top of page

Julho Amarelo alerta para hepatites virais após mais de 12 mil casos de hepatites B e C no Paraná

  • há 36 minutos
  • 2 min de leitura

O Julho Amarelo chama atenção para as hepatites virais, doenças que podem permanecer anos sem sintomas e, quando diagnosticadas tardiamente, provocar complicações como cirrose e câncer de fígado.


Em muitos casos, hepatites não apresentam sintomas e demandam que o paciente realize sempre exames de rotina para checagem. (Foto ilustrativa gerada por IA)
Em muitos casos, hepatites não apresentam sintomas e demandam que o paciente realize sempre exames de rotina para checagem. (Foto ilustrativa gerada por IA)

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná citados pela Associação Paranaense de Hepatologia, entre 2019 e 2025 foram registrados 7.288 casos de hepatite B e 5.069 casos de hepatite C no Estado, totalizando mais de 12 mil diagnósticos dessas duas formas da doença.


No mesmo período, também foram confirmados 846 casos de hepatite A e 608 óbitos relacionados às hepatites virais. A campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da vacinação, da prevenção e dos exames de rotina.


Doença pode ser silenciosa


A médica hepatologista Cláudia Ivantes, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Associação Paranaense de Hepatologia, alerta que as hepatites virais nem sempre apresentam sintomas específicos. Muitas pessoas acreditam estar apenas com uma virose ou mal-estar passageiro e não procuram atendimento.


Nas hepatites B e C, o cenário pode ser ainda mais preocupante. O paciente pode permanecer anos sem qualquer manifestação clínica enquanto a inflamação continua provocando lesões no fígado. Em casos de diagnóstico tardio, já podem existir fibrose avançada, cirrose ou câncer hepático.


O que são hepatites virais


As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes vírus. As formas mais frequentes são as hepatites A, B e C, cada uma com características próprias de transmissão e evolução. A hepatite A está associada principalmente à água, alimentos contaminados e contato fecal-oral. Já as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado e, no caso da hepatite B, também por relações sexuais desprotegidas.


Prevenção e diagnóstico precoce


Especialistas reforçam que a vacinação, o acompanhamento médico e a realização de exames de rotina são medidas fundamentais para reduzir riscos. Pessoas que receberam transfusão de sangue antes da implantação dos testes obrigatórios, usuários ou ex-usuários de drogas, profissionais expostos a material biológico, pessoas com múltiplos parceiros sexuais e quem realizou tatuagens ou procedimentos invasivos sem condições adequadas de biossegurança devem conversar com um médico sobre a necessidade de testagem.


A medicina avançou no tratamento dessas doenças. A hepatite C apresenta índices de cura superiores a 95% com medicamentos oferecidos pelo SUS, enquanto a hepatite B conta com tratamento eficaz para controlar a infecção. Mas os benefícios dependem do diagnóstico em tempo adequado.


Serviço


Campanha: Julho Amarelo Tema: hepatites virais Fonte: Associação Paranaense de Hepatologia Alerta: diagnóstico precoce, vacinação, prevenção e exames de rotina Assessoria: Giselle Ulbrich – Comunicore

bottom of page