Melhores lojas de roupas masculinas em Curitiba em 2026
- Marcos Paulo Assis
- há 1 hora
- 5 min de leitura
Hering, Aramis, Reserva e marcas de alfaiataria disputam o consumidor curitibano; preço, qualidade e versatilidade pesam na escolha.

Encontrar uma boa loja de roupas masculinas em Curitiba ficou menos relacionado à procura pela marca mais famosa e mais ligado à combinação entre preço, qualidade, caimento e utilidade. Em uma cidade onde o guarda-roupa precisa acompanhar dias frios, mudanças bruscas de temperatura, ambiente profissional e momentos de lazer, a compra de uma peça passou a exigir uma conta simples: quanto ela custa e quanto realmente será usada.
A pesquisa realizada pelo Paranashop em 30 de agosto de 2026 encontrou um mercado bastante diversificado na capital. Grandes redes como Hering convivem com marcas de posicionamento premium, como Aramis e Reserva, além de empresas especializadas em alfaiataria e moda social masculina.
Não existe, entretanto, um ranking público confiável que permita afirmar qual é a marca masculina mais vendida especificamente em Curitiba. Os dados disponíveis são nacionais ou referentes às próprias empresas. Por isso, a análise considera presença no mercado curitibano, variedade, faixa de preços, proposta de produto e relação entre qualidade e valor.
O cenário nacional ajuda a explicar a disputa. Segundo dados do IEMI divulgados em agosto, o varejo brasileiro de moda masculina — incluindo vestuário e calçados — deve comercializar cerca de 153 milhões de peças e pares no mês, movimentando R$ 6,6 bilhões. A previsão representa crescimento de 2,55% em volume e 6,10% em faturamento sobre agosto de 2025.
Hering lidera quando o preço pesa mais
Básicos continuam sendo a porta de entrada
Para o consumidor que precisa renovar o guarda-roupa sem comprometer uma parcela grande do orçamento, a Hering aparece como uma das opções mais competitivas encontradas na pesquisa.
A marca trabalha com uma extensa linha de básicos e oferece diferentes níveis de produto. Uma camiseta masculina slim de algodão aparece no site por R$ 59,99, enquanto modelos Super Cotton de 100% algodão estão na faixa de R$ 89,99. Em promoções, alguns desses produtos chegam a valores inferiores a R$ 50.
A diferença de materiais também mostra por que simplesmente comparar etiquetas pode levar a uma conclusão equivocada. A linha Super Cotton, por exemplo, utiliza malha mais encorpada, com gramatura de 210 g/m² em determinado modelo, enquanto a camiseta básica tradicional utiliza uma construção mais simples.
Para quem procura camisetas para uso frequente, polos, peças casuais e itens que possam ser combinados sem muita preocupação, essa amplitude favorece o custo-benefício.
O consumidor também encontra alternativas intermediárias dentro da própria marca. A camiseta masculina de algodão peruano, por exemplo, aparece por R$ 139,99, mostrando que a Hering não atua apenas na faixa de entrada.
Aramis aposta em qualidade e imagem
O preço sobe, mas a proposta também muda
A Aramis ocupa uma faixa diferente do mercado. A marca trabalha com moda masculina contemporânea e reúne desde peças básicas até produtos desenvolvidos com tecidos e construções mais sofisticadas.
Na consulta realizada em 30 de agosto, a categoria de camisetas masculinas apresentava mais de 350 produtos. A camiseta básica Comfort+ aparecia por R$ 199,90, enquanto modelos com materiais diferenciados chegavam a R$ 599,90. Havia também produtos em promoção, como uma camiseta Henley Pima Performing de R$ 439,90 por R$ 299,90.
A diferença de preço em relação à Hering não deve ser interpretada automaticamente como diferença equivalente de qualidade. O consumidor está pagando também por posicionamento de marca, design, acabamento, matéria-prima, modelagem e experiência de compra.
Por isso, a Aramis faz mais sentido para quem pretende comprar menos peças e escolher produtos que possam circular entre ambientes casuais, profissionais e sociais.
Reserva e a força do estilo
Para quem não quer apenas uma roupa básica
A Reserva ocupa outra posição na escolha do consumidor masculino. Seu apelo está fortemente associado ao estilo, identidade visual e moda casual contemporânea.
Em Curitiba, a marca mantém presença no Shopping Mueller, que também reúne outras operações voltadas ao público masculino e mantém a Reserva entre suas lojas.
