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Ibovespa hoje: bolsa acumula alta de 6,34% na semana e fecha aos 204 mil pontos antes do IPCA

há 7 horas
5 min de leitura

Principal índice da B3 fecha a quarta-feira (7) aos 204.302 pontos, com duas quedas seguidas depois do salto de 7,70% na segunda (5); dólar acumula baixa de 3,86% na semana. IPCA de setembro sai na sexta (9), e a bolsa não abre na segunda-feira (12)

Touro de bronze, símbolo do mercado em alta, diante de painel com gráfico de cotações da bolsa brasileira

O Ibovespa hoje, quinta-feira (8), abre o pregão com alta acumulada de 6,34% na semana. O principal índice da bolsa de valores brasileira fechou a quarta-feira (7) aos 204.302,33 pontos, em queda de 0,74%, a segunda baixa seguida depois do avanço de 7,70% registrado na segunda-feira (5), primeiro pregão após o primeiro turno das eleições.


O dólar à vista encerrou a quarta-feira cotado a R$ 5,0156, com alta de 0,83% no dia. Na semana, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 3,86% frente ao real, depois de ter fechado a terça-feira (6) abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio.


Até sexta-feira (9), o principal evento da agenda é o IPCA de setembro, que o IBGE divulga às 9h. A semana seguinte começa mais curta: na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, não há negociação na B3.


Os índices na semana


Indicador

Fechamento (7/10)

No dia

Na semana

Ibovespa

204.302,33 pontos

-0,74%

+6,34%

Dólar comercial

R$ 5,0156

+0,83%

-3,86%

Dow Jones

51.179,87 pontos

-0,66%

+0,01%

S&P 500

7.801,77 pontos

-0,22%

+1,02%

Nasdaq

27.538,69 pontos

-0,22%

+1,28%


Fechamento e variação na quarta-feira (7) e no acumulado da semana, de segunda (5) a quarta (7), em relação ao fechamento de sexta-feira (2). Dólar: cotação à vista.


Ibovespa hoje: como a bolsa andou de segunda a quarta


A semana começou com a maior alta diária do índice em mais de seis anos. Na segunda-feira (5), o Ibovespa subiu 7,70%, fechou aos 206.911,89 pontos e chegou a tocar 209.605,70 pontos durante o dia, o maior nível já registrado. O giro financeiro foi de R$ 103,3 bilhões. O movimento veio na reação dos investidores ao resultado do primeiro turno: de acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Presidência da República será decidida em segundo turno, em 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Naquele pregão, as maiores altas ficaram com Magazine Luiza (MGLU3), que avançou 24,18%, Cosan (CSAN3), com 23,79%, e a própria B3 (B3SA3), com 22,63%. Entre as poucas baixas apareceu a Klabin (KLBN11), fabricante de papel e celulose com suas maiores fábricas no Paraná, que recuou 0,86%, atrás de Suzano (SUZB3), com queda de 5,39%, e Embraer (EMBJ3), com 3,31%.


Na terça-feira (6), parte dos ganhos foi devolvida. O Ibovespa caiu 0,52%, para 205.835,29 pontos, em um dia de realização de lucros. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 6,42%, e a Petrobras (PETR4) recuou 2,78%. A Minerva (BEEF3) teve a maior alta do dia, de 7,40%.


Na quarta-feira (7), o índice voltou a cair e oscilou entre 204.176,12 e 206.877,47 pontos, com volume de R$ 56,8 bilhões. Pesaram o exterior negativo, as ações da Vale (VALE3), que perderam 2,30%, e os grandes bancos: Bradesco (BBDC4) caiu 3,68% e Itaú (ITUB4), 2,66%. A Natura (NATU3) teve a maior queda, de 9,03%. Na ponta positiva ficaram Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 5,09%, e GPA (PCAR3), com 4,15%; a Petrobras (PETR4) subiu 0,95%.


Em Nova York, o dia também foi de baixa. O Dow Jones recuou 0,66%, aos 51.179,87 pontos, e o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,22% cada, para 7.801,77 e 27.538,69 pontos, depois de os dois últimos terem renovado recordes de fechamento na terça-feira. A ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, indicou que a maioria dos dirigentes vê espaço para mais um aumento de juros até o fim do ano, segundo analistas citados pela CNN Brasil, e os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos atingiram o maior nível desde 2002.


Dólar e juros


O câmbio teve o movimento mais forte na segunda-feira (5), quando o dólar caiu 4,12% e terminou o dia perto de R$ 5,00. Na terça (6), a moeda recuou mais 0,55%, para R$ 4,97. A alta de quarta-feira (7) acompanhou o fortalecimento do dólar frente a outras moedas de países emergentes e interrompeu a sequência.


Os juros futuros recuaram com força no início da semana e tiveram ajustes pequenos na quarta-feira: a taxa do contrato de DI para janeiro de 2027 fechou a 13,44% ao ano e a do vencimento em janeiro de 2029, a 12,43%. No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent terminou a quarta-feira a US$ 100,20, em meio a tensões no Oriente Médio.


O que já saiu da agenda


Boletim Focus (segunda, 5): segundo o Banco Central, a projeção do mercado para o IPCA de 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, e a do PIB caiu de 1,86% para 1,85%. As estimativas para a Selic no fim do ano (13,50%) e para o dólar (R$ 5,20) não mudaram. O levantamento foi feito antes da reação dos mercados ao resultado das urnas.


Balança comercial (terça, 6): o país registrou superávit de US$ 7,741 bilhões em setembro, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).


IGP-DI (quarta, 7): o índice calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 1,50% em setembro, pressionado por commodities agrícolas e energia.


Ata do Fed (quarta, 7): o documento da reunião de setembro, na qual os juros dos Estados Unidos foram elevados em 0,25 ponto percentual, mostrou que os dirigentes enxergam riscos de alta para a inflação.


O que falta até sexta


Quinta-feira (8): o IBGE divulga, às 9h, a Pesquisa Industrial Mensal Regional de agosto, com o desempenho da indústria por estado, incluindo o Paraná. Nos Estados Unidos, saem às 9h30 os pedidos semanais de seguro-desemprego.


Sexta-feira (9): o IPCA de setembro é divulgado às 9h. As projeções citadas pelo InfoMoney apontam alta mensal de 0,75%, segundo o Bradesco, e de 0,79%, segundo o Itaú; nesse intervalo, a inflação acumulada em 12 meses passaria de 4,2% para cerca de 4,5%. No mesmo dia saem a primeira prévia do IGP-M de outubro, da FGV, e a confiança do consumidor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.


Segunda-feira (12): feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Não há pregão na B3, e os negócios são retomados na terça-feira (13).


O calendário eleitoral segue no radar dos investidores até o segundo turno, em 25 de outubro. As projeções semanais do mercado ficam na página do Relatório Focus, do Banco Central, e o resultado da inflação, no portal do IBGE.




Fontes: B3, Banco Central, IBGE, FGV, Secex, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), InfoMoney, CNN Brasil, Forbes Brasil/Reuters e Finance News. Índices de Nova York: CNN Brasil e TheStreet.


Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

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