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Exaltar a face cordial da Economia

  • Foto do escritor: Da Redação com Assessoria
    Da Redação com Assessoria
  • 14 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

Paiva Netto

Há algo errado com a economia vigente. Ao lado de sua face 

racional

, tem de se dispor a 

cordial

, isto é, 

a inteligência do coração

. Em oportunidade não muito distante — esperamos que assim seja —, os corifeus do capitalismo, que sempre se destacaram pelo espírito “pragmático”, irão perceber que a mundialização derrubará todas as espécies de barreiras que lhes serviam de anteparo. Não mais haverá oceanos que separem continentes. Se os corruptos já se aproveitam disso — e não é de hoje —, que os homens de bem possam 

globalizar

, com maior rapidez, 

o Amor Fraterno

, valendo-se do grande privilégio do regime democrático, que é a liberdade com alto sentido de dever. Portanto, jamais se esqueçam de que a Democracia é o regime da responsabilidade, como a Economia também o é, de forma que venha a existir o equilíbrio no mundo. A força não é solução, nem no curto prazo, muito menos para sempre (...). Jesus, na Boa Nova, segundo Lucas, 16:8, lamentou que “

(...) os filhos do Evangelho são menos perspicazes que os filhos do mundo”.
“Quousque tandem?” 

*

 —

 continuaria perguntando 

Cícero 

(106-43 a.C.) ao criminoso 

Catilina 

(108-62 a.C.). Sim, até quando os filhos da Luz serão menos audazes?

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
— www.boavontade.com
*
Nota de Paiva Netto
Frase de Cícero 

(106-43 a.C.) — Marcus Tullius Cícero foi um orador e político romano. Ficou famoso o seu eloquente repúdio a Catilina — Lucius Sergius Catilina (108-62 a.C.) —, quando este teve a audácia de comparecer ao Senado Romano depois de descoberta a sua conspiração contra a República: 

“Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?”

 (Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?). Cícero publicou, além de tratados de retórica, obras de Filosofia.    

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