A escolha da Reserva tende a ser menos orientada exclusivamente pelo menor preço. O consumidor que entra na loja normalmente procura uma peça que tenha personalidade própria, seja pela modelagem, estampa, acabamento ou proposta visual.
Esse perfil é particularmente relevante para homens que já possuem um guarda-roupa básico e estão procurando atualizar a aparência sem necessariamente migrar para a alfaiataria tradicional.
Alfaiataria ainda tem espaço em Curitiba
Homem S/A amplia presença na capital
A moda masculina curitibana não se resume às camisetas e ao casual. Existe uma parcela importante de consumidores que procura camisas, calças sociais, blazers, ternos e peças capazes de atender compromissos profissionais.
A chegada de novas operações mostra que esse segmento continua atraindo investimentos. Em maio de 2026, a Homem S/A inaugurou sua segunda loja em Curitiba, no Shopping Curitiba. A unidade passou a ser a 16ª da rede, que trabalha com um portfólio do casual ao social e tem origem ligada à tradição de alfaiataria masculina.
A presença de marcas desse perfil é particularmente significativa em uma cidade com forte atividade empresarial e grande concentração de profissionais que ainda precisam de roupas formais para reuniões, eventos, cerimônias e trabalho.
Para esse consumidor, o melhor negócio pode não estar na camiseta mais barata, mas em uma camisa que tenha bom corte, uma calça versátil e um blazer capaz de produzir diferentes combinações.
Como escolher sem pagar mais do que precisa
O custo por uso é mais importante que a etiqueta
Imagine dois homens comprando camisetas. Um paga R$ 60 por uma peça que utiliza poucas vezes porque o caimento não agrada. Outro desembolsa R$ 180 em uma camiseta que veste melhor e usa semanalmente durante meses. Olhando apenas a etiqueta, a primeira parece a compra econômica. Considerando o uso real, a conclusão pode mudar.
Esse raciocínio vale para praticamente todo o guarda-roupa masculino. Uma boa calça jeans pode acompanhar dezenas de combinações. Uma camisa branca pode funcionar no escritório, em um jantar ou sob um blazer. Uma jaqueta adequada ao inverno curitibano pode ser mais útil do que várias peças compradas apenas porque estavam em promoção.
O momento atual do varejo favorece ainda mais a pesquisa de preços. Agosto é um mês de transição no calendário da moda: as lojas liquidam parte do inverno ao mesmo tempo em que apresentam produtos da primavera-verão. O IEMI aponta justamente essa combinação de liquidações e lançamentos como uma característica do período.
Para quem busca menor desembolso, a Hering apresenta uma das relações mais interessantes entre variedade e preço. Para quem aceita gastar mais por acabamento, materiais e posicionamento, a Aramis entra em uma faixa superior. A Reserva atende melhor quem coloca estilo e identidade visual entre as prioridades, enquanto Homem S/A e outras casas de alfaiataria ganham relevância quando a necessidade é roupa social.
A melhor loja, portanto, depende menos de uma classificação absoluta e mais do objetivo da compra.
Para renovar o básico, o consumidor pode começar pela Hering. Para elevar a qualidade de algumas peças-chave, pode pesquisar Aramis e Reserva. Para trabalho formal e ocasiões especiais, vale visitar lojas especializadas em alfaiataria e comparar tecido, corte e ajustes antes de decidir.
Curitiba oferece uma vantagem nesse sentido: a concentração de diferentes marcas em shopping centers permite comparar propostas e preços em uma mesma saída. O Shopping Curitiba, por exemplo, reúne diversas operações e mantém horário de funcionamento das lojas das 10h às 22h de segunda a sábado.
No fim, a pergunta mais útil talvez não seja “qual é a melhor loja de roupas masculinas de Curitiba?”, mas “qual loja resolve melhor o que eu preciso comprar hoje?”. Para alguns consumidores, a resposta estará em uma camiseta de R$ 60. Para outros, em uma camisa de R$ 200 ou em um blazer de valor mais elevado. O verdadeiro custo-benefício aparece quando preço, qualidade, frequência de uso e estilo conseguem caber na mesma escolha.
Edição: Marcos Paulo Assis📧 marcos@paranashop.com.br
Esta reportagem foi produzida com apoio de ferramentas de inteligência artificial, com apuração complementar, revisão, checagem e edição humana, seguindo os padrões editoriais do Paranashop.


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