Curitiba enfrenta epidemia de gripes, resfriados e Covid no frio intenso
- Marcos Paulo Assis, Editor
- há 9 horas
- 3 min de leitura
Temperaturas baixas, ambientes fechados e ar seco aumentam circulação de vírus respiratórios; especialistas alertam para sinais de gravidade e cuidados para fortalecer o corpo

Curitiba vive mais uma temporada marcada pelo avanço de gripes, resfriados e casos de Covid-19. Com madrugadas geladas, pouca exposição ao sol e mudanças bruscas de temperatura, hospitais, UPAs e farmácias registram aumento na procura por atendimento e medicamentos para sintomas respiratórios.
O frio típico da capital paranaense cria um ambiente favorável para a circulação de vírus. As pessoas passam mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão de doenças respiratórias.
Além disso, a baixa incidência solar durante o inverno pode afetar os níveis de vitamina D, importante para o funcionamento do sistema imunológico.
Por que Curitiba sofre tanto com gripes no frio?
O clima úmido e gelado da cidade ajuda a prolongar a sobrevivência de vírus no ambiente. Outro fator importante é o choque térmico: muitas pessoas saem de ambientes aquecidos para ruas frias diversas vezes ao dia.
Especialistas também apontam que o ar seco irrita nariz, garganta e pulmões, deixando o organismo mais vulnerável a infecções.
Entre os sintomas mais comuns registrados neste período estão:
febre;
dor no corpo;
congestão nasal;
tosse;
dor de garganta;
fadiga intensa;
calafrios;
falta de ar em casos mais graves.
Qual a diferença entre resfriado, gripe e Covid-19?
Embora os sintomas possam parecer parecidos, existem diferenças importantes.
Resfriado
O resfriado costuma ser mais leve e gradual. Normalmente provoca:
coriza;
espirros;
irritação na garganta;
mal-estar moderado.
A febre é rara ou baixa.
Gripe
A gripe, geralmente causada pelo vírus influenza, costuma derrubar mais o paciente. Os sintomas aparecem rapidamente:
febre alta;
dores musculares intensas;
cansaço forte;
tosse;
dor de cabeça.
Em idosos e pessoas com doenças crônicas, a gripe pode evoluir para pneumonia.
Covid-19
A Covid-19 ainda circula e pode variar bastante de intensidade. Além dos sintomas respiratórios, muitos pacientes relatam:
perda de olfato e paladar;
fadiga prolongada;
dores no peito;
falta de ar;
sintomas gastrointestinais.
Em alguns casos, a Covid pode parecer apenas um resfriado leve, dificultando a identificação sem testes.
O que fazer para esquentar o corpo e fortalecer a imunidade?
Durante os períodos mais frios, médicos recomendam medidas simples que ajudam o organismo a reagir melhor.
Entre as principais orientações estão:
manter hidratação mesmo sem sentir sede;
consumir sopas, caldos e bebidas quentes;
evitar excesso de álcool;
dormir bem;
tomar sol sempre que possível;
manter vacinação atualizada;
evitar locais fechados sem ventilação;
higienizar as mãos com frequência.
Alimentos quentes ganham destaque no inverno curitibano. Sopas de legumes, caldos com proteínas, chás e pratos ricos em vitaminas ajudam no conforto térmico e no fortalecimento do organismo.
Quando procurar ajuda médica?
Muitas pessoas insistem em tratar sintomas graves apenas com automedicação. O problema é que algumas infecções podem evoluir rapidamente.
Os principais sinais de alerta incluem:
falta de ar;
febre persistente;
dor no peito;
dificuldade para respirar;
lábios arroxeados;
confusão mental;
queda de saturação;
desidratação intensa.
Idosos, crianças pequenas, gestantes e pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares precisam de atenção redobrada.
Onde buscar socorro em Curitiba?
Em casos leves, unidades básicas de saúde podem orientar e encaminhar exames.
Situações mais graves devem procurar:
UPAs 24 horas;
hospitais públicos e privados;
pronto-atendimentos;
Samu em emergências graves pelo telefone 192.
Farmácias também registram alta procura por testes rápidos de Covid e influenza durante o inverno.
O inverno curitibano muda a rotina da cidade
Com temperaturas próximas de zero em alguns bairros da Região Metropolitana, Curitiba revive cenas típicas do inverno: filas em farmácias, aumento do consumo de sopas e cafés, crescimento nas vendas de roupas térmicas e maior movimento em clínicas médicas.
Especialistas alertam que o frio não deve ser tratado apenas como desconforto climático. Para grupos vulneráveis, uma gripe aparentemente simples pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias sérias.
A combinação entre prevenção, vacinação e atenção aos sintomas continua sendo a principal defesa contra a epidemia sazonal que toma conta da capital paranaense todos os anos.
Fontes
Ministério da Saúde; Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Sociedade Brasileira de Infectologia; Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba; especialistas em infectologia e pneumologia.