Natura está entre os melhores empregadores do mundo em 2026
Empresa brasileira ocupa a 342ª posição no ranking da Forbes, que reúne 900 companhias de 52 países e inclui outras dez organizações do Brasil.

A Natura está entre as empresas reconhecidas internacionalmente como bons lugares para trabalhar em 2026. A fabricante brasileira de cosméticos ocupa a 342ª posição no ranking World’s Best Employers, elaborado pela revista Forbes em parceria com a consultoria Statista. O Brasil aparece com 11 companhias na lista, liderada mundialmente pela Microsoft, e a Natura ocupa o quinto lugar entre as representantes brasileiras.
O resultado chama a atenção para uma questão que ultrapassa o universo dos recursos humanos: a capacidade de atrair e manter profissionais tornou-se um componente relevante da competitividade empresarial. Remuneração, oportunidades de crescimento, qualidade da liderança e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal influenciam tanto a experiência dos funcionários quanto a reputação das organizações no mercado.
Como a Natura chegou ao ranking mundial
A edição de 2026 do World’s Best Employers avaliou empresas com base em uma pesquisa independente que reuniu mais de 300 mil trabalhadores de mais de 50 países. Ao todo, 900 companhias foram selecionadas para a classificação final, entre organizações de diferentes setores e com atuação internacional significativa.
Segundo a metodologia divulgada pela Forbes, os participantes avaliaram a disposição de recomendar seus empregadores a familiares e amigos, além de aspectos como remuneração, possibilidades de promoção, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e reputação corporativa. Também puderam avaliar empresas nas quais trabalharam nos dois anos anteriores ou sobre as quais tinham conhecimento por meio de sua experiência profissional e de pessoas próximas.
A pontuação considera avaliações diretas dos funcionários e percepções externas sobre as organizações. Os dados mais recentes e as opiniões dos trabalhadores atuais recebem maior peso, conforme a descrição metodológica publicada pela Forbes.
A classificação, entretanto, precisa ser interpretada dentro de seus limites. Estar entre os selecionados não significa que todos os funcionários tenham experiências igualmente positivas nem comprova, por si só, a qualidade de cada política interna. O ranking retrata percepções reunidas segundo critérios específicos, sem substituir uma investigação individual sobre salários, condições de trabalho, diversidade, oportunidades e relações entre equipes.
As 11 empresas brasileiras selecionadas
A Petrobras foi a companhia brasileira mais bem colocada, na 74ª posição mundial. Embraer e Gerdau aparecem na sequência, seguidas pela Vale. A Natura ocupa o quinto lugar entre as empresas do país, à frente de organizações dos setores financeiro, industrial e de tecnologia.
Confira a classificação brasileira na edição de 2026:
Posição mundial | Empresa |
74ª | Petrobras |
132ª | Embraer |
274ª | Gerdau |
278ª | Vale |
342ª | Natura |
409ª | Banco do Brasil |
428ª | Nubank |
576ª | Votorantim |
626ª | Bradesco |
635ª | Braskem |
775ª | Suzano |
Fonte: Forbes Brasil, ranking World’s Best Employers 2026.
A presença de empresas tão diferentes indica que a disputa por profissionais não está concentrada em um único segmento. Indústrias, bancos, companhias de tecnologia e organizações ligadas à produção de matérias-primas dependem de equipes qualificadas, embora enfrentem realidades operacionais e necessidades de contratação distintas.
No cenário internacional, a Microsoft lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo, seguida pela Delta Air Lines e pela Shopify. A classificação global também inclui empresas como Nvidia, Apple e Alphabet, controladora do Google, entre as dez primeiras colocadas.
Reputação corporativa vai além da publicidade
A Natura construiu sua identidade de marca associada à cosmética, à biodiversidade e a compromissos socioambientais. Esses elementos fazem parte de seu posicionamento institucional e contribuem para a maneira como a empresa se apresenta a consumidores, parceiros e profissionais interessados em trabalhar na organização.
O reconhecimento no ranking mundial acrescenta visibilidade à marca empregadora, mas não deve ser confundido com uma avaliação completa de sua atuação socioambiental ou de todas as práticas de gestão. São dimensões relacionadas, porém diferentes, e cada uma exige indicadores próprios.
Na prática, a reputação de uma empresa pode pesar na escolha entre duas oportunidades profissionais com salários semelhantes. Um candidato pode considerar a possibilidade de aprender novas competências, construir uma carreira, ter acesso a benefícios e trabalhar em um ambiente no qual a liderança ofereça orientação e reconhecimento. A identificação com os valores divulgados pela organização também pode influenciar essa decisão.
A experiência cotidiana, contudo, é decisiva para confirmar as expectativas criadas pela marca. Uma empresa pode comunicar compromissos de sustentabilidade e valorização das pessoas, mas a confiança dos funcionários depende de como essas propostas se refletem na distribuição de tarefas, na comunicação interna, nas oportunidades de promoção e no tratamento recebido pelas equipes.
Para a Natura, o resultado de 2026 representa um reconhecimento dentro de uma pesquisa internacional de percepção. Não permite concluir que todos os desafios relacionados ao ambiente profissional estejam resolvidos, mas coloca a companhia entre as organizações que obtiveram pontuação suficiente para integrar a seleção.
O que o reconhecimento revela sobre o futuro do trabalho
O debate sobre qualidade do emprego ganhou relevância diante das dificuldades enfrentadas por muitas organizações para manter equipes engajadas. O relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, citado pela Forbes, aponta que apenas 20% dos trabalhadores pesquisados em mais de 140 países se declararam engajados no trabalho, enquanto 40% relataram sentir estresse significativo diariamente.
Os indicadores são globais e não descrevem especificamente a realidade da Natura ou das empresas brasileiras incluídas no ranking. Ainda assim, ajudam a dimensionar um desafio para empregadores de diferentes portes: oferecer condições para que os profissionais realizem suas atividades com perspectivas de desenvolvimento e sem que a rotina se torne permanentemente insustentável.
A qualidade da gestão também tem consequências econômicas. Quando funcionários deixam uma organização, a empresa pode precisar investir novamente em recrutamento, seleção e treinamento. A saída de profissionais experientes ainda pode comprometer a continuidade de projetos e sobrecarregar quem permanece, especialmente em funções que exigem conhecimento técnico ou relacionamento prolongado com clientes.
Pequenas e médias empresas enfrentam uma disputa semelhante, mesmo sem dispor dos recursos de grandes multinacionais. Salários e benefícios competitivos continuam importantes, mas comunicação transparente, critérios claros de promoção, respeito aos horários e oportunidades de aprendizado também podem contribuir para a retenção de talentos.
O reconhecimento da Natura, portanto, oferece um ponto de partida para discutir a relação entre reputação, gestão de pessoas e desempenho empresarial. A posição no ranking é um indicador de percepção, não uma resposta definitiva sobre a qualidade do emprego. O desafio permanente está em transformar o reconhecimento público em experiências profissionais consistentes, capazes de sustentar a confiança de quem escolhe trabalhar na companhia.
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Edição: Marcos Paulo Assis
Esta reportagem foi produzida com apoio de ferramentas de inteligência artificial, com apuração complementar, revisão, checagem e edição humana, seguindo os padrões editoriais do Paranashop.

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