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Até quando teremos El Niño? Fenômeno pode persistir até o outono de 2027

Foto do escritor: Editor Paranashop
Editor Paranashop
há 18 horas
5 min de leitura

El Niño deve ganhar força até o final de 2026, alcançar o pico entre novembro e janeiro e continuar influenciando o clima durante os primeiros meses de 2027.



O El Niño ainda está longe de terminar. As projeções climáticas mais recentes indicam que o fenômeno deverá permanecer ativo durante a primavera e o verão de 2026/2027, com possibilidade de continuar até o outono do próximo ano.


A atualização do Centro de Previsão Climática da NOAA, divulgada em setembro, prevê a permanência do El Niño até o trimestre de março a maio de 2027. A possibilidade de transição para condições climáticas neutras aumenta somente entre abril e junho.


Isso significa que o fenômeno poderá continuar influenciando as chuvas e as temperaturas no Paraná durante os próximos meses, embora os efeitos não ocorram da mesma maneira ou com a mesma intensidade em todas as regiões.


Quando o El Niño deverá terminar?


Não existe uma data exata para o encerramento do El Niño. Os órgãos meteorológicos trabalham com períodos trimestrais e probabilidades que são atualizadas conforme o comportamento do Oceano Pacífico e da atmosfera.


A projeção da NOAA apresenta o seguinte cenário:


  • Setembro a novembro de 2026: mais de 90% de possibilidade de El Niño muito forte.

  • Outubro a dezembro de 2026: 75% de possibilidade de evento histórico.

  • Novembro de 2026 a janeiro de 2027: período provável de maior intensidade.

  • Dezembro de 2026 a fevereiro de 2027: El Niño deve continuar ativo.

  • Março a maio de 2027: o fenômeno ainda poderá permanecer.

  • Abril a junho de 2027: 55% de possibilidade de retorno à neutralidade.


Dessa forma, a resposta mais segura é que o El Niño deve continuar ativo pelo menos até o final do verão e poderá avançar pelo outono de 2027.


A previsão ainda pode mudar. Quanto mais distante o período analisado, maior é a margem de incerteza dos modelos climáticos.


El Niño pode atingir intensidade histórica


A NOAA aponta mais de 90% de probabilidade de que o episódio alcance intensidade muito forte entre a primavera e o verão.


Para o trimestre de outubro a dezembro de 2026, existe uma possibilidade de 75% de o fenômeno superar a intensidade dos demais eventos registrados desde 1950, considerando o índice utilizado pelo órgão norte-americano.


O aquecimento das águas do Pacífico Equatorial deve continuar durante os próximos meses. O pico do fenômeno é esperado entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.


A Organização Meteorológica Mundial também estima probabilidade próxima de 100% de permanência do El Niño até fevereiro de 2027. A entidade ressalta, porém, que a intensidade do fenômeno não determina automaticamente a gravidade dos efeitos em cada país ou região.


O que caracteriza o fim do fenômeno?


O El Niño não termina imediatamente quando a temperatura do Oceano Pacífico começa a cair.


Para classificar as fases do fenômeno, os meteorologistas acompanham a temperatura das águas superficiais e profundas, a circulação dos ventos, a pressão atmosférica, a formação de nuvens e a distribuição das chuvas sobre o Pacífico.


A NOAA considera condições de El Niño quando o índice de referência permanece pelo menos 0,5°C acima do padrão e a atmosfera apresenta sinais compatíveis com esse aquecimento.


O retorno à neutralidade ocorre quando essas anomalias diminuem e deixam de sustentar o acoplamento entre oceano e atmosfera.


Por essa razão, a confirmação do encerramento depende de várias medições consecutivas e não apenas de uma queda isolada na temperatura do mar.


Efeitos podem continuar após o enfraquecimento


Mesmo quando o Oceano Pacífico começar a retornar à neutralidade, alguns efeitos do El Niño poderão continuar sendo percebidos por determinado período.


A atmosfera demora a responder completamente às mudanças do oceano. Além disso, outros fatores climáticos, como a temperatura dos oceanos Atlântico e Índico, as frentes frias e os sistemas de baixa pressão, podem reforçar ou enfraquecer os impactos regionais.


Portanto, a possível transição para a neutralidade entre abril e junho de 2027 não significa uma mudança imediata do tempo em todas as regiões brasileiras.


Também não é possível afirmar, neste momento, qual fenômeno virá depois. Uma fase neutra pode durar vários meses, enquanto uma futura La Niña dependerá da evolução das temperaturas do Pacífico e de novas projeções.


Como o El Niño afeta o Paraná?


No Paraná, o El Niño costuma favorecer maior frequência de chuva, especialmente quando combinado com frentes frias, sistemas de baixa pressão e corredores de umidade.


Segundo o Simepar, o estado poderá registrar períodos com chuva acima da média até o verão de 2026/2027. Os volumes podem se concentrar em poucos dias, elevando o risco de:


  • Temporais severos;

  • Chuva volumosa em curto período;

  • Granizo e descargas elétricas;

  • Rajadas fortes de vento;

  • Enxurradas e alagamentos;

  • Cheias repentinas de rios;

  • Saturação do solo e deslizamentos.


Os maiores desvios de chuva são esperados principalmente nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste. No entanto, todas as regiões paranaenses poderão enfrentar episódios de instabilidade.


El Niño significa chuva todos os dias?


Não. A influência do El Niño aumenta a probabilidade de determinados padrões climáticos, mas não provoca chuva permanente.


O Paraná poderá alternar períodos de temporais e precipitação volumosa com dias de tempo firme, calor e rápida elevação das temperaturas.


A previsão de chuva acima da média representa o volume total acumulado durante determinado mês ou estação. Esse acumulado pode resultar de poucos episódios muito intensos, mesmo que existam vários dias sem precipitação.


Da mesma maneira, um El Niño muito forte não garante que todas as cidades enfrentarão os mesmos impactos.


Primavera e verão exigem atenção


A combinação entre El Niño, calor e grande disponibilidade de umidade aumenta o risco de tempestades durante a primavera e o verão.


Nos dias mais quentes, a atmosfera pode acumular energia suficiente para formar temporais acompanhados de raios, granizo e rajadas de vento. A passagem de frentes frias também pode organizar áreas maiores de instabilidade.


O Simepar ressalta que as previsões climáticas indicam tendências gerais. A definição dos dias e das regiões atingidas depende dos sistemas meteorológicos que estiverem atuando naquele momento.


Por isso, alertas de temporais e chuva forte devem ser acompanhados diariamente.


Como acompanhar os alertas


A população pode acompanhar as atualizações do Simepar, do Instituto Nacional de Meteorologia e da Defesa Civil do Paraná.


Para receber alertas da Defesa Civil por SMS, basta enviar gratuitamente o CEP da região para o número 40199.


  • Defesa Civil: 199;

  • Corpo de Bombeiros: 193.


Afinal, até quando teremos El Niño?


A tendência atual aponta que o El Niño permanecerá ativo durante toda a primavera e o verão de 2026/2027.


O fenômeno poderá continuar até o trimestre de março a maio de 2027. A partir do período entre abril e junho, aumenta a possibilidade de retorno à neutralidade, estimada atualmente em 55% pela NOAA.


Até lá, o Paraná deverá continuar sujeito a períodos de chuva acima da média e maior risco de temporais. Isso não significa chuva diária, mas exige atenção especial aos alertas e às previsões de curto prazo.


Fontes consultadas





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