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Menopausa muda mais que o metabolismo: o que acontece no corpo da mulher nessa fase

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    Editor Paranashop
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Queda hormonal altera composição corporal, massa muscular, sono e disposição; especialista defende cuidado integrado e alerta contra promessas de “reverter” o envelhecimento.



A menopausa representa uma importante transição biológica na vida da mulher e provoca mudanças que vão muito além dos sintomas tradicionalmente associados a essa fase. A redução dos níveis de estradiol interfere em diferentes tecidos do organismo, alterando a composição corporal, a distribuição de gordura, a massa muscular, o sono, o humor e a disposição.


Segundo Fabiana Aparecida de Souza Vieira, mestre em Qualidade Ambiental, especialista em Estética Biomédica e presidente da Comissão de Estética do CRBM5, a queda hormonal favorece uma redistribuição da gordura corporal, com maior concentração na região visceral-abdominal, além de contribuir para a perda de massa muscular. Essas alterações podem aumentar riscos metabólicos, como resistência à insulina e dislipidemias.


“Embora haja relação entre a diminuição hormonal e alterações no metabolismo, não se trata exclusivamente de um fenômeno de ‘lentidão’ orgânica. O processo envolve modificações estruturais na composição corporal e na regulação energética.”


As mudanças também podem afetar diretamente a qualidade de vida. A redução do estrogênio e alterações relacionadas aos neurotransmissores podem contribuir para irritabilidade, oscilações de humor e insônia. Além disso, os sintomas vasomotores, como os fogachos, podem prejudicar o sono e, consequentemente, a disposição cotidiana.


Cuidar não é tentar “reverter” o envelhecimento


Com o aumento da procura por tratamentos hormonais e procedimentos estéticos durante a menopausa, Fabiana chama a atenção para a necessidade de diferenciar o cuidado individualizado de promessas incompatíveis com as evidências científicas.


“A promessa de ‘reversão do envelhecimento’ é cientificamente infundada e eticamente controversa.”


De acordo com a especialista, o envelhecimento é um processo biológico natural e não pode ser completamente revertido por hormônios ou procedimentos estéticos. O problema surge quando expectativas irreais levam ao uso excessivo de suplementos, hormônios ou intervenções sem respaldo científico, aumentando os riscos à saúde.


Estratégias de cuidado


A proposta, portanto, é olhar para a menopausa não como uma doença ou algo que precise ser “apagado”, mas como uma fase que exige novas estratégias de cuidado. Entre as medidas destacadas por Fabiana está o treinamento de força, importante para preservar a massa muscular, contribuir para a saúde óssea e auxiliar na regulação metabólica.


Sono adequado, controle do estresse e acompanhamento profissional também fazem parte desse cuidado. A terapia de reposição hormonal, quando indicada, pode auxiliar no controle de sintomas vasomotores e na saúde óssea, mas não tem como objetivo reverter o envelhecimento.


Para a especialista, uma abordagem multidisciplinar é fundamental, envolvendo profissionais de diferentes áreas de acordo com as necessidades de cada paciente. “A atuação de uma equipe multidisciplinar é indispensável”, destaca, ressaltando a importância da comunicação entre os profissionais responsáveis pelo acompanhamento da mulher.


Para Fabiana, a menopausa deve ser encarada como uma nova etapa, e não como o fim da vitalidade: “não se trata de tentar ser quem você era aos vinte anos, mas de conquistar a melhor versão da mulher que você é hoje, com a liberdade, a consciência e o poder que só a maturidade pode proporcionar”.


Fonte: Fabiana Aparecida de Souza Vieira, especialista em Estética Biomédica e presidente da Comissão de Estética do CRBM5.

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