Ibovespa na semana sobe 4,71% e fecha aos 192 mil pontos; veja a agenda da bolsa
Principal índice da B3 avança 4,71% em cinco pregões e encerra a sexta-feira (2) aos 192.114 pontos, maior nível desde abril; dólar sobe 0,65% no período. Resultado do primeiro turno, IPCA de setembro e ata do Fed concentram as atenções a partir desta segunda (5)

O Ibovespa na semana passada acumulou alta de 4,71% e fechou a sexta-feira (2) aos 192.114,55 pontos, no maior patamar desde abril. Só no último pregão antes do primeiro turno das eleições, o principal índice da bolsa de valores brasileira subiu 2,63%, um ganho de 4.917 pontos, com giro financeiro de R$ 42,9 bilhões.
O dólar comercial terminou a sexta-feira cotado a R$ 5,217, em leve queda de 0,13% no dia, mas com valorização de 0,65% na semana. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana ainda recua 4,95% frente ao real.
A semana que começa nesta segunda-feira (5) tem como pano de fundo a reação dos investidores ao resultado das urnas e, na agenda de indicadores, o IPCA de setembro, que o IBGE divulga na sexta-feira (9), e a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, na quarta-feira (7).
Os índices na semana
Indicador | Fechamento (2/10) | No dia | Na semana |
Ibovespa | 192.114,55 pontos | +2,63% | +4,71% |
Dólar comercial | R$ 5,217 | -0,13% | +0,65% |
Dow Jones | 51.176,96 pontos | +0,49% | -1,3% |
S&P 500 | 7.722,72 pontos | +0,74% | -0,3% |
Nasdaq | 27.190,86 pontos | +1,19% | +0,5% |
Fechamento e variações na sexta-feira (2) e no acumulado da semana de 28 de setembro a 2 de outubro.
Como foi a semana na bolsa
A semana começou em tom de cautela: na segunda-feira (28), o índice fechou em leve queda, pressionado pelo exterior e pelas ações de bancos. Na terça (29), voltou a subir depois de quatro baixas seguidas, mesmo com o recuo de cerca de 2% dos papéis da Vale.
O movimento ganhou força na quarta-feira (30), quando o Ibovespa avançou 1,37%, aos 186.340,46 pontos. Com isso, setembro terminou com alta de 5,03%, o melhor mês desde janeiro, e o terceiro trimestre, com ganho de 8,32%. O impulso veio dos Estados Unidos: o PCE, índice de inflação acompanhado de perto pelo Fed, subiu 0,3% em agosto, abaixo do 0,4% esperado, o que reduziu as apostas em novo aumento de juros no país em outubro.
Na sexta-feira (2), o pregão foi marcado por forte oscilação — o índice variou entre a mínima de 186.144 pontos e a máxima de 192.118 pontos — e por ajustes de posição às vésperas da votação. Pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do dia e a queda dos juros futuros também influenciaram os negócios.
No exterior, o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) mostrou a criação de 29 mil vagas, bem abaixo das 90 mil esperadas, o que reforçou a leitura de que o Fed pode manter os juros na próxima reunião. As bolsas de Nova York fecharam em alta: o Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 ganhou 0,74% e o Nasdaq avançou 1,19%.
No noticiário doméstico, o IBGE informou queda de 0,6% na produção industrial, e a Petrobras anunciou nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas. As ações da estatal (PETR4) subiram 2,81% na sexta-feira e as da Vale (VALE3), 2,56%. Entre os grandes bancos, Bradesco (BBDC4) avançou 3,34%, Banco do Brasil (BBAS3), 3,04%, e Itaú (ITUB4), 1,54%.
Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana
A Hapvida liderou os ganhos do índice no período, seguida por empresas ligadas ao consumo e à educação, setores mais sensíveis à trajetória dos juros. As maiores altas da semana foram:
Hapvida (HAPV3): +24,60%
Vamos (VAMO3): +22,48%
Azzas 2154 (AZZA3): +19,29%
Cogna (COGN3): +14,62%
Magazine Luiza (MGLU3): +12,57%
Na ponta negativa, as maiores baixas do Ibovespa na semana foram:
Santander Brasil (SANB11): -5,58%
Minerva (BEEF3): -5,13%
Embraer (EMBJ3): -3,22%
Dólar e juros
O câmbio teve uma semana de idas e vindas. O dólar subiu para a casa de R$ 5,22 na segunda-feira (28), recuou a R$ 5,172 na quarta (30) — fechando setembro com variação de -0,15% — e voltou a ganhar terreno até a sexta-feira, quando encerrou a R$ 5,217. No último pregão, a moeda perdeu força no exterior após o payroll fraco, mas a cautela pré-eleitoral limitou a queda por aqui.
No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de DI recuaram na sexta-feira: o vencimento em janeiro de 2027 fechou a 13,51% ao ano e o de janeiro de 2029, a 13,69%.
O quadro fiscal seguiu no radar. Dados divulgados na semana mostraram que a dívida bruta do governo chegou a 82,9% do PIB em agosto e que as estatais federais acumularam déficit de R$ 6,5 bilhões no ano até aquele mês. No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent fechou a sexta-feira a US$ 102,25.
Eleições: bolsa reage ao resultado do primeiro turno
O primeiro pregão da semana é também o primeiro depois da votação de domingo (4). De acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno, em 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL), o mais votado, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reação a esse resultado deve orientar a abertura da bolsa, do dólar e dos juros nesta segunda-feira, e o calendário eleitoral segue no radar dos investidores até o segundo turno.
Agenda da semana: o que acompanhar
Segunda-feira (5): o Banco Central divulga o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação, juros, PIB e câmbio. Saem também os índices de atividade (PMI) de setembro no Brasil, na zona do euro e nos Estados Unidos, além do ISM de serviços norte-americano.
Terça-feira (6): balança comercial brasileira de setembro, às 15h, e balança comercial dos Estados Unidos referente a agosto.
Quarta-feira (7): IGP-DI de setembro, da FGV; dados de produção e venda de veículos da Anfavea; fluxo cambial semanal do Banco Central; e, às 15h, a ata da última reunião do Fomc, o comitê de política monetária do Fed.
Quinta-feira (8): Pesquisa Industrial Mensal Regional do IBGE, com os números de agosto por estado, incluindo o Paraná; e pedidos semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos.
Sexta-feira (9): o IBGE divulga, às 9h, o IPCA de setembro, principal indicador da semana. As projeções citadas pelo mercado apontam alta mensal de 0,75%, segundo o Bradesco, e de 0,79%, segundo o Itaú; confirmado esse intervalo, a inflação acumulada em 12 meses passaria de 4,2% para cerca de 4,5%. No mesmo dia saem a primeira prévia do IGP-M de outubro e a confiança do consumidor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Não há feriado com fechamento da B3 nesta semana. Na China, os mercados ficam fechados até quarta-feira (7) pelo feriado do Dia Nacional. Na segunda-feira seguinte, 12 de outubro, é feriado nacional no Brasil.
As projeções semanais do mercado ficam disponíveis na página do Relatório Focus, do Banco Central, e o resultado da inflação, no portal do IBGE.
Fontes: B3, Banco Central, IBGE, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), InfoMoney, CNN Brasil, Money Times e Associated Press.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.




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