Julho Amarelo alerta para hepatites virais após mais de 12 mil casos de hepatites B e C no Paraná
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O Julho Amarelo chama atenção para as hepatites virais, doenças que podem permanecer anos sem sintomas e, quando diagnosticadas tardiamente, provocar complicações como cirrose e câncer de fígado.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná citados pela Associação Paranaense de Hepatologia, entre 2019 e 2025 foram registrados 7.288 casos de hepatite B e 5.069 casos de hepatite C no Estado, totalizando mais de 12 mil diagnósticos dessas duas formas da doença.
No mesmo período, também foram confirmados 846 casos de hepatite A e 608 óbitos relacionados às hepatites virais. A campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da vacinação, da prevenção e dos exames de rotina.
Doença pode ser silenciosa
A médica hepatologista Cláudia Ivantes, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Associação Paranaense de Hepatologia, alerta que as hepatites virais nem sempre apresentam sintomas específicos. Muitas pessoas acreditam estar apenas com uma virose ou mal-estar passageiro e não procuram atendimento.
Nas hepatites B e C, o cenário pode ser ainda mais preocupante. O paciente pode permanecer anos sem qualquer manifestação clínica enquanto a inflamação continua provocando lesões no fígado. Em casos de diagnóstico tardio, já podem existir fibrose avançada, cirrose ou câncer hepático.
O que são hepatites virais
As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes vírus. As formas mais frequentes são as hepatites A, B e C, cada uma com características próprias de transmissão e evolução. A hepatite A está associada principalmente à água, alimentos contaminados e contato fecal-oral. Já as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado e, no caso da hepatite B, também por relações sexuais desprotegidas.
Prevenção e diagnóstico precoce
Especialistas reforçam que a vacinação, o acompanhamento médico e a realização de exames de rotina são medidas fundamentais para reduzir riscos. Pessoas que receberam transfusão de sangue antes da implantação dos testes obrigatórios, usuários ou ex-usuários de drogas, profissionais expostos a material biológico, pessoas com múltiplos parceiros sexuais e quem realizou tatuagens ou procedimentos invasivos sem condições adequadas de biossegurança devem conversar com um médico sobre a necessidade de testagem.
A medicina avançou no tratamento dessas doenças. A hepatite C apresenta índices de cura superiores a 95% com medicamentos oferecidos pelo SUS, enquanto a hepatite B conta com tratamento eficaz para controlar a infecção. Mas os benefícios dependem do diagnóstico em tempo adequado.
Serviço
Campanha: Julho Amarelo Tema: hepatites virais Fonte: Associação Paranaense de Hepatologia Alerta: diagnóstico precoce, vacinação, prevenção e exames de rotina Assessoria: Giselle Ulbrich – Comunicore