Fios enterrados em Curitiba: entenda o projeto da Prefeitura
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Curitiba voltou a discutir a implantação de fiação subterrânea para redes de energia elétrica e telecomunicações. A proposta, apresentada pela Prefeitura, prevê o enterramento de cabos no anel central da capital, em uma iniciativa que busca modernizar a infraestrutura urbana, reduzir riscos e melhorar a paisagem da cidade.

O tema ganhou força em um período de maior atenção a eventos climáticos extremos, como temporais, ventos fortes e queda de árvores, situações que podem afetar redes aéreas de energia e comunicação.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, a implantação de fiação subterrânea tem como objetivo reduzir riscos de acidentes, incêndios e furtos, proteger a rede contra eventos climáticos, além de requalificar a paisagem urbana e melhorar a acessibilidade.
O que são fios enterrados?
A fiação subterrânea é um modelo em que cabos de energia, telefonia, internet e outros serviços deixam de passar pelos postes e passam a ser instalados em estruturas abaixo do solo.
Na prática, isso pode reduzir a quantidade de fios aparentes nas ruas, diminuir interferências na paisagem urbana e proteger parte da infraestrutura contra quedas de árvores, ventos fortes e outros impactos externos.
Por que Curitiba discute esse projeto?
A Prefeitura informou que pretende implantar o projeto no anel central da cidade. A ideia é enfrentar um problema comum nas grandes cidades: o excesso de cabos sobrepostos nos postes, muitas vezes misturando redes de energia, telefonia, internet e outros serviços.
Além da questão visual, a fiação aérea também pode gerar riscos em situações de tempestade, queda de galhos, colisões de veículos com postes, incêndios e rompimento de cabos.
Em 2025, a Prefeitura já havia informado que discutia com BNDES e Copel planos de enterramento do cabeamento na cidade, com benefícios como modernização da infraestrutura urbana, melhoria na distribuição de energia e telecomunicações, redução de riscos de acidentes, menor possibilidade de furtos de cabos e melhora estética da cidade.
O que pode mudar para moradores e comerciantes?
Se implantado, o projeto pode trazer mudanças visíveis em áreas comerciais e de grande circulação. Entre os possíveis impactos estão ruas com menos fios aparentes, calçadas mais organizadas, redução de obstáculos urbanos e maior proteção da rede em períodos de chuva e vento.
Para comerciantes, a mudança também pode melhorar a aparência de fachadas e áreas de circulação. Para pedestres, o benefício pode aparecer na acessibilidade e na reorganização do espaço urbano.
No entanto, obras desse tipo costumam exigir planejamento, intervenções em vias e calçadas, integração entre concessionárias, empresas de telecomunicações e poder público, além de estudos técnicos e financeiros.
Por que não enterrar todos os fios de uma vez?
Apesar dos benefícios, a implantação de redes subterrâneas é considerada complexa. O processo envolve obras civis, dutos, caixas de passagem, compatibilização de redes, manutenção futura e custos elevados.
Por isso, projetos desse tipo geralmente começam por áreas específicas, como centros urbanos, vias requalificadas, regiões turísticas ou corredores comerciais.
Em Curitiba, a discussão atual está concentrada no anel central, o que indica uma possível implantação por etapas.
Curitiba já tem exemplos de fiação subterrânea?
Sim. A própria Prefeitura já informou que Curitiba possui projetos implantados, como na Rua Voluntários da Pátria, no Centro, onde os cabos de energia passaram a ser subterrâneos em uma obra de revitalização urbana ligada ao programa Rosto da Cidade.
Esse tipo de intervenção costuma ser associado a projetos de requalificação urbana, com melhoria de calçadas, paisagismo, acessibilidade, iluminação e organização visual.
O que ainda precisa acontecer?
Antes de uma implantação em larga escala, o projeto precisa avançar em estudos técnicos, definição de modelo de contratação, viabilidade econômica, participação das concessionárias e planejamento das obras.
A Prefeitura já vinha discutindo o assunto com o BNDES, Copel e órgãos municipais. Em novembro de 2025, o município informou que o contrato para estudos de uma parceria público-privada voltada ao enterramento de fios deveria seguir o padrão de outros projetos estruturados com apoio técnico.
A proposta ainda exige acompanhamento, porque envolve impacto urbano, custo, cronograma, definição das áreas atendidas e responsabilidades entre poder público, concessionárias e empresas privadas.
Por que o assunto importa?
O enterramento de fios está ligado a temas como segurança, modernização, acessibilidade, paisagem urbana e resiliência da cidade diante de eventos climáticos.
Em um cenário de temporais mais frequentes, ventos fortes e maior dependência de energia e internet, a discussão sobre redes subterrâneas ganha importância para moradores, comerciantes, empresas e gestores públicos.
A medida não elimina todos os riscos, mas pode tornar parte da infraestrutura urbana menos exposta a quedas de árvores, vandalismo, furtos e danos causados por eventos externos.
Com informações da Prefeitura de Curitiba e da Copel.



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