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A ascensão das lavanderias compartilhadas nos novos condomínios

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  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Otimização de espaço, economia e mudança no perfil dos moradores impulsionam modelo que transforma área de serviço em espaço coletivo 


Com o valor do metro quadrado em alta, cada centímetro dentro do apartamento tornou-se um cálculo estratégico. Nos lançamentos imobiliários, especialmente em unidades compactas, um cômodo tradicional está sendo redesenhado: a área de serviço está migrando da planta privativa para as áreas comuns do condomínio. 


A tendência, que otimiza o espaço interno para ampliar salas e cozinhas, ganha força com as lavanderias compartilhadas, área equipada com máquinas profissionais de lavar e secar de uso coletivo. O pagamento pode ser por ciclo (pay-per-use), com fichas, ou custo incluso na taxa de condomínio.


Mais do que uma simples substituição, o modelo representa uma repaginação do conceito. Em apartamentos médios, a área de serviço não sumiu, mas se tornou mais discreta e eficiente. Já nos compactos, passa a desaparecer da unidade. A mudança otimiza a rotina e elimina a necessidade de cada morador adquirir e manter seus próprios eletrodomésticos e produtos para lavagem, liberando recursos financeiros.


"Esse modelo tem a ver com a mudança de perfil dos moradores. Muitas pessoas moram sozinhas ou em casais sem filhos, e a necessidade de uma área de serviço ampla diminuiu", explica Pedro Forte Rauli, diretor de Novos Negócios e Comercial da Construtora Rottas. Ele destaca vantagens da lavanderia compartilhada: "economia de espaço nos apartamentos, acesso a equipamentos modernos, redução de custos de energia e água nas unidades e no condomínio".


A Rottas já incorporou o conceito em pelo menos três empreendimentos: o Door 7710, em Curitiba (PR), entregue em 2025, Barra Home Resort e Barra Soul Home Resort & Spa, ambos em Itapoá (SC) e em construção. 


Ambos oferecem tipologias variadas e projetos com ventilação permanente ou dutos de exaustão específicos para o ambiente da lavanderia coletiva. A gestão do espaço é definida pelo condomínio, podendo ser feita via aplicativo, sistema de reservas manual ou terceirizada para empresas especializadas.


Economia e conveniência 

A adesão ao modelo é impulsionada por argumentos econômicos e de praticidade. Para quem não tem tempo, o serviço oferece mais horas livres. Para quem controla os gastos, a economia é tangível. 


Segundo dados da Omo Lavanderia Compartilhada, que equipa os empreendimentos da Rottas, enquanto um ciclo completo de lavagem e secagem no sistema convencional (em casa) custa cerca de R$ 12,64, no compartilhado o valor cai para aproximadamente R$ 3,74 (elétrico) ou R$ 3,52 (a gás). A conta considera reduções em água, energia e produtos de limpeza.


Ainda, segundo a Omo, a economia no consumo de água e energia chega a 65% em 75 minutos de processo completo (lavagem e secagem), na comparação com a lavagem em casa. Um ciclo normal, em máquinas caseiras e individuais (lava e seca), pode ultrapassar os 270 minutos.


A Omo já soma mais de 2.500 unidades próprias de lavanderias compartilhadas em condomínios. Uma das tendências é o aumento da procura pela instalação de máquinas específicas para lavagem de roupas e acessórios de pets. Além da economia, o modelo das lavanderias compartilhadas resolve uma dor comum em apartamentos: a dificuldade de secagem das roupas. Além disso, a facilidade é especialmente eficiente para peças maiores, como colchas e edredons. 


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