Cinco doenças que mais afetam os cães no frio e como proteger seu pet
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Especialista alerta para problemas respiratórios, articulares, dermatites, verminoses e infestações por pulgas e carrapatos durante o inverno

As baixas temperaturas do inverno podem representar um desafio importante para a saúde dos cães. Além do desconforto causado pelo frio, algumas doenças e condições tendem a surgir ou se agravar nessa época do ano.
Segundo Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, o clima frio pode comprometer a imunidade dos animais, facilitar o aparecimento de quadros respiratórios e agravar problemas no sistema osteoarticular.
A especialista também chama atenção para um erro comum entre os tutores: acreditar que pulgas e carrapatos deixam de representar risco durante o inverno.
“Além dos problemas respiratórios e articulares, notamos que, no inverno, há uma falsa sensação de segurança em relação aos parasitas, pois muitos responsáveis ainda acreditam que pulgas e carrapatos só se proliferam no verão. Esse é um mito perigoso. Os parasitas não hibernam, e manter a proteção preventiva do pet durante todos os meses do ano é fundamental”, explica.
1. Tosse dos Canis
Também conhecida como gripe canina ou traqueobronquite infecciosa, a Tosse dos Canis é altamente contagiosa e costuma provocar uma tosse seca e persistente.
Durante os dias frios, os cães tendem a permanecer por mais tempo em ambientes fechados e, quando há grande concentração de animais, aumenta a possibilidade de transmissão.
Creches, hotéis, condomínios e outros locais com circulação frequente de cães merecem atenção especial.
2. Doenças articulares
Animais idosos ou com predisposição a problemas articulares, como a osteoartrite, podem apresentar maior desconforto durante períodos de baixa temperatura.
Entre os fatores associados estão o aumento da rigidez muscular, alterações no líquido sinovial e a redução da atividade física.
O tutor deve observar sinais como dificuldade para levantar, redução da disposição para caminhar, rigidez nos movimentos ou resistência para subir escadas e acessar locais mais altos.
3. Dermatites
Os cuidados com a pele também precisam ser redobrados durante o inverno.
Banhos com água excessivamente quente podem remover parte da proteção natural da pele do animal. Outro problema é a secagem inadequada dos pelos, especialmente em dias frios e úmidos.
Essas situações podem favorecer ressecamento, coceira e irritações.
Após o banho, é importante garantir que o animal esteja completamente seco antes de voltar a circular por ambientes mais frios.
4. Verminoses
O frio não elimina o risco de verminoses.
Ovos e larvas de vermes conseguem sobreviver no ambiente mesmo durante períodos de temperaturas mais baixas, mantendo o risco de infecção para cães que passeiam em áreas externas.
Por isso, o acompanhamento veterinário e os protocolos de prevenção devem ser mantidos durante todo o ano.
5. Pulgas e carrapatos
Outro mito comum é acreditar que pulgas e carrapatos desaparecem no inverno.
Esses parasitas continuam ativos e podem encontrar dentro das residências condições favoráveis para sobreviver, especialmente em locais mais quentes e protegidos.
Eles também podem ser levados para dentro de casa por meio de roupas e sapatos, mantendo o risco de infestação para os animais.
A proteção antiparasitária, portanto, não deve ser interrompida com a chegada do frio.
Vacinação e prevenção ajudam a proteger os cães
Com o aumento de problemas respiratórios durante períodos de baixa temperatura, a vacinação ganha ainda mais importância.
Mariana Silva destaca que doenças como a gripe canina podem se espalhar rapidamente em locais com alta concentração de animais.
“A gripe canina pode se espalhar rapidamente, especialmente em creches, hotéis e condomínios com alta concentração de animais. Neste inverno de 2026, nossa principal recomendação é que o responsável converse com o seu veterinário de confiança”, orienta.
Além da vacinação, a especialista reforça a importância de manter o controle antiparasitário durante todos os meses do ano.
“Além de manter o cuidado antiparasitário em dia, fundamental para conter infestações por pulgas e carrapatos, a vacinação contra a doença é, sem dúvida, uma grande aliada para frear a evolução a quadros mais graves, como a pneumonia, por exemplo”, finaliza.



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