta a ser investigado.

Sir
Isaac Newton

(1643-1727), que não precisa de apresentação, ponderava:

“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”.

Diante da admoestação do sábio enunciador da Lei da Gravidade, que foi um corajoso decifrador do Apocalipse, sou levado a refletir quanto à Vida Espiritual, ainda mais tendo em vista o que aquele inglês notável humildemente concluiu:

“A mim mesmo pareço ser apenas um menino que brinca à beira da praia, ora a achar uma pedra mais polida ou uma concha mais formosa, enquanto o grande oceano da Verdade se estende, ignoto, diante de mim”.

A Ciência não é um dogma. Razão pela qual o dever de pensar e o comportamento científico imparcial perante a Verdade são atributos do autêntico cientista.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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