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El Niño ganha força e NOAA aponta mais de 90% de chance de evento muito forte

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    Editor Paranashop
  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

O El Niño está ganhando força no Oceano Pacífico e as projeções mais recentes aumentaram o nível de atenção para os próximos meses. Em atualização publicada em 13 de agosto, o Climate Prediction Center, da NOAA, informou que há mais de 90% de chance de o episódio atingir intensidade muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/2027, período que corresponde à primavera e ao verão no Brasil.



A atualização representa um avanço em relação às projeções divulgadas anteriormente. Em julho, o índice Niño 3.4 — uma das principais referências para o monitoramento do fenômeno — ficou em +1,4°C. A NOAA também registrou anomalias superiores a +2°C no Pacífico Equatorial oriental.


Evento pode entrar entre os mais fortes da série histórica


Segundo a NOAA, existe 69% de chance de que, entre outubro e dezembro de 2026, o episódio alcance um patamar histórico, superando a força de eventos anteriores observados desde 1950 segundo o indicador utilizado pelo órgão. Mesmo em cenários de El Niño muito forte, porém, os impactos típicos não acontecem de forma automática em todas as regiões.


No Brasil, o Painel El Niño 2026-2027, elaborado por INMET, INPE, CEMADEN, ANA, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e CENSIPAM, já havia confirmado a configuração do fenômeno em junho. O boletim mais recente indica manutenção e intensificação ao longo do segundo semestre, com alta probabilidade de intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão.


Sul tende a ter mais chuva


Para o trimestre agosto-setembro-outubro de 2026, os órgãos oficiais brasileiros indicam, de forma geral, maior probabilidade de chuvas acima da média em áreas da Região Sul e volumes abaixo da média no centro-norte do país.


Esse padrão exige atenção especial no Sul. Até o início de agosto, 171 municípios do Rio Grande do Sul haviam sido afetados pelas chuvas, com mais de 84 mil pessoas impactadas, segundo a Defesa Civil Nacional. Foram registrados danos em residências, escolas, unidades de saúde, infraestrutura urbana e rede elétrica.


O Instituto ClimaInfo, que passou a publicar um boletim semanal sobre o fenômeno, destaca que o Sul costuma estar entre as primeiras áreas do Brasil a sentir os efeitos associados ao El Niño, especialmente com a aproximação da primavera.


Centro-norte pode enfrentar seca e maior risco de fogo


Enquanto o Sul tende a receber mais chuva, as projeções oficiais indicam precipitação abaixo da média em boa parte do centro-norte do país. A combinação de temperaturas elevadas e redução das chuvas pode aumentar o risco de seca, baixa umidade e incêndios florestais, sobretudo em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.


Em junho, o INPE registrou 5.209 focos de fogo ativo no Brasil. O número ficou 27% abaixo da média histórica para o mês e 14% abaixo do registrado em junho de 2025. Apesar do resultado mais baixo naquele mês, o avanço da estação seca e a intensificação do El Niño mantêm o risco de piora do cenário nos próximos meses.



Fenômeno deve permanecer ativo até 2027


Os centros de monitoramento apontam alta confiança na permanência do El Niño até o início de 2027. A intensidade final e os efeitos em cada região ainda dependem da evolução do oceano e da atmosfera, por isso os boletins são atualizados periodicamente.

Para Paraná e demais estados do Sul, a recomendação é acompanhar os alertas meteorológicos oficiais e as atualizações de órgãos como Simepar, INMET e Defesa Civil, especialmente durante episódios de chuva forte, temporais e rajadas de vento.


Com informações do Instituto ClimaInfo, NOAA, INMET, INPE, CEMADEN e Defesa Civil Nacional.

